no próximo domingo dia 28 pelas 15h30m no Ecomuseu do Sal, nos Armazéns de Lavos, Figueira da Foz, inaugura-se a exposição SAL=SOL e terá lugar a apresentação do livro homónimo.
registo do colóquio: “Mitos e figurações do diabo” com José Manuel Anes, Saliu Djau e Paulo Mendes Pinto
do catálogo da exposição
Cada um vê mal ou bem… conforme os olhos que tem!
“O Diabo é um ser de razão. Não se trata de uma criatura irracional. Pelo contrário, é o fruto dos esforços do espírito humano para encontrar uma explicação lógica para o problema do mal.” Georges Minois
A figura do Diabo, personagem do mundo do fantástico, é omnipresente na longa história da Humanidade. A sua origem perde-se no tempo, no imaginário popular e no quotidiano das gentes, assumindo as mais diversas formas, seja nos contos, narrativas e lendas, seja nas representações pictóricas e escultóricas. Ao longo de milénios, o arquétipo do Mafarrico foi sendo paulatinamente delineado, reinventando-se não só através da tradição oral e da literatura, mas também pela assimilação das conceções pagãs e da iconografia judaico-cristã. Esta personagem rebelde, que encarna o grande opositor cósmico, soube adaptar-se a todas as civilizações e a todas as mutações.
Um “Ser” do sobrenatural, transversal às mais variadas culturas mundiais e que se manifesta na cultura popular portuguesa, através do artesanato, numa multiplicidade de interpretações, que diferem de região para região. Esta forma popular de expressão artística, numa miscelânea entre o sagrado e o profano, retrata o quotidiano e a criatividade dos artesãos que modelam essas figuras demoníacas em metamorfoses de cores aguerridas.
Após tomar conhecimento da Coleção de Diabos de José Santos Silva e de perceber o valor artístico daquelas admiráveis peças de estatuária de expressão popular, imbuídas de criatividade, nasceu a ideia de conceber e realizar uma exposição
O desafio era grande: como abordar a temática de forma despretensiosa e sem ferir suscetibilidades? Que critérios conceptuais seguir no discurso expositivo? Num sistema de comunicação não-verbal, como “dialogar” com o público proporcionando-lhe um espaço de experiências?
Em resposta a todas estas questões intuímos que o melhor caminho era associar o figurado à tradição dos provérbios populares e às designações que este Anjo-caído assumiu ao longo dos tempos. Nas nossas pesquisas deparámo-nos com um número infindável de provérbios que aludem ao Diabo e ao Inferno, compelindo-nos, numa análise crítica, a selecionar os que melhor se coadunassem com as peças a expor. O mesmo se passou com os nomes atribuídos a este Ser Infernal – Demónio, Lúcifer, Satanás, Baphomet, Cornudo, Tinhoso, Belzebu, entre muitos outros – que povoam o imaginário e as crenças do povo. São estas gentes que exorcizam os seus medos transpondo-os para a arte do barro, modelando notáveis peças, umas seguindo os cânones mais formais com figurações andróginas e animalescas, enquanto outras sobressaem pelo seu caráter jocoso, brincalhão e provocador, qual Diabo tentador.
Da confluência destas ancestrais tradições populares aconteceu a exposição A Figueira tem o Diabo à beira. Anjos Caídos, Figuras Demoníacas e Seres Infernais, não sendo nossa pretensão conceber uma exposição sobre o figurado popular, mas tão somente partilhar com o público uma fascinante Coleção de Diabos.
beto com sophia (molde em gesso da autoria de francisco simões)
no âmbito da sam – semana arte mulher – 2019, na figueira da foz, a animação musical nos jardins de inverno do cae, ficou a cargo da banda “beto do bandolim”.
composição da banda neste show:
bandolim: adalberto cavalcanti (beto do bandolim)
percursão – wilmar chagas
viola – bruno pereira
voz – geraldo maia e clarisse fernandes
ao longo da semana a banda deu três espectáculos, todos eles com reportórios diferentes; no primeiro fotografei, o segundo e o terceiro, com autorização do beto, filmei.
com equipamento básico para gravações em zonas de luminosidade uniforme, o registo é o possível com a qualidade que se pode ver. mas era bom demais para se perder.
se não gostarem da imagem, fechem os olhos e oiçam, vale a pena
beto com sophia (molde em gesso da autoria de francisco simões)
joaquim namorado retratado por jaime do couto ferreira
cheguei a coimbra em setembro de 1973 e, não me lembro já porquê, fiz do tropical o meu café. ali se juntava a tertúlia de que joaquim namorado e orlando de carvalho – este por vezes de forma ensurdecedora – eram as figuras centrais.
jovem estudante, amante da leitura, ali passava as manhãs ou tardes livres a ler e, à tarde, a ouvi-los.
é no entanto depois do 25 de abril que começam as minhas conversas, fora da tertúlia, com joaquim namorado. conversas matinais entre um esquerdelho e um comunista ortodoxo.
até ao final da vida do poeta mantive com ele conversas animadas em que muito aprendi, lembro-me de lhe mostrar uns originais para colher a sua opinião, de caneta na mão lá foi riscando, cortando ….. (perdi essas folhas, como tenho perdido muita coisa na vida)
fomos amigos e isso é o mais importante. com a morte de joaquim namorado, para mim, morreu a praça da república e já pouco fui ao tropical.
setembro de 2018
no âmbito da exposição de jaime do couto ferreira e na sequência da edição do seu livro “O Herói no “Neo-realismo mágico” a editora lápis de memórias promoveu na casa da escrita, em coimbra, duas sessões sobre o poeta joaquim namorado.
neste registo reproduz-se a totalidade da sessão de 22 de setembro de 2018, em que antónio pedro pita fez uma “releitura” da obra do poeta e uma “visita guiada” à sua vida.
rui damasceno e josé antónio franco disseram poesia
o primeiro registo é um excerto do colóquio “A INFORMAÇÃO NA ERA DA PÓS-VERDADE – O ADMIRÁVEL MUNDO DAS NOTÍCIAS FALSAS”, que decorreu no auditório municipal da figueira da foz, no dia 11 de junho de 2017, com a presença do vereador/escritor antónio tavares e os jornalistas fátima felgueiras, bruno paixão e josé manuel portugal.
procurei, ao fazer este excerto, não adulterar o contexto em que se inseriu a minha intervenção, em defesa das redes sociais, por forma a não entrar na era da pós-verdade – coisa que ainda haverá que esclarecer o que é.
o colóquio na sua totalidade poderá ser visionado no vídeo “notícias falsas” publicado em seguida.
ahcravo gorim
notícias falsas e as redes sociais
A INFORMAÇÃO NA ERA DA PÓS-VERDADE – O ADMIRÁVEL MUNDO DAS NOTÍCIAS FALSAS”
O referendo sobre o ‘Brexit’ no Reino Unido e a eleição presidencial nos Estados Unidos estão na origem da escolha da palavra do ano 2016.
O termo ‘pós-verdade’ foi escolhido como a palavra do ano 2016 pelos dicionários britânicos Oxford, vocábulo que surge no contexto do ‘Brexit’ (saída britânica da União Europeia) ou da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos.
Segundo a definição dos dicionários Oxford, pós-verdade (‘post-truth’ em inglês) é um adjetivo que faz referência a “circunstâncias em que os factos objetivos têm menos influência na formação de opinião pública do que os apelos emocionais e as opiniões pessoais”.
Para ser mencionada nesta prestigiada instituição, a palavra deve ter sido utilizada em jornais ou em títulos literários por um período mínimo de 10 anos.
tarde de sol aberto, temperatura amena, sábado, dezembro.
ontem em coimbra
o adelino castro e a carla, da lápis de memórias, abriram as portas a um amigo, para a apresentação de um livro de que não eram editores, deram o que tinham. num sábado à tarde, de sol aberto, em dezembro, com a temperatura amena
ontem em coimbra
o diamantino e a ção vieram de aveiro, o diamantino fez a apresentação do livro, com uma palestra caminhando pelos trilhos do livro e do autor. num sábado à tarde, em dezembro, pleno de sol e temperatura amena.
ontem em coimbra
a teresa namorado, veio da figueira, o manuel marques embora achacado, veio e despediu-se que em casa era preciso, a mariana alface, o fernando (com o beijo da lena também), o antónio vilhena, a isabel faria, a conceição ruivo; estiveram numa cave, com luz artificial, num dia pleno de sol, num sábado de dezembro, à tarde.
ontem em coimbra
foi bom saber que amigos tenho que trocaram o sol de dezembro, num sábado à tarde para estarem comigo na apresentação de “sou tudo o que aqui encontras”. foi bom encontrá-los porque eu também sou eles.
obrigado por serem
o meu amigo agostinho trabalhito, pescador da torreira e de portugal