eugénio de andrade
“EPITÁFIO PARA UM MARINHEIRO MORTO QUANDO JOVEM” de eugénio de andrade
“CANÇÃO” de eugénio de andrade
“eu me pergunto …” de mar becker
os moliceiros têm vela (579)
a eugénio de andrade
não há palavras
interditas perante o horror
netanyahu assassino
bombas e mísseis
lavraram a terra
que o sangue regou
nos escombros de gaza
um braço nasce
uma perna perdeu-se
desumana lavoura esta
semeadura de mortos
colheita de amputados
netanyahu assassino
não há palavras
interditas perante o horror
(moliceiros; regata do emigrante; cais do bico; murtosa; 2014)
