paulo condessa nas “Terças com Poesia”


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“No dia 7 de janeiro, pelas 21h30 e perante entrada gratuita (sujeita à lotação da sala), decorreu a primeira sessão do ano de 2020 de “Terças com Poesia”, desta vez tendo como protagonista o mediador de leitura e escritor Paulo Condessa, na Biblioteca Municipal.
O escritor que assume ter começado o seu percurso profissional com a cabeça e o coração inundados em ciências de comunicação, marketing e publicidade refere que pode agora, através da escrita e da leitura, “cozinhar tudo no mesmo bolo” – a arte, a ciência, a filosofia, a terapia, a religião e a economia – e acredita que “um dia não haverá seres humanos separados, fatia por fatia”.
Foi com base no que aprendeu, pesquisou e experimentou, que veio a criar um sistema artístico e pedagógico assente nos conceitos de imaginação sensível e consciência criativa e fez com que hoje, conte com centenas de workshops administrados a todas as idades e por todo o país, em bibliotecas, escolas e empresas.”

da sessão resolvi, falando com o paulo, fazer dois vídeos, atendendo às tipologias performativas associadas.

o vídeo, excepção feita ao momento escolhido para início, não tem quaisquer cortes, esses deixo-os ao critério de quem vê.
espero que gostem, como eu e todos os que estiveram presentes gostámos
aqui fica o registo

 

clip 1 – mediação de leitura e poesia

 

 

clip 2 – os livros de paulo condessa

 

 

clip 3 – relatos da rendição (excerto)

 

 

clip 4 – mediação e leitura de poesia (conclusão)

júlio machado vaz nas 5as de leitura


JÚLIO MACHADO VAZ apresentou novo livro «À Escuta dos Amantes» nas «5as de Leitura» – Biblioteca Pública Municipal Pedro Fernandes Tomás
 
A biblioteca municipal recebeu, dia 12 de dezembro, pelas 21h30, Júlio Machado Vaz e o seu editor, Rui Couceiro, para a última sessão de 2019 do projeto de promoção e incentivo à leitura «5as de Leitura».
 
Júlio Machado Vaz, que cumpriu recentemente setenta anos de idade e quarenta de prática clínica, passados num consultório médico à escuta de histórias de dilemas e desesperos, paixões e reencontros, vem apresentar o seu mais recente livro «À Escuta dos Amantes», obra que chegou às livrarias no passado dia 15 de novembro, e que percorre as memórias e labirintos daquele que é um dos mais prestigiados e acarinhados especialistas portugueses na área dos relacionamentos amorosos.
 
Machado Vaz parte daquilo que aprendeu com os seus pacientes para uma reflexão sobre si mesmo e sobre a medicina que pratica, ensina e sonha.
 
Neste novo livro, o autor não esconde algumas intimidades: do romance sempre adiado, passando pelo olhar do cidadão sobre o quotidiano, até ao diário da digressão poética e musical jamais imaginada.
 
 
do acontecido fica o registo possível

ana madureira diz jorge de sena


Jorge de Sena | Centenários Culturais (1919-2019)
 
“No mês e ano em que se assinala o centenário do nascimento de Jorge de Sena, figura ímpar da literatura, considerado um dos grandes poetas de língua portuguesa e uma das personalidades centrais da cultura do século XX, sendo a sua obra de ficção mais famosa o romance autobiográfico “Sinais de Fogo”, pretendemos recordar o autor que eternizou a Figueira da Foz do ano 1936.
 
 
Nesse sentido, através do programa para o mês de Novembro’19, o Município pretende reforçar a ligação entre Jorge de Sena e a nossa Cidade. Entre palestras, projeção de filmes, mostra bibliográfica, exposições, declamação de prosa e poesia, teatro e percursos, procuraremos abranger todos os públicos e envolver várias entidades locais, regionais e nacionais, nomeadamente Casino Figueira, Associação Portuguesa de Escritores, Associação Cultural Fila K Cineclube – Viagens Literárias, Associação Viver em Alegria, estudiosos e atores de teatro.”
 
 
“APETECE-ME EXPLICAR, AGORA, AS ASAS “
 
no dia 5 de novembro de 2019, na quinta das olaias, no âmbito das terças com poesia, a biblioteca municipal da figueira da foz, promoveu, entre outros, este momento de encontro com a poesia de jorge de sena, dita por ana madureira.

“Mitos e figurações do diabo” – o registo


registo do colóquio: “Mitos e figurações do diabo” com José Manuel Anes, Saliu Djau e Paulo Mendes Pinto

do catálogo da exposição

Cada um vê mal ou bem… conforme os olhos que tem!

“O Diabo é um ser de razão. Não se trata de uma criatura irracional. Pelo contrário, é o fruto dos esforços do espírito humano para encontrar uma explicação lógica para o problema do mal.” Georges Minois

A figura do Diabo, personagem do mundo do fantástico, é omnipresente na longa história da Humanidade. A sua origem perde-se no tempo, no imaginário popular e no quotidiano das gentes, assumindo as mais diversas formas, seja nos contos, narrativas e lendas, seja nas representações pictóricas e escultóricas. Ao longo de milénios, o arquétipo do Mafarrico foi sendo paulatinamente delineado, reinventando-se não só através da tradição oral e da literatura, mas também pela assimilação das conceções pagãs e da iconografia judaico-cristã. Esta personagem rebelde, que encarna o grande opositor cósmico, soube adaptar-se a todas as civilizações e a todas as mutações.

Um “Ser” do sobrenatural, transversal às mais variadas culturas mundiais e que se manifesta na cultura popular portuguesa, através do artesanato, numa multiplicidade de interpretações, que diferem de região para região. Esta forma popular de expressão artística, numa miscelânea entre o sagrado e o profano, retrata o quotidiano e a criatividade dos artesãos que modelam essas figuras demoníacas em metamorfoses de cores aguerridas.

Após tomar conhecimento da Coleção de Diabos de José Santos Silva e de perceber o valor artístico daquelas admiráveis peças de estatuária de expressão popular, imbuídas de criatividade, nasceu a ideia de conceber e realizar uma exposição

O desafio era grande: como abordar a temática de forma despretensiosa e sem ferir suscetibilidades? Que critérios conceptuais seguir no discurso expositivo? Num sistema de comunicação não-verbal, como “dialogar” com o público proporcionando-lhe um espaço de experiências?

Em resposta a todas estas questões intuímos que o melhor caminho era associar o figurado à tradição dos provérbios populares e às designações que este Anjo-caído assumiu ao longo dos tempos. Nas nossas pesquisas deparámo-nos com um número infindável de provérbios que aludem ao Diabo e ao Inferno, compelindo-nos, numa análise crítica, a selecionar os que melhor se coadunassem com as peças a expor. O mesmo se passou com os nomes atribuídos a este Ser Infernal – Demónio, Lúcifer, Satanás, Baphomet, Cornudo, Tinhoso, Belzebu, entre muitos outros – que povoam o imaginário e as crenças do povo. São estas gentes que exorcizam os seus medos transpondo-os para a arte do barro, modelando notáveis peças, umas seguindo os cânones mais formais com figurações andróginas e animalescas, enquanto outras sobressaem pelo seu caráter jocoso, brincalhão e provocador, qual Diabo tentador.

Da confluência destas ancestrais tradições populares aconteceu a exposição A Figueira tem o Diabo à beira. Anjos Caídos, Figuras Demoníacas e Seres Infernais, não sendo nossa pretensão conceber uma exposição sobre o figurado popular, mas tão somente partilhar com o público uma fascinante Coleção de Diabos.

Anabela Bento

Museu Municipal Santos Rocha

Câmara Municipal da Figueira da Foz”

do colóquio fica o registo possível