quando o mar trabalha: apresentação na figueira da foz


Cartaz_Convite

apresentação realizada no auditório municipal da figueira da foz, integrada nos “7Sentidos”- Festa do Teatro e da Fotografia” organizada pelo Pateo das Galinhas – Grupo Experimental de Teatro.

a apresentação do livro foi feita por antero urbano e as falas interpretadas por actores do pateo: helena adão, ligia bugalho, filipa almeida, vitor silva e rui féteira.

o apoio da divisão da cultura da câmara municipal da figueira da foz, nomeadamente a disponibilidade de anabela zuzarte e da equipa técnica do auditório foi fundamental e inesquecível.

a todos os que estiveram presentes, ou por motivos inesperados não puderam estar, um grande abraço

(do evento fica o registo feito pelo amigo santos silva e editado por mim)

“quando o mar trabalha” na murtosa


em 2018, o murtoseiro diamantino moreira de matos promoveu e organizou três sessões subordinadas ao tema “varinas”.

deu-lhes a designação genérica de “varinas dos pregões” sendo que cada sessão teve desenvolvimentos subordinados a temas diferentes, caracterizados no subtítulo da sessão.

assim, no dia 1 de agosto, a sessão designou-se “vivinha a saltar”, no dia 29 de agosto “a canastra dos artistas” – 1º lanço e, a terminar, no dia 26 de outubro “a canastra dos artistas” – 2º lanço.

foi neste 3º momento que fui convidado pelo promotor, organizador e autor do evento, diamantino moreira de matos, para participar dizendo poesia do meu livro “quando o mar trabalha” e fazê-lo com a companhia de outros amigos que diriam poemas do livro.

do momento poético deste evento, realizado no auditório municipal da murtosa e o primeiro das comemorações dos 92 anos do município da murtosa, fica o registo possível.

obrigado diamantino pelo saber, a arte e a amizade. como diziam os antigos: bem hajas

(nota: a foto de abertura do vídeo é da autoria de outro grande amigo, camilo rego. um muito obrigado e um grande abraço, amigo)

nesta sessão foi também visionado o registo por mim feito em 2016 com a emília russa e olívia borras, que de novo publico

 

as pérolas-primas do primo ou as ppp’s do “Concelho da Murtosa”


( para melhor entendimento do texto primeiro ver o vídeo da apresentação do livro na torreira e depois ler a “notícia” digitalizada )

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in “Concellho da Murtosa” de 31 da agosto de 2018

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as pérolas-primas do primo ou as ppp’s do “Concelho da Murtosa”

quando me disseram estranhei, quando contei estranharam também mas, quando li, entendi.

tinha sido notícia no “Diário de Aveiro” e no “Notícias de Aveiro”, tinha de ser também no jornal da terra e pronto, havia que escrever algo, mesmo não conhecendo o livro, mesmo não tendo estado na sessão de lançamento – o artigo não é assinado, logo é da responsabilidade ou autoria do editor. havia, no entanto, o vídeo e, deduzo, foi a partir daí que a “notícia” foi escrita.

agora vamos a ela.

comecemos pela foto, é a cores e retrata uma cena da recriação da xávega em 2013, na torreira – a foto não é minha, o livro é a preto e branco e o seu conteúdo muito anterior.

“A memória de um povo faz-se pela cara das gentes” – sublinhado meu –, assim se intitula a “notícia”, deve de ter sido escrito depois de uma ida ao festival do bacalhau em ílhavo.

o título do meu livro é em minúsculas – todo o livro é em minúsculas, toda minha escrita é em minúsculas – e mal começa uma notícia quando a primeira letra é um erro, nesta porém a seguir há de tudo – erros de português, erros de impressão, falhas de revisão, citações mal feitas, corte e cola sem critério. apetece dizer que se alguém quiser aprender “como não fazer” pode começar por aqui.

alguns exemplos: “valeu apena”, em vez de “valeu a pena”, “meio bisavô” em vez de “meu bisavô”, “domingos josé cravo (gorim)” passa a “Domingos José Cravo”. se me citam usem, pelo menos, o meu modo de escrever. os textos entre aspas na “notícia”, citações do livro, não sabem o que é o respeito.

quanto aos delírios que vão surgindo, talvez por problemas de audição, organização interna ou o velho “tenho de despachar isto”, desafiam a criatividade de alguns dos melhores humoristas do nosso país. apesar de anexar a “notícia” na íntegra, não quero deixar de reproduzir alguns nacos que mais me fizeram rir e que resultam de colagens feitas pelo autor da “notícia”:

“ … as fotos de 1972, nunca saíram da Murtosa, foram todas feitas aqui, vieram da Murtosa.”

“ … fui somando memórias e fui e consegui a minha maior realização….”

“ … é o que eu deixo à Torreira, foi feito em França, fiz questão que isto ficasse bem, em França…”

enfim…. há mais mas eu gosto muito destes.

há, porém, o início de um parágrafo em que perco a vontade de rir porque, e agora cito o autor da “notícia”, se pode ler “ Um livro a três tempos, só tem piada se as fotos forem vistas com as palavras ao lado…”. poupem-me, há piada no livro? só para alguém que quer gozar comigo ou com aqueles que fotografei ou com os familiares dos retratados falecidos – mais de 40.

penso que o “Concelho da Murtosa” terá um revisor de textos. será que estava de férias? será que não quis rever este? ou será que reviu mesmo e quis deixar assim? qualquer das hipóteses não o deixa ficar bem.

peço a todos que leiam, ou releiam, o artigo que reproduzo. aos que estiveram presentes na sessão de lançamento na torreira que comparem com o que ouviram e aos que compraram o livro, e já foram muitos, que vejam se esta “notícia” tem alguma coisa a ver com o livro que compraram.

quando o mar trabalha – 2ª edição


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obrigado a todos os amigos que, com as suas encomendas e compras directas, fizeram com que em menos de um mês a 1ª edição do livro esgotasse.

está neste momento em fase de preparação uma segunda edição, já que as vendas não resultaram de grande esforço de divulgação para além do facebook e das apresentações na torreira e praia da tocha.

estão previstas mais apresentações em cantanhede e ovar e no dia 4 de novembro na figueira da foz.

se foi bom fazer o livro, uma alegria emocionante senti-lo, a forma como tem sido solicitado, aceite e comentado por quem o comprou é uma satisfação enorme – valeu a pena.

de serpa a guimarães, de israel a madrid, o mar trabalha.

as encomendas com identificação completa deverão ser feitas para o mail ahcravo98@yahoo.com

obrigado a todos, nunca é demais agradecer.

bota jorge pinto guedes

 

 

 

 

“quando o mar trabalha” – lançamento na praia da tocha


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retratado pelo amigo camilo rego

porque as palavras ditas estão no vídeo,  ficam aqui as palavras escritas – enviadas por email –  por uma amiga de lisboa a dizer do livro.

“Bom dia, António…

São quase 3 da manhã, começo agora mas não sei quando concluirei. É tanto o que despertou em mim a tua leitura, tenho dificuldade em começar.

Peguei no livro que recebi, o toque da campaínha, a minha mãe a perguntar do alto dos cento e tal degraus ” o que traz hoje ?”,  através dos anos, trouxe-me a memória da peixeira, não no areal, mas numa rua de Lisboa.

Fazes a homenagem às rugas, aos sonhos desfeitos na espuma do tempo, à esperança no amanhã, ao continuar até…, remendas as redes da vida dura, entre sal, areia, gaivotas, MUITO MAR e algum amor.

O carapau, a sardinha sofrem quando o saco é aberto, para gozo dos veraneantes, que confundem o trabalho, morte, com uma festa.

Assisti no ano passado na Costa da Caparica e tentei mostrar aos meus netos a singularidade do morrer para viver.

Estão ali os que partiram, mas permanecem em ti e os que sobrevivendo se mantêm.

Estão afinal todos, contigo nas letras e no teu olhar.

Mas… Aquelas belas fotografias a que me habituaste no Facebook, ficam apagadas pela qualidade da edição.”

 o vídeo da apresentação

a assistência retratada pelo amigo paulo delgado

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com pedro lindim, presidente da associação de moradores da praia da tocha, retratados por camilo rego

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não posso deixar de referir os momentos que mais me emocionaram durante a apresentação:

  • uma família que já tinha estado na torreira, no lançamento, e voltou à tocha para ouvir de novo o livro contado, amigos assim há poucos
  • os meus vizinhos da figueira da foz que se deslocaram à tocha
  • um amigo que ficou para o fim e me disse: quero o seu livro, está aqui o dinheiro que ganhei hoje a vender raspadinhas na praia. por favor escreva na dedicatória o seu número de telefone para o poder contactar

todos os presentes foram muito participativos e a todos agradeço o terem estado e aguentado a descarga emocional que a leitura do livro sempre produz. bem hajam

obrigado associação de moradores da praia da tocha, junta de freguesia da tocha e câmara municipal de cantanhede

obrigado tânia

para ti PAULO DELGADO já não há palavras, foram todas dentro do abraço.