os moliceiros têm vela (46)


contigo quantos?

mais que barcos são homens e a sua história

mais que barcos são homens e a sua história

jamais negarei
o silêncio
as vozes por dentro
o clamor

não sei se algures
um homem poderá ainda
afastar as nuvens
num grito de sol ardente

as palavras que não digo
serão poucas
não procuro a perfeição
o meu tempo é hoje
o meu lugar aqui

sou mais um
mais um
um

contigo quantos?

se quisermos ser mais que silêncio e consentimento, seremos povo

se quisermos ser mais que silêncio e consentimento, seremos povo

(ria de aveiro; regata da ria; 2010)

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os moliceiros têm vela (11) – tenho de ganhar o meu


a luta é dura para alguns

a luta é dura para alguns

não digo nada
não faço nada

vou lá de quatro
em quatro anos

a vida custa
custa muito a vida

tenho de ganhar o meu
tenho de ganhar o meu
tenho de ganhar o meu

de quatro em quatro
anos vou lá
nos intervalos calo-me
sempre pode ser que me safe
a mesa é pequena mas as migalhas

tenho de ganhar o meu

que isto não é para todos

que isto não é para todos

( regata da ria; 2013)

Palafita – da Arquitectura Vernácula à Contemporânea


 

 

A Folha Informativa Nº 36-2012 resulta da transcrição da parte introdutória do livro Palafita – da Arquitectura Vernácula à Contemporânea, dos autores Alejandro Bahamon e Ana Maria Álvarez, publicado pela Editora Argumentum, na 1ª Edição, em Março de 2009.

O projecto dos Avieiros obteve autorização do director da Argumentum, Sr. Arquitecto Filipe Jorge, para a publicação deste trecho do livro, fundamental para se perceber a importância das construções palafitas dos Avieiros do Tejo e do Sado. Daqui ressalta também a relevância da cultura Avieira e das suas palafitas, que consideramos a única cultura palafítica fluvial europeia que permanece viva.

Ao Sr. director Arquitecto Filipe Jorge apresentamos os nossos melhores agradecimentos.

Gabinete de Coordenação,

(Candidatura da cultura Avieira a património nacional imaterial e da Unesco)

Cultura Avieira – Um património, uma identidade

 

FOLHA Nº36-2012_Casas Palafitas no Mundo

cultura avieira_casas palafíticas_cultura dos pescadores do litoral



 

Publicamos hoje dois trabalhos em conjunto.

O primeiro, da autoria da Dra. Lurdes Véstia, aborda o tema das casas palafíticas no mundo. Trata-se de um modo de construção disseminado em algumas regiões do globo e apresenta a perspectiva global sintetizada deste modo tão peculiar de construção, em tudo semelhante à dos pescadores Avieiros.

O segundo, da autoria do Prof. Doutor Alfredo Marques, trata da cultura dos pescadores do litoral central português, também designado como região da Gândara. Este texto retoma a publicação de um significativo conjunto de artigos que o autor publicou no Jornal da Figueira, e com ele se pretende publicar o conjunto de todos os que escreveu sobre a temática cultural daqueles pescadores, nos quais se incluem os da Praia de Vieira de Leiria.

Aos autores endereçamos os nossos sinceros agradecimentos.

 

Gabinete de Coordenação,

(Candidatura da cultura Avieira a património nacional imaterial e da Unesco)

Cultura Avieira – Um património, uma identidade

 

FOLHA N-¦26-2012_Casas palafitas pelo mundo

FOLHA N-¦27-2012_Mem+¦ria da Terra e do Mar – III

cultura avieira_as casas tradicionais de madeira do litoral Português



Publicamos hoje um trabalho conjunto de três investigadores da Universidade do Minho, sobre as casas tradicionais de madeira do litoral Português, trabalho este apresentado no âmbito do 1º Congresso Ibero-Latino Americano da Madeira na Construção, de 7 a 9/06/2011, em Coimbra. Os investigadores são Mónica Silva e Silva, Paulo Mendonça e Jorge Branco.

Procuram demonstrar como construções de madeira reagem perante condições de exposição severas, como são as existentes nas zonas costeiras, onde os níveis freáticos são elevados e é necessário oferecer condições de salubridade e conforto às pessoas que nelas habitam. Em particular, é analisado um tipo de habitação denominada de Palheiros, que sendo originalmente associado às actividades piscatórias, aparece hoje em dia como habitação de uso sazonal e de recreio.

Trata-se de um trabalho que realça a importância que este tipo de construção teve na evolução das aldeias Avieiras do Tejo, a partir de meados do século XIX. É um contributo importante para a construção do portefólio de candidatura da cultura Avieira a património nacional imaterial e da Unesco.

Em conjunto com a presente Folha é enviado o mesmo artigo em formato PDF, tal como foi apresentado originalmente pelos autores, a quem agradecemos a autorização de o publicar.

Gabinete de Coordenação,
(Candidatura da cultura Avieira a património nacional imaterial e da Unesco)


Cultura Avieira – Um património, uma identidade

 

FOLHA Nº25-2012_Reabilitação de casas tradicionais de madeira

 

Reabilitação de casas tradicionais em madeira do litoral norte e centro de Portugal

ti jaime fernandes


 

 

Apresentamos-vos hoje um testemunho simples, resultante de uma experiência vivida com um casal avieiro da Chamusca, a quem poderemos chamar de “amigo”, mercê do acolhimento, sempre caloroso, que nos têm dispensado.

O Turismo de Experiência tende a ser um segmento com uma expressão cada vez mais forte, no vasto conjunto de oferta turística. Agregando a Cultura Avieira ao Tejo (da qual é indissociável), numa rota turística com elevado potencial, a vivência de situações expressivas do modo de vida desta comunidade de pescadores tenderá a marcar a sua própria imagem, incrementado a notoriedade necessária à sua afirmação.

Estamos certos de que a Cultura Avieira contribuirá para o desenvolvimento e a economia regionais, acrescentando valor às próprias comunidades e à preservação do seu património cultural, inquestionável na identidade dos municípios ribeirinhos e da população em geral.

À Ana Paula Pinto, autora do texto, e ao Carlos Vitorino, autor das fotos, endereçamos os nossos agradecimentos por este novo e sensível trabalho trazido directamente do nosso rio Tejo.

 

Gabinete de Coordenação

(Candidatura da cultura Avieira a património imaterial nacional e da Unesco)

Cultura Avieira – Um património, uma identidade

 

FOLHA INFORMATIVA Nº 24-2012_De redes vazias

A procissão fluvial de Constância em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem


 

Revisitámos Constância em 2012, como anualmente se tornou obrigatório, por altura das festas religiosas em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem.

Para além da notoriedade da sua tradicional festa religiosa, que todos os anos ocorre na segunda-feira de Páscoa, a singularidade de Constância é a envolvente do seu contexto natural e cultural, bem como a imagem que projeta a nível nacional e internacional – ligada a Camões, em especial -, à doçaria que remete para o Céu, nos seus doces queijinhos, e à dinâmica dos seus eventos festivos.

Constância é a Vila Poema e como poema que é tem uma cadência própria, uma musicalidade suave, uma envolvência afetiva. Constância é a emoção e a experiência de mergulhar numa vila histórica com uma história que se mantém viva. Pela Páscoa enche-se de flores de papel, perfuma-se com rosmaninho e alecrim e adorna-se de colchas nas janelas, em dia de procissão.

Desse ambiente vos damos conta nesta Folha, da autoria de Ana Paula Pinto e Carlos Vitorino, a quem tributamos o nosso sincero agradecimento.

 

Gabinete de Coordenação

(Candidatura da cultura Avieira a património imaterial nacional e da Unesco)

Cultura Avieira – Um património, uma identidade

 

FOLHA INFORMATIVA_Nº23-2012_A procissão fluvial de Constância em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem