os moliceiros têm vela (366)

os moliceiros têm vela (366)


bota abaixo de “O Conquistador”

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a 30 de junho de 2019 a ria recebeu mais um moliceiro tradicional: “O Conquistador”.
 
mandado fazer por márcio nunes e domingos mole, sem quaisquer apoios financeiros que não os dinheiros próprios, foi construído por marco silva e pintado por josé manuel oliveira.
 
neste registo fica a memória do bota abaixo

 

os moliceiros têm vela (364)

os moliceiros têm vela (364)


… E houve Regata
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quando os moliceiros dançam ((regata da ria; 2019)

Apesar de ser contra a maré, até S. Jacinto, e sem vento de norte, ao fim de cerca de 3 horas o primeiro moliceiro chegou a Aveiro. Contra tudo o que era previsível, sem a espectacularidade a que nos habituaram as regatas marcadas em datas que tiveram em conta, pelo menos as marés, a regata realizou-se.
Participaram na Regata da Ria 11 moliceiros da classe A – moliceiros com mais de 12 metros – e dois da classe B – moliceiros com mais de 6,90m e menos de 12 m.
Com muitos bordos depois da Pousada, até “agarrarem vento”, os moliceiros dançaram mais que correram. O espectáculo não foi o do dar tudo por tudo – quando os barcos mostram o fundo e parece que vão virar – mas o de um bailado.
A classificação final da regata foi a seguinte:
1º Marco Silva
2º José Rito
3º S. Salvador
4º Um Sonho
5º O Conquistador
Não queria deixar de reforçar o já escrito por Diamantino Dias – as condições adversas, à partida, para a realização da regata – e alertar os responsáveis pela sua marcação, para a necessidade de ter em conta as marés, que tão importantes são para o espectáculo, o grandioso espectáculo, da Regata da Ria de Aveiro. Se a data for fixa, ter em atenção a hora da partida que terá de ser variável, se a hora for fixa terá de ser variável a data.
Quem conhece a ria ou nela fez, ou faz, vida, sabe que quem manda são as marés, contrariá-las é esforço vão, a menos que se fique numa secretária.
postais da ria (314)

postais da ria (314)


para o ti henrique afonso
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aos que ficam cabe lembrar os que partem, só isso se lhes pede

 
já foi dizem e muito
mais que tantos
que tão longe nunca
 
envelhecer é um privilégio
acordar começar o dia
como dantes como sempre
 
pensar ser isso natural
quando o extraordinário
é estar vivo ainda
 
o ti henrique afonso
morreu
 
(o ti henrique é o autor de todas as miniaturas de barcos da ria e de mar que navegam nas minhas prateleiras. está comigo dentro de uma caçadeira que me ofereceu e na labrega feita de encomenda – a primeira que fez – e de que juntos tirámos medidas e andamentos.

 
este ano não vou conversar com ele à oficina onde fazia os barcos e aprender sempre mais um pouco.)