construção de um moliceiro (10)


23 de agosto

0 ahcravo_DSC_9904 bw

hoje o pintor josé oliveira continuou a decoração dos painéis, com a ajuda do pai -necas lamarão.

o pai ajuda, e bem, na pintura das bordaduras, ficando a decoração dos painéis a cargo do filho.

neste registo necas lamarão pinta as bordaduras do painel de estibordo da ré e josé oliveira, ao fundo, as do painel de estibordo da proa.

durante alguns dias não publicarei mais registos da construção, até que surja um momento de envolvimento colectivo.

não demorará muito………..

0 ahcravo_DSC_9904
(torreira; 23 de agosto de 2016)

cosntrução de um moliceiro (9)


0 ahcravo_DSC_9789
22 de agosto

começou a decoração do moliceiro.

para além da pintura, a característica identificadora do moliceiro é a decoração, nomeadamente a dos painéis da proa e da ré.

há mais de 25 anos que o pintor josé oliveira executa decorações de moliceiros, é ele que decora este moliceiro.

no registo de hoje pode ver-se já o desenho do painel da ré de bombordo, com alguma decoração pintada, enquanto josé oliveira inicia trabalho no painel de estibordo.

estamos em fase de acabamentos, o trabalho só voltará a envolver mais gente quando o barco tiver de ser voltado – meia querena – para serem colocadas as últimas tábuas de fundo.

até ao final, o novo moliceiro continuará a ser local de visitas diárias e de reunião de muitos.

(torreira; 22 de agosto, de 2016)

construção de um moliceiro (8)


0 ahcravo_DSC_9586
21 de agosto

hoje acabou-se o fecho dos costados do moliceiro.

neste registo o ti alfredo do táxi – porque foi dono do primeiro táxi da torreira, antes de emigrar – segura a tábua que o mestre zé rito aplaina e irá ser colocada na parte inferior da proa, a estibordo.

para fechar totalmente o barco, ficam só por colocar as tábuas de fecho do fundo.

amanhã começa o trabalho de decoração do barco, a cargo do pintor zé oliveira que, há cerca de 25 anos, decora moliceiros e para os quais vai inventando os temas que tão bem caracterizam os painéis. vamos ver o que sai desta vez.

quanto à colocação da tábua, depois de afeiçoada, não fiz qualquer registo porque…. fui membro da equipa do turno que a aguentou enquanto o mestre a fixava.

(torreira; 21 de agosto de 2016)

construção de um moliceiro (7)


20 de agosto

0 ahcravo_DSC_9560
hoje começou a pintura do moliceiro.

a elegância da forma, as cores com que é pintado, a decoração global do barco, fazem dele qualquer coisa de único e extraordinariamente belo.

seja então hoje a celebração do barco e deixemos que ele nos encha de alegria e de cor.

os sorrisos espalharam-se pelos rostos de todos os presentes: o pincel e o rolo começaram a cobrir a madeira crua e o barco tornou-se coisa viva.

0 ahcravo_DSC_9560_bw

(torreira; 20 de agosto; 2016)

construção de um moliceiro (6)


19 de agosto

hoje o mestre zé rito, andou entre o acabamento da proa e o leme e pequenas tarefas de aperfeiçoamento. do varrer ao polir, de tudo se fez um pouco e os amigos ajudavam onde era preciso a cada momento.

momentos houve, como todos os dias, em que o mestre trabalhava e conversava com os amigos, dizia piadas e continuava. a obra é um acto de contentamento e não o resultado de um sacrifício.

emigrantes, reformados, pescadores, turistas …. muitos foram os que por ali passaram, os que ali ficam e convivem.

dos muitos momentos vividos ao longo do dia, fica o registo último que fiz antes de os deixar: o colocar do último “cunho” do castelo da proa, depois do “bertente”.

como já escrevi, este não é um diário técnico, nem o pretende ser, é isso sim, uma memória dos dias vividos junto à ria à mesa de um moliceiro em construção.

como disse o setenove, em torno ” de mais um filho da ria”.

0 ahcravo_DSC_9366

o mestre zé rito coloca o último “cunho”

(torreira, 19 de agosto de 2016)

construção de um moliceiro (5)


18 de agosto

hoje o mestre zé rito continuou a trabalhar em pequenos, mas importantes detalhes da construção, nomeadamente a quase conclusão da bica da proa e ponteiras.

registei, pela sua valia humana de solidariedade e amor, o momento em que todos os que foram precisos ajudaram a colocar a tábua de baixo, do costado de bombordo.

tirando uma pequena lacuna na ré, o bombordo ficou fechado – até à hora em que saí do estaleiro.

talvez amanhã quando lá chegar já esteja fechado. quando saí ontem faltava colocar a tábua de baixo do costado de estibordo à ré, hoje de manhã já estava no sítio.

o barco vai-se fazendo de acordo com o saber do mestre, com os métodos herdados na sua aprendizagem e aperfeiçoados no seu fazer diário. de acordo com o seu tempo.

não sou técnico, sou o que olha e vê os homens e um barco que pulsa dentro deles e os faz rir e conviver, como se em torno de uma mesa farta.

o tempo aperta, o mestre não descansa, os amigos esperam, plateia atenta, que um pedido surja e logo é satisfeito.

0 ahcravo_DSC_9130

construção de um moliceiro (4)


17 de agosto

hoje começou o fecho do barco.

o mestre zé rito afeiçoou a segunda tábua de costado de bombordo e procedeu-se à sua fixação.

do fazer de cavilhas de madeira, que se vêem ao longo da tábua, até aos ângulos de corte da tábua e ao molde para o fazer, muitas foram as pequenas tarefas e alguns os conceitos novos que aprendi.

para a colocação da tábua e ajuda à sua fixação de novo, como sempre, apareceram amigos prontos a ajudar.

ao fixar neste registo o barco, já na sua forma final, e um homem de costas – que eu sei que é o avelino – quero simbolizar TODOS os que, de algum modo, têm estado presentes durante a construção do moliceiro e, com todo o empenho possível, têm dado o seu contributo para a construção.

a cada dia que passa, mais vejo esta construção como a GRANDE CELEBRAÇÃO COLECTIVA E ESPONTÂNEA DA RIA.

0 ahcravo_DSC_8928

(torreira; 17 de agosto de 2016)