o caminho imperfeito


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lê o livro e entenderás

em coimbra, no dia 11 de outubro, josé luis peixoto em conversa amena e intimista apresentou a sua última obra.

aquilo que de início poderá parecer uma incursão do autor pela literatura de viagens transforma-se, ao longo da leitura, numa obra que mais do que a países nos leva ao interior do mundo de josé luís peixoto.

um livro a não perder.

pelo interesse da conversa entre o autor e a assistência que durou quase duas horas, desdobrei a gravação em 2 vídeos

nota: a ilustração/miniatura que dá capa a este vídeo só será entendível por quem tiver lido, ou depois de ler, o livro

 

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joaquim basílio morreu hoje


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morreu hoje joaquim basílio, o “mendigo basilius” das feiras medievais.

quem o conheceu sabe da grandeza do homem e da valia do artista, as palavras são pequenas para homens como ele.

há certamente uma feira medieval à espera dele onde quer que esteja.

um abraço, amigo

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(feira medieval de arzila; 2015)

25 de abril de 2017


um cravo para ti

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mais do que a palavra
somos o gesto

mais do que o pensar
somos o fazer

mais do que únicos
somos solidários

não somos diferentes
somos assim

temos a liberdade de o ser
por isso lutámos

temos a liberdade de te dizer
é teu o que conquistámos
mesmo que o não sintas
porque não viveste o antes

mais do que a mão que fere
somos a mão que dá

nessa mão um cravo
um cravo para ti
hoje que é 25 de abril
e tu sem o sentires
és a razão de termos feito

de continuarmos a ser
mais do que a palavra
o gesto

dentro dele o teu cravo

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(coimbra; 25 de abril de 2017)

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joão damasceno na casa da escrita (versão integral)


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joão damasceno (foto cedida por rui damasceno)

coimbra, 28 de junho de 2016.

faziam exactamente 6 anos, que o poeta joão damasceno partiu e deixou-nos as suas palavras, ou seja, ficou mesmo tendo partido.

deixou-nos um livro por editar ” CARTA DE PROBABILIDADES DE EROSÃO CELESTE”. o lançamento desse livro – composto e impresso pelo irmão rui damasceno, na tipografia da família – realizou-se na casa da escrita, em coimbra.

este vídeo é a versão integral da apresentação

a 28 de junho de 2016 houve uma geração que se chamou “joão damasceno” .

a sessão foi aberta pelo curador da casa da escrita, antónio vilhena, e a apresentação do poeta feita por joão rasteiro. paulo archer falou sobre a obra e a vida do amigo joão. a poesia foi dita pelo irmão rui damasceno acompanhado pelo sobrinho pedro damasceno

Obra publicada:

1983, Corpo Cru, Fenda;
1985, Alma-Fria, Sketches Policiários, Fenda;
1986, Cinco Suicídios, Fenda;
1989, Retrato do Artista Quando Jovem aos Pés da Rainha Santa Isabel, Fenda;
2016, Carta de Probabilidades de Erosão Celeste, Tipografia Damasceno.

“Poema de JOÃO DAMASCENO

NOVA CARTA AOS PSIQUIATRAS

Disseram que ia ser confortável, que ia ficar tranquilo

Deram-me os vossos comprimidos:
Quero masturbar-me e não posso

Onde está a minha solidão? Quero a minha solidão
Onde está a minha angústia? Quero a minha angústia
Onde está a minha dor? Quero a minha dor

Deram-me os vossos comprimidos:

Engordei e fiquei lustroso como um gato a quem tivessem cortado os tomates”

in ” Corpo Cru”

para encomendar reedições dos livros esgotados, todos excepto o último, contactar a tipografia damasceno em coimbra- 239 822 210

 

“Abril antes de Abril”: o vídeo do lançamento


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a crise de 69, em coimbra, vista por rui namorado e comentada por adelino castro, alberto martins, pio de abreu e strecht monteiro.

o livro, para além do abundante acervo documental, enquadra a crise no contexto politico nacional e internacional, movimentos precedentes e posteriores.

o vídeo regista a sessão de apresentação, no dia 16 de abril, de 2016, no auditório da faculdade de economia da universidade de coimbra. inseriram-se as fotos do acervo de rui namorado, constantes do livro e na sequência em que nele surgem.

os livros do desassossego de fernando pessoa


na lápis de memórias, no atrium solum , em coimbra, no dia 17 de março de 2016, teresa rita lopes trouxe consigo a sua última obra ” livros do desassossego de fernando pessoa” e o seu imenso conhecimento de pessoa.

ensinou-me que pior que não conhecer, é conhecer errado. ouvi-la é entrar num mundo onde pessoa é a pessoa que de facto foi, numa obra que é muito mais e diversa, daquela que nos foi dado conhecer por outros.

é para este mundo que vos convido no registo que fiz na “lápis de memórias”, em coimbra

 

fernandito meireles, outubro, 2014


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concerto incluído na semana internacional de guitarra, organizada pela orquestra clássica do centro, no pavilhão de portugal, em coimbra

no dia 19 de outubro de 2014

“Exposição / apresentação de instrumentos do construtor Fernando Meireles

Concerto com Fernando Meireles & friends

Percussão – Estela Lopes; guitarra–Amadeu Magalhães; Fernandito Meireles – violino

Fernando Meireles – sanfona e bandolim

Fernando Meireles, músico, investigador e artesão, o mais afamado construtor de guitarras portuguesas e o único que se aventurou na arte de recriar um instrumento medieval, a sanfona.

“De todas as tarefas que desempenho a que me dá mais prazer é construir instrumentos. Comecei a fazê-los porque os tocava, mas agora toco-os por os fazer. Se não os tocasse e investigasse, nunca teria atingido o nível que atingi.” Nomes como Júlio Pereira, Pedro Caldeira Cabral ou Amadeu Magalhães não abdicam de tocar com peças que possuem a marca de fabrico artesanal deste jovem de idade incerta que nasceu em Penafiel e vive em Coimbra, onde tem um ateliê no edifício da Associação Académica.

Neste concerto são interpretadas Músicas das tradições europeias com destaque para a Música Tradicional Portuguesa”