5as de leitura – encontro com nuno camarneiro


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no âmbito do projecto das 5as. de leitura, a biblioteca municipal da figueira da foz promoveu, em dezembro, dia 06, pelas 21h30 mais um encontro com um escritor nacional.

desta vez, o convidado foi nuno camarneiro, prémio leya 2012, que conversou com os presentes em torno da sua obra, bem como apresentar o seu mais recente livro “O Fogo Será a Tua Casa”.

desse encontro fica o registo essencial

 

Sobre o prumo das falésias


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durante o lançamento o poeta ouve a sua poesia

no passado dia 8 de dezembro, decorreu na biblioteca municipal da figueira da foz o lançamento do último livro de rui miguel fragas.

“Sobre o prumo das falésias” foi distinguido com menção honrosa pelo  júri do Prémio de Poesia Soledade Summavielle, destinado a obras originais e inéditas, com um mínimo de trinta poemas.

para mais informação consultar : https://correiodominho.pt/noticias/fafe-jorge-pereira-vence-premio-de-poesia-soledade-summavielle/108899

do lançamento fica o vídeo possível

 

 

 

memória da fala do mar em esmoriz


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o ti américo, numa ida ao mar em 2011, o primeiro ano em que trabalhou na torreira

a 23 de outubro de 2009, participei no museu de ílhavo, num colóquio que tinha por título “Falas do mar/Falas da ria”, aí se questionou o porquê de serem conhecidas tantas falas dos trabalhadores da terra e não serem muito conhecidas falas de pescadores..

no dia 18 de novembro, num espectáculo intitulado “Quando o homem lavrava o mar”, realizado na sala dos “caras direitas”, na figueira da foz, passou um registo fílmico sobre o alar manual das redes das traineiras, e era perfeitamente audível a fala/canto com que os pescadores marcavam o ritmo da alagem.

em 2016, pedi ao ti américo, pescador de esmoriz mas a trabalhar na torreira, na altura com 78 anos como refere no video, que cantasse como o fazia no tempo em que, “puto” ainda”, ia ao mar.

não fica letra completa, mas fica o que a memória preservou

disseram-me alguns pescadores que era hábito, quando iam ao mar, entoar o padre nosso cantado de acordo com o ritmo dos remos, não consegui porém, na torreira, recolher qualquer registo.

este é o único que consegui até hoje. e vale muito.

obrigado ti américo

(torreira, 18 de agosto de 2016)

 

POEMA(R)-TE


Falar e Dizer Pessoa» na Biblioteca Municipal

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A Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, em colaboração com a sua Comunidade de Leitores, evocou o 130º aniversário do nascimento de Fernando Pessoa (1888 -1935) e organizou um encontro de poesia «POEMA(R)-TE: falar e dizer PESSOA», dia 9 de Novembro, pelas 21h00, na Biblioteca Municipal

A apresentação ficou a cargo de Isabel Maia

A iniciativa, gratuita, contou com a participação de elementos da Cooperativa BONIFRATES, que fizeram leitura de textos de Fernando Pessoa e seus heterónimos, bem como de todos quantos partilham o gosto pela obra daquele que, apesar de apenas ter publicado um livro em vida, «Mensagem», é considerado um dos escritores portugueses mais importantes do século XX. (retirado do programa) do acontecido aqui fica o registo possível

(retirado do programa)

do acontecido aqui fica o registo possível

 

quando o mar trabalha: apresentação na figueira da foz


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apresentação realizada no auditório municipal da figueira da foz, integrada nos “7Sentidos”- Festa do Teatro e da Fotografia” organizada pelo Pateo das Galinhas – Grupo Experimental de Teatro.

a apresentação do livro foi feita por antero urbano e as falas interpretadas por actores do pateo: helena adão, ligia bugalho, filipa almeida, vitor silva e rui féteira.

o apoio da divisão da cultura da câmara municipal da figueira da foz, nomeadamente a disponibilidade de anabela zuzarte e da equipa técnica do auditório foi fundamental e inesquecível.

a todos os que estiveram presentes, ou por motivos inesperados não puderam estar, um grande abraço

(do evento fica o registo feito pelo amigo santos silva e editado por mim)

“quando o mar trabalha” na murtosa


em 2018, o murtoseiro diamantino moreira de matos promoveu e organizou três sessões subordinadas ao tema “varinas”.

deu-lhes a designação genérica de “varinas dos pregões” sendo que cada sessão teve desenvolvimentos subordinados a temas diferentes, caracterizados no subtítulo da sessão.

assim, no dia 1 de agosto, a sessão designou-se “vivinha a saltar”, no dia 29 de agosto “a canastra dos artistas” – 1º lanço e, a terminar, no dia 26 de outubro “a canastra dos artistas” – 2º lanço.

foi neste 3º momento que fui convidado pelo promotor, organizador e autor do evento, diamantino moreira de matos, para participar dizendo poesia do meu livro “quando o mar trabalha” e fazê-lo com a companhia de outros amigos que diriam poemas do livro.

do momento poético deste evento, realizado no auditório municipal da murtosa e o primeiro das comemorações dos 92 anos do município da murtosa, fica o registo possível.

obrigado diamantino pelo saber, a arte e a amizade. como diziam os antigos: bem hajas

(nota: a foto de abertura do vídeo é da autoria de outro grande amigo, camilo rego. um muito obrigado e um grande abraço, amigo)

nesta sessão foi também visionado o registo por mim feito em 2016 com a emília russa e olívia borras, que de novo publico

 

alice vieira nas “5as de leitura”


«5as de Leitura» abre com encontro com Alice Vieira

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A nova temporada do projecto municipal de promoção e incentivo à leitura «5as de Leitura», abre dia 20 de setembro, pelas 21h30, com a escritora Alice Vieira e a sua editora Cecília Andrade.

Alice Vieira nasceu em 1943, em Lisboa. É licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras de Lisboa.

Iniciou a sua carreira de jornalista aos 18 anos, no Diário de Lisboa. Trabalhou em vários jornais, entre os quais o Diário de Notícias, a cuja redacção pertenceu até 1990, data em que deixou o jornalismo diário, para ficar como free-lancer, sendo durante muitos anos colaboradora do Jornal de Notícias e da revista Activa.

Actualmente está reformada do jornalismo, mas trabalha no Jornal de Mafra e, desde há 13 anos, na revista juvenil Audácia, dos missionários combonianos.

Em 1979 publicou o seu primeiro romance juvenil — Rosa, Minha Irmã Rosa — que nesse ano ganhou o “Prémio de Literatura do Ano Internacional da Criança”.

Desde então tem publicado regularmente romances juvenis, poesia, teatro, recolhas de histórias tradicionais, livros infantis.

Recebeu o prémio Calouste Gulbenkian em 1983 pelo seu livro “ Este Rei Que Eu Escolhi”; o Grande Prémio Gulbenkian pelo conjunto da obra (1984); o Prix Octogone pela edição francesa de “Os Olhos de Ana Marta”(2000); a “Estrela de Prata do Prémio Peter Pan” pela edição sueca de “Flor de Mel”, e foi várias vezes distinguida com o Prémio Corvo Branco, atribuído pela Biblioteca Internacional da Juventude de Munique.

Fez parte da equipa de escritores dos programas de televisão “Rua Sésamo”, “Jornalinho”, “Hora Viva”, “Arco-Íris”, etc.

Nos últimos anos dedicou-se à literatura para adultos, com três volumes de crónicas (Bica Escaldada, Pezinhos de Coentrada e O Que Se Leva Desta Vida), o romance histórico “Os Profetas”, uma biografia da escritora inglesa Enid Blyton, o livro autobiográfico “Histórias da Avó Alice”, três livros de poemas — Dois Corpos Tombando na Água (Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho), O Que Dói às Aves, e Os Armários da Noite — e o livro “Tejo”, juntamente com o fotógrafo brasileiro Neni Glock. Participou ainda, com mais seis autores, em romances coletivos como “Novos Mistérios de Sintra”, “O Código de Avintes”, “Eça Agora”, “13 Gotas ao Deitar” e, mais recentemente, “A Misteriosa Mulher da Ópera”.

Orienta regularmente oficinas de escrita criativa.

Desloca-se quase diariamente a escolas e bibliotecas de todo o país – e também de países onde os seus livros estão traduzidos (Espanha, França, Alemanha, Holanda, Itália, Suécia, Sérvia, etc.).

Participou com o maestro Eurico Carrapatoso no conto musical A Arca do Tesouro (interpretada pela Orquestra Metropolitana de Lisboa); e o compositor Sérgio Azevedo musicou a Charada da Bicharada, recentemente editada em CD.

É membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Autores.

(texto elaborado pela biblioteca municipal da figueira da foz)

dessa força da natureza que é alice vieira e da sua presença nas 5as de leitura, aqui fica o registo possível