“Todos os Dias Morrem Deuses”


a 21 de abril de 2017, na assembleia figueirense, decorreu o lançamento da última obra de antónio tavares.

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maria do rosário pedreira e cesário borga, abordaram a obra sob perspectivas diversas: as suas, as da sua profissão.

afinal estávamos perante uma obra literária que tinha como personagem principal um jornalista.

antónio tavares

“Se há tanta gente a escrever e tão bem, porque é que me hei-de meter nisto?”

António Tavares nasceu em 1960 em Angola, mudando-se para Portugal em 1975, no processo de descolonização.

Viveu em várias cidades portuguesas. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. É professor do ensino secundário, actividade que suspendeu para exercer actualmente o cargo de vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz. Foi jornalista, fundador e director do jornal regional A Linha do Oeste. Fundou e coordenou a revista Litorais.

Escreveu peças para teatro – “Trilogia da Arte de Matar”, “Gémeos 6” e “O Menino Rei” –, estudos e ensaios – Luís Cajão, o Homem e o Escritor; Manuel Fernandes Thomás e a Liberdade de Imprensa; Arquétipos e Mitos da Psicologia Social Figueirense e Redondo Júnior e o Teatro. Com o segundo romance, O Tempo Adormeceu sob o Sol da Tarde, obteve uma menção honrosa no prémio Alves Redol, atribuída em 2013 pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Ainda não o publicou. “Não queria que este fosse o segundo romance meu a sair”, disse. Com a publicação prevista de O Coro dos Defuntos pela Leya, o autor já vê com bons olhos a sua chegada às livrarias.

António Tavares já tinha sido finalista do Prémio Leya 2013, com o romance As Palavras Que Me Deverão Guiar Um Dia, editado pela Teorema. Foi o primeiro que escreveu, em 2012, já com 52 anos de idade. “Sempre pensei que se há tanta gente a escrever e tão bem, porque é que me hei-de meter nisto? Pensava que não era capaz. Tinha feito jornalismo e peças de teatro, mas nunca me tinha aventurado pelo romance porque achava que não tinha fôlego para o fazer”, disse. Tirou duas semanas de férias, fechou-se e ficou surpreendido com o resultado: “Saiu-me tudo cá para fora, como um jacto, estava tudo muito à flor da pele. E o imenso gozo que me deu!”.

“Um escritor não deve só escrever”

Foi o presidente do júri, Manuel Alegre, que lhe ligou durante a manhã para anunciar a novidade. “Tinha uma esperançazinha vaga [de ganhar], que ao mesmo tempo ia tentado dissipar, mas tinha”, admitiu. Para além de Manuel Alegre, do júri fizeram parte Nuno Júdice, Pepetela, José Castello, e ainda José Carlos Seabra Pereira, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, Reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, Professora da Universidade de São Paulo.

O vencedor leva para casa 100 mil euros, valor máximo de um prémio literário para romances em língua portuguesa. Para o premiado é essencialmente um incentivo a continuar, uma recompensa. “Mas também é um prémio que me dá alguma responsabilidade, vou ter de me dedicar mais tempo”, disse. Não pensa, contudo, em dedicar-se a 100% à escrita. “Não encaro de maneira nenhuma a possibilidade de só escrever. Concordo com o que diz o Mia Couto, que o escritor não deve escrever só, deve ter o resto da sua vida”.

http://observador.pt/2015/10/13/antonio-tavares-vence-premio-leya-2015/

TODOS OS DIAS MORREM DEUSES

Um jornalista reescreve diariamente a história do mundo nos anos 1950/60.

1953. Este é um ano rico em acontecimentos: Eisenhower é eleito Presidente dos EUA, Churchill ganha o Prémio Nobel da Literatura, os Rosenberg são acusados de espionagem e executados, Tito torna-se o timoneiro da Jugoslávia… E, porém, os factos que atraem o protagonista deste romance – um jovem jornalista sem dinheiro que deambula por uma Lisboa de cafés e águas-furtadas – são claramente delicados em tempo de censura, pois prendem-se com as múltiplas conspirações que rodeiam a morte e a sucessão de Estaline na União Soviética. Não só é preciso que escreva com pinças para fintar o regime, como a informação que lhe chega de fora é escassa e contraditória, obrigando-o a dar largas à sua imaginação…

Muitos anos depois, de regresso à aldeia onde nasceu e a que o liga a memória da mãe, sente o rasto da velhice na metáfora de uma fogueira que vai consumindo o que ainda lhe sobra desse passado e relembra as mulheres que o marcaram e os deuses que ajudou a criar na sua prosa diária.

http://www.leyaonline.com/pt/livros/literatura/literatura-classica/todos-os-dias-morrem-deuses/

do lançamento aqui fica o registo possível

(com “Todos os Dias Morrem Deuses”, o romance ” O Tempo Adormeceu sob o Sol da Tarde” é finalmente publicado. pelo que , cronologicamente este é o seu segundo romance, mas em termos de edição será o terceiro.

porque os dois apresentadores do livro não tocaram em dois pontos que muito me atraíram no livro, aqui ficam duas dicas para os leitores:

– a presença de fernando pessoa

– a janela e o que dela se vê, não vê, ou se pode imaginar

antónio ficcionou outro antónio, que ficcionou a realidade. é assim que os deuses morrem e nascem)

pepetela nas 5as de leitura


pepetela

pepetela bw

“Biografia

Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos (Pepetela) nasceu em Benguela, a 29 de Outubro de 1941. Fez os seus estudos primários e secundários em Benguela e Lubango, partindo em 1958, para Lisboa para fazer o curso superior. Frequentou o Instituto Superior Técnico, tendo nessa altura participado em actividades literárias e políticas na Casa dos Estudantes do Império. Por razões políticas em 1962, saiu de Portugal para Paris, França, onde passou seis meses, seguindo para a Argélia, onde se licenciou em Sociologia e trabalhou na representação do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e no centro de Estudos Angolanos, que ajudou a criar.

Em 1969 parte para a região de Cabinda participando directamente na luta armada como guerrilheiro e como responsável pelo sector da educação. Adoptou o nome de guerra de Pepetela, que significa pestana na língua Umbundo, e que mais tarde viria a utilizar como pseudónimo literário. Em 1972 é transferido para a Frente Leste desempenhando as mesmas funções até 1974. Integrou a primeira delegação do MPLA que chegou a Luanda em Novembro de 1974.

Desempenhou os cargos de Directo de Departamento de Educação e Cultura e do Departamento de Orientação Política. Foi membro do Estado Maior da Frente Centro. De 1975 a 1982 foi vice-ministro da Educação, passando posteriormente a leccionar sociologia na Universidade de Luanda.

É membro fundador da União dos Escritores Angolanos. Grande parte da sua obra literária foi publicada após a independência de Angola, sendo alvo de inúmeros estudos em várias universidades e instituições de ensino em Angola e noutros países. As suas obras foram publicadas em Angola, Portugal, Brasil, além de estarem traduzidas em quinze línguas, nomeadamente alemão, inglês, francês, espanhol, italiano, sueco, finlandês, japonês, servo-croata, búlgaro, russo, ucraniano, basco, holandês e grego.

Foi galardoado com os seguintes prémios: Prémio Nacional de Literatura (1980) pelo livro “Mayombe”; Prémio Nacional de Literatura (1985) pelo livro “Yaka” Prémio Especial dos Críticos de São Paulo (1993 – Brasil) pela obra “A Geração da Utopia”; Prémio Camões (1997) pelo conjunto da sua obra; Prémio Prinz Claus (1999) pelo conjunto da sua obra.

Para a professora e crítica literária Inocência Mata, Pepetela “é um escritor que se tem revelado singular nesse trabalho de desconstrução discursiva, sem operar rupturas, e consequente desestabilização desse “local da cultura” nacionalista, pela reinvenção de uma estratégia que consiste em articular a sua ficção com as transformações da História, da sociedade angolana, e com as exigências de um pensamento novo face ao país real (que hoje pouco tem a ver com o país ideal). Muitas referências coincidem quanto a considerar a obra de Pepetela como buscando na História matéria para a ficção… Se, no universo literário angolano, o autor não pode, talvez com rigor, ser considerado pioneiro na tematização da História, … a sua singularidade reside no questionamento do Presente (valores, comportamentos, ideias) a partir das mitificações (às vezes das falsificações) da História” In: Inocência Mata. Silêncios e Falas de Uma Voz Inquieta. Lisboa, Mar Além, 2001, p. 196-197.

http://sociedadedospoetasamigos.blogspot.pt/2014/11/artur-carlos-mauricio-pestana-dos.html

“Obra publicada

1972 – As Aventuras de Ngunga
1978 – Muana Puó
1980 – Mayombe
1985 – O Cão e os Caluandas
1985 – Yaka
1990 – Lueji
1992 – Geração da Utopia
1995 – O Desejo de Kianda
1997 – Parábola do Cágado Velho
1997 – A Gloriosa Família
2000 – A Montanha da Água Lilás
2001 – Jaime Bunda, Agente Secreto
2003 – Jaime Bunda e a Morte do Americano
2005 – Predadores
2007 – O Terrorista de Berkeley, Califórnia
2008 – O Quase Fim do Mundo
2008 – Contos de Morte
2009 – O Planalto e a Estepe
2011 – A Sul. O Sombreiro
2011 – Crónicas com Fundo de Guerra
2013 – O Tímido e as Mulheres
2015 – Crónicas maldispostas
2016 – Se o Passado Não Tivesse Asas

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pepetela

da sua presença nas 5as de leitura, na bilioteca municipal da figueira da foz, aqui fica o registo:

 

 

5as de leitura com isabel rio novo e paulo m. morais


paulo e isabel ou isabel e paulo

paulo e isabel ou isabel e paulo

mais uma 5ª de leitura na biblioteca municipal da figueira da foz, ponto de encontro com autores que ainda não lemos, motivo para os ler ou revisitar os já lidos. viagem outra, por vezes, ao de dentro dos autores.

sempre, mas sempre o prazer de estar com quem escreve as palavras que nos seduzem impressas em livro.

(Isabel Rio Novo nasceu no Porto.

Doutorada em literatura comparada, é docente no ensino superior de Escrita Criativa e outras disciplinas nas áreas da literatura e do cinema.

Autora de várias publicações no âmbito dos estudos intermédia, das literaturas portuguesa e francesa e da teorização literária, já integrou o júri de vários prémios literários e de fotografia.

Gosta de dizer poesia, embora não a escreva.

Como ficcionista, começou a publicar dispersamente desde a adolescência.

Em 2004, escreveu a novela O Diabo Tranquilo, em colaboração com o poeta Daniel Maia-Pinto Rodrigues.

Em 2005, viu o romance A Caridade distinguido com o Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes.

Em 2014, publicou o volume de contos Histórias com Santos.
O romance Rio do Esquecimento, finalista do Prémio LeYa 2015, foi editado pela Dom Quixote.

http://escritores.online/escritor/isabel-rio-novo/
Paulo M. Morais nasceu em fevereiro de 1972.

Cresceu nos arredores de Lisboa entre futebóis de rua, livros de aventuras e matinés de filmes clássicos.

Licenciou-se em Comunicação Social e cumpriu um sonho de juventude ao fazer crítica de cinema. Depois pôs uma mochila às costas e fez uma viagem à volta do mundo. No regresso, especializou-se em textos sobre gastronomia e turismo, foi pai de uma menina e plantou um pessegueiro.

Atualmente trabalha na tradução de romances e livros de não-ficção. Vive apaixonado pelo ofício de descobrir histórias e imaginar personagens.

Em 2013, publicou «Revolução Paraíso» (Porto Editora), romance passado no pós-25 de Abril. Seguiu-se a distopia «O Último Poeta» (Poética Edições), em 2015. Nesse mesmo ano foi finalista do Prémio LeYa com «Seja Feita a Sua Vontade», novela ainda inédita, pois acabaria por ver publicado primeiro o livro «Uma Parte Errada de Mim» (2016, Casa das Letras), que junta memórias autobiográficas e reflexões sobre a vida ao relato do tratamento de um linfoma.

http://escritores.online/escritor/paulo-m-morais/)

o registo

vitor silva em tavares em coimbra, maio de 2014


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este registo foi realizado dia 3 de maio, de 2014, na livraria alfarrabista miguel carvalho, em coimbra, com a presença de eduardo de sousa, um dos proprietários da livraria letra livre, que editou o livro “&etc uma editora no subterrâneo” e vitor silva tavares.

o facto de só agora ser publicado é produto de uma visita ao baú e de, apesar de considerar que a qualidade visual do registo não me agradar, pelas condições locais de luz, o discurso oral, o testemunhos, impuseram-se sobre o aspecto meramente formal do vídeo.

espero que, mesmo que tenham de fechar os olhos enquanto o vídeo corre, fruam das palavras, essas que tão caras fotam sempre a vitor silva tavares. penso que ficamos todo mais ricos com este testemunho.

 

Notas:

 

vitor silva tavares e a &etc

 

nasceu no bairro da madragoa, onde viveu até à sua morte, na rua das madres.

começou a colaborar em jornais no final da década de 50 durante o curto período em que passou por angola, tendo continuado as colaborações em lisboa, já no início dos anos 60.

dirigiu durante algum tempo a editora ulisseia, onde publicou nomes como mário cesarinyherberto hélderalexandre o’neill ou luiz pacheco.

em 1967 fundou o &etc, um magazine de letras, artes e espectáculos do jornal do fundão, que teve 26 números.

em 1973, mais precisamente a 17 de janeiro, sai o primeiro número do &etc como revista autónoma, que durou 25 números. primeiro teve uma publicação quinzenal, passando depois a mensal, tendo o último número saído em outubro de 74. tratava-se de uma publicação cultural bastante original, com colaboradores de grande qualidade. entre o corpo de redacção fixo e colaborações avulsas passaram por lá nomes como herberto héldernuno júdicepedro oomantónio ramos rosafiama hasse pais brandãojoão césar monteiro e armando silva carvalho, entre muitos outros.

em 1974 nasce a editora &etc, pequena editora de culto, situada na rua da emenda, dirigida de forma praticamente artesanal por vítor silva tavares. é uma editora com uma linha muito própria. tem no seu catálogo autores portugueses como alberto pimentajoão césar monteiroálvaro lapaherberto hélderadília lopesmanuel de freitas e muitos outros. estrangeiros, tem nomes como paul lafargueantonin artaudrilkesadetrotski ou roger vailland. tem editado sobretudo muitos textos de cariz alternativo, com edições muito pequenas, de poucas centenas de exemplares. tem a particularidade de não fazer reedições, o que significa que uma grande parte do seu catálogo se encontra esgotada. também graficamente é uma editora muito particular, com um formato original, quase quadrado (15,5 por 17,5 cm) e capas criteriosamente escolhidas. a produção é muitíssimo cuidada, com uma grande atenção a todos os pormenores.

morreu a 21 de setembro de 2015, aos 78 anos

https://pt.wikipedia.org/wiki/Vitor_Silva_Tavares

 

miguel carvalho

 

iniciou a sua actividade de livreiro antiquário em 1994 por influência do seu amigo bernardo trindade , filho de um dos mais antigos livreiros do país. no ano seguinte, após terminado a licenciatura em engenharia geológica em lisboa, dedica-se por exclusividade à actividade de livreiro antiquário abrindo a sua primeira livraria em coimbra. de uma forma geral trabalha os livros antigos que dizem respeito à cultura portuguesa, tendo no entanto e por paixão ao tema, enveredado pela literatura portuguesa do séc. xix e xx. publicou, entre outras:  “catálogo da biblioteca do prof. paulo quintela – literatura portuguesa séc. xx” em 2000; “descrição bibliográfica camiliana de uma muito importante e valiosa colecção de bibliografia activa e passiva de camillo castelo branco” em 2003; “catálogo de livros seleccionados para o salão do livro antigo da xvi bienal de antiguidades de lisboa” em 2004rn& catálogos bibliográficos integrados em exposições de livros antigos e pintura…

junho de 2011 – muda de instalações para adro de baixo (coimbra) ocupando 3 pisos de um edifício do século xix, onde reúne mais de 45000 volumes.

outras das suas actividades paralelas dizem respeito à investigação geológica, tendo em 2003 realizado um mestrado em cartografia geológica e é actualmente doutorando de cartografia e paleontologia. é autor de diversos trabalhos publicados na área da malacologia, história da geologia, geologia, cartografia e sedimentologia.

o surrealismo é a ideologia na qual se identifica e trabalha em projectos editoriais e pessoais, tendo iniciado a sua actividade em 1995 como colagista e em desenho. neste sentido tem efectuado nas instalações da livraria eventos culturais sem interesses comerciais exposições e eventos ligados ao surrealismo.

em 2009 cria a marca registada“debout sur l”oeuf – edições surrealistas”. voltada à realização, não só de eventos mas sobretudo de livros-objectos, produziu mais de uma dezena de edições limitadas, desde alguns exemplares até 200. em 2010 criou a primeira revista objecto portuguesa debout sur l”oeuf – nº1″, limitada a das tiragens de execução manual: uma de 30 exemplares com 5 originais e outra de 70, em que colaboraram mais de 30 criadores vivos e ligados ao movimento surrealista.

junho de 2011 – com a mudança de instalações para adro de baixo coimbra) ocupando 3 pisos de um edifício do século xix, cria na casa livreira uma galeria debout sur l”oeuf onde apresenta exposições de pintura, desenhos, esculturas, fotografia, etc …

http://www.livro-antigo.com/historial/

Livraria e editora Letra Livre

 

Uma pequena livraria, criada em Abril de 2007, de livros novos e usados, localizada no centro de Lisboa especializada em literatura e ciências humanas, onde as as edições independentes tem um particular destaque.


Seguindo a tradição dos livreiros-editor

 

vitor pena viçoso e elisabete leite em ovar


tertúlia poesia e música – espaço entre arte –

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ovar, 17 junho 2016

  • apresentação do livro “ a máscara e o sonho” de vitor pena viçoso
  • telas de elisabeth leite

participantes

aurora gaia

libânia madureira

maria conceição magro

vitor pena viçoso

elizabeth leite

o vídeo

(notas biográficas

vitor pena viçoso

O Prof. Doutor Vítor Pena Viçoso é aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se doutorou em Literatura Portuguesa (1989). Foi docente das disciplinas de Literatura Portuguesa e Cultura Portuguesa (séculos XIX e XX). Para além de ensaios sobre Raul Brandão, Carlos de Oliveira e José Saramago, publicou artigos em jornais e revistas, com particular incidência em temas e autores do Romantismo, do Simbolismo e do Neo-Realismo, movimentos privilegiados na sua investigação universitária. É actualmente director da revista Nova Síntese – Textos e Contextos do Neo-Realismo, da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo. 

http://alpiarca.pt/bma/index.php/atividades/2014/141-acao-de-formacao-o-neo-realismo-na-ficcao

elisabete leite

Elizabete Martins Leite, Nasceu na Venezuela a 21 de Janeiro de 1982, reside em Oliveira de Azeméis, desde 1989. Finalista de licenciatura em Pintura na Escola Universitária das Artes de Coimbra. ARCA EUAC.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

2004 “ …Aos 77” – Café com Arte (Coimbra)
2005 Galeria da ARCA EUAC (Coimbra)
2005 Art’ em Cadeia – Antiga cadeia dos Paços de concelho P. Bemposta.

EXPOSIÇÕES COLECTIVAS

2004 Pavilhão de Portugal (Coimbra) Wrist iwc replica watch are available in all ranges from branded to cheap one.These watches are also attractive and stylist.It is good for those want to change their watches according to their clothes. 
2004 Prémio Baviera – Centro Cívico Justino Portal Cesar
2005 Casa Museu Bissaya Barreto (Coimbra)
2005 Bienal de Vila Nova de Cerveira – Centro Cultural de S. Roque
2005 Convento de S. Francisco
2005 Galeria São Mamede – Colectiva de Verão

Eu não quero que um quadro seja um complemento, a história que conta, mas antes que seja fundamentalmente a plasticidade que tem, não obstante a história que conta seja um complemento com importância para a plasticidade.”

Elizabeth Leite actualmente pinta em telas de grandes dimensões, representando figuras próximas do tamanho natural, que ocupam grande parte do suporte. Estas, encontram-se envolvidas em ambientes que representam alegoricamente espaços interiores que ajudam a descrever a cena, o acto, pela sua constituição. Nestes ambientes encontramos objectos que geram o ambiente “casa”, “quarto”, “sala”, onde não há a preocupação de os arrumar, mas antes pelo contrário, testemunhar os actos apresentados como o prazer, a ousadia, o descanço, a felicidade de viver.

As figuras, tendem a extremar bastante as características físicas das personagens representadas, que normalmente aparecem em roupas intimas, roupas interiores. Há nelas um prazer assumido, do qual não importa os resultados inestéticos do acto cometido. É nesta relação entre figura humana (personagem) e objectos que se constrói a composição sobre o suporte (tela), mas o que importa não é só esta harmonia entre objectos e espaço, mas sim a forma como se põe a tinta. Por isso, a maneira como as figuras são apresentadas propõe ser a ligação do que representam com aquilo que são: tinta, matéria plástica sobre um suporte, feita principalmente de traços e de algumas manchas, aceitando escorridos que só aparentemente são acidentais, assim como zonas por cobrir de tinta.

Os elementos vão adquirindo forma e proporção com a justaposição e cruzamento de inúmeras pinceladas. O pincel exerce a função de uma coisa que risca, que constrói, resultado plástico do seu trabalho, que procura de forma agradável levar-nos para um mundo abstrato no meio de cenários com sentido figurativo e descritivo.

Procura que o resultado do seu trabalho crie empatia com o observador, esta ligação talvez resulte da proximidade, da relação que encontramos naquele acontecimento, naquela cena que nos parece familiar, não constituindo propriamente uma critica negativa da realidade mas antes o encarar de situações com boa disposição servindo de pretexto para pintar.

http://www.saomamede.com/artista.php?id_artista=180)