coimbra, 25 de abril de 2018


o meu amigo jaime

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o que a vida separa
há datas que unem

hoje estivemos em festa
jaime

a festa de abril
a festa da liberdade
a festa do encontro

hoje estivemos em festa
jaime

vimos crianças muitas
jovens tantos
nós menos que no ano
passado
a lei da vida disseste

mas hoje
hoje estivemos em festa
jaime

(prof. jaime do couto ferreira; coimbra; 25 abril 2018)

 

25 de abril em coimbra


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quando el-rei apareceu
temerosa d. isabel
recolheu o manto

que levais aí senhora
perguntou el-rei
são cravos meu senhor

mostrai-me quero vê-los
sabeis como sou curioso

aberto o manto
cobriu-se o chão
de cravos vermelhos

mas senhora
hoje não é 25 de abril

será amanhã
meu senhor
será amanhã

é amanhã

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(coimbra; 25/04/2017)

o caminho imperfeito


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lê o livro e entenderás

em coimbra, no dia 11 de outubro, josé luis peixoto em conversa amena e intimista apresentou a sua última obra.

aquilo que de início poderá parecer uma incursão do autor pela literatura de viagens transforma-se, ao longo da leitura, numa obra que mais do que a países nos leva ao interior do mundo de josé luís peixoto.

um livro a não perder.

pelo interesse da conversa entre o autor e a assistência que durou quase duas horas, desdobrei a gravação em 2 vídeos

nota: a ilustração/miniatura que dá capa a este vídeo só será entendível por quem tiver lido, ou depois de ler, o livro

 

joaquim basílio morreu hoje


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morreu hoje joaquim basílio, o “mendigo basilius” das feiras medievais.

quem o conheceu sabe da grandeza do homem e da valia do artista, as palavras são pequenas para homens como ele.

há certamente uma feira medieval à espera dele onde quer que esteja.

um abraço, amigo

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(feira medieval de arzila; 2015)

25 de abril de 2017


um cravo para ti

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mais do que a palavra
somos o gesto

mais do que o pensar
somos o fazer

mais do que únicos
somos solidários

não somos diferentes
somos assim

temos a liberdade de o ser
por isso lutámos

temos a liberdade de te dizer
é teu o que conquistámos
mesmo que o não sintas
porque não viveste o antes

mais do que a mão que fere
somos a mão que dá

nessa mão um cravo
um cravo para ti
hoje que é 25 de abril
e tu sem o sentires
és a razão de termos feito

de continuarmos a ser
mais do que a palavra
o gesto

dentro dele o teu cravo

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(coimbra; 25 de abril de 2017)

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