os meus mortos
estão vivos
(xávega; pancada de mar; torreira; 2014)
não não é traduzir
é descrever
uma subrealidadetransformar imagens
sensações
em discurso verbaldar nome ao inominável
não ao divino
mas ao inferno visionadoa guerra entre as mãos
que escrevem
e as que torturam matamfugir para outros
cenários metaforizar
dizer sem dizerestá no subtexto dizes
doem-te as palavras
vês o que não explicitasmorto mutilado torturado
que metáforas
há outra forma de escrevernão saber como
mas saber que não dizer
é não ser