os moliceiros têm vela (145)


vive e sonha

o equilíbrio natural da ria

o equilíbrio natural da ria

nada é tão certo
como a incerteza

sê tu no instante
em que a ave é barco
e os rios correm serenos
por entre margens largas

escuta o rumor do vento
a beleza dos flamingos

vive e sonha

o moliceiro "marco silva" desliza por um canal da ria, sob o olhar atento dos flamingos

o moliceiro “marco silva” desliza por um canal da ria, sob o olhar atento dos flamingos

(ria de aveiro; esteiros do bunheiro)

o

os moliceiros tem vela (141)


regata s. paio, 2015

em primeiro plano o moliceiro zé rito

em primeiro plano o moliceiro zé rito

vencedor: moliceiro zé rito
tripulação: zé rito; manuel rito; alfredo miranda

2º classificado: moliceiro a. rendeiro

tripulação : zé rebeço e manuel antão

3º lugar: moliceiro marco silva

tripulação: marco silva; sérgio silva e miguel silva

uma regata com pouco vento mas muita competição. a minha go pro estava montada neste moliceiro, por isso em breve teremos o vídeo da regata. haja tempo

ahcravo_DSC_2422_ze rito bw

(torreira; regata do s. paio; 2015)

os moliceiros têm vela (140)


felicidades

tempos felizes

tempos felizes

não percas tempo
com os fragmentos
jamais refarás
o que se quebrou

tu já não és tu
nada é o que já foi
nada será o que
podia ter sido

há um começo tardio
para um final próximo
é essa a estória do depois

é tarde muito tarde
longe vão as manhãs
só te resta esperar
e reaprender os dias

felicidades

a beleza é a ternura dos dias

a beleza é a ternura dos dias

(torreira; regata do s. paio; 2012)

os moliceiros têm vela (139)


os silêncios essenciais

encontros e desencontros

encontros e desencontros

do começo
só o que te contarem
o fim
nunca o poderás contar

no entanto
nascer e morrer
são os momentos
mais importantes da tua vida

nada mais és que o intervalo
entre dois silêncios essenciais

"a vida é arte do encontro e há tanto desencontro por aí" vinicius de moraes

“a vida é arte do encontro e há tanto desencontro por aí” vinicius de moraes

(torreira; regata do s. paio; 2014)

os moliceiros têm vela (136)


a vida não é uma parábola

tempo de pensar

tempo de pensar

depois de o executarem
disseram que não era culpado

incapaz de se levantar
o executado sorriu
um sorriso de cinzas

ainda hoje quando o vento
sopra do norte
vejo-as voar e cobrir de pó
tudo quanto a sul

afinal estava tudo na bíblia
como é costume
que tudo lá cabe excepto

a vida
que não é uma parábola

tudo é efémero

tudo é efémero

(torreira; regata do s. paio; 2014)