ainda não se magoou ninguém (1)


hoje, dia 11 de janeiro, coincidência ou não, mas já havia protecção – móvel, mas havia.

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prever e planear são duas coisas frequentemente estranhas entre nós.

era de prever que aqueles socalcos eram perigosos, logo deveria ter sido planeada e projectada protecção física impedindo quedas, a incluir na obra.

mas não, agora é preciso levantar pedras, implantar apoios para as protecções, voltar a regularizar calçada …. enfim, o povo paga.

para se ter uma ideia do espaço entre a saída do quiosque e a protecção, agora colocada, veja-se a foto seguinte:

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sem comentários.

esperemos agora que a protecção fixa, definitiva, seja colocada.

até agora não se magoou ninguém, nem me parece que, com estas medidas provisórias se venha a magoar.

se foi por publicações no face, se por reclamações em sítios apropriados, nunca o saberemos. o que sabemos é que poucos dias depois da publicação que fiz e divulguei aqui está, coincidência ou não, o que se pretendia: a segurança dos cidadãos.

 

 

 

 

 

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ainda não se magoou ninguém


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o quiosque e os socalcos

 

as obras continuam no cruzamento da joaquim sotto mayor com a rancho das cantarinhas continuam. continuam…..

eu cidadão confesso que não sei como ficará tudo, nem quando vão acabar. não há qualquer informação municipal sobre o quê, o como e até quando – uma placa de obra elucidativa, como mandam as regras.

mas não é isso que me preocupa agora. o que me preocupa são os “socalcos” em frente ao quiosque: uma armadilha para qualquer pessoa, mesmo se atenta. perguntei se ia haver uma estrutura de protecção e a resposta foi não. o que é facto é que já ia uma pessoa caindo e não será novidade que venham a cair e a magoar-se seriamente.

para que fique claro o que digo, fotografei e medi. as medidas dos “socalcos” são as seguintes: altura total – 55 cm, largura média – 16 cm, altura dos socalcos – variável entre 15 e 20 cm.

(nota: um degrau, para o ser, deve ter a largura mínima de 25 cm ….. veja-se: (http://www.civil.uminho.pt/lftc/textos_files/construcoes/cp2/cap.%20i%20-%20escadas.pdf)

as fotografias mostram o que é e como está. não quero publicar fotografias de acidentados, por isso este alerta.

oxalá – e já um vizinho me disse que divulgou no face o que se está a passar, e foi à câmara questionar – tudo seja corrigido antes que o pior aconteça.

PORMENORES DOS “SOCALCOS”

 

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antónio lobo antunes na rtp3


8 de novembro de 2017

um homem enorme

uma obra colossal

o sentir tudo e por tudo a ternura de um olhar

a tortura permanente de uma guerra

único, admirável, solidário, sobrevivente, amigo

escritor porque sim

porque os livros o chamam

http://www.rtp.pt/play/p3085/e314834/grande-entrevista

aqui portugal, voltámos


acabei de receber dos estados unidos, mais precisamente de um alfarrabista da pensilvânia, os dois primeiros volumes dos “Estudos Etnográficos de D. José de Castro” – “Pescadores” e “Moliceiros”.
 
o interessante no meio desta aventura é que tive de pagar taxas de alfândega e de desalfandegamento de um bem que é nosso e fiz retornar ao nosso país.
 
o valor não é relevante face ao da aquisição, mas o facto é.
 
a factura com o descritivo vinha no exterior, será que não bastava para não haver cobrança?
 
talvez num país que se preocupasse mais com o património até me premiassem por ter conseguido repor património que estava no estrangeiro, mas para isso era preciso outro país com outra cultura.
 
assim vamos por cá
 
eu? eu feliz que nem um passarinho na primavera
000 estudos etnog
 
(imagem da net, site do alfarrabista)

os moliceiros têm vela (278)


porque vou estar ausente por uns dias, deixo-vos esta pérola de um murtoseiro, no grupo “Murtosa”, no facebook, no dia 20 de setembro, a propósito dos moliceiros amputados que enchem os canais de aveiro.
00 joao cirne
 
que um murtoseiro pense nestes termos é preocupante, que o o diga e escreva num grupo como o “Murtosa”, espanta-me.
 
infelizmente aprendi muito mais sobre alguns murtoseiros nos últimos anos, do que nos mais de 60 em que bebi princípios e valores que nessa terra me foram transmitidos.
 
desculpar-me-á o Joao Cirne, mas assim “batatas”
 
voltarei, certamente com mais calma, mas espero que não sejam muitos os que pensam deste modo e que os que o pensam tenham a coragem de o dizer. é aí que admiro Joao Cirne, diz o que talvez alguns pensem mas calam-se.
 
ou será que sou eu que estou errado e comigo aqueles que defendem os moliceiros tradicionais?
 
até breve.
 
abraço

postais da ria (222)


a vida de quem vive da ria não está fácil

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quando todos são um e muito mais que cada um

este ano, contrariamente ao habitual, a corrida de chinchorros foi na quinta-feira, dia 7, e não no sábado juntamente com a regata das bateiras à vela.

para mim, e muitos dos que seguem as regatas do s. paio, esta é a mais emocionante. por isso mesmo, o ser ao sábado garantia a assistência que merece. manifestei-me contra a data escolhida este ano numa publicação a que dei o título “manda quem pode”.

quando cheguei à torreira falei com um pescador membro da organização e disse-lhe o que pensava. a resposta calou-me e foi muito simples:

“- fui eu quem decidiu, porque amanhã, dia 8, é dia de s. paio e há pescadores a quem fazem muito jeito os 50 euros de prémio de participação, que recebem hoje, para festejarem o s. paio.”

a explicação é mais que suficiente, pelo menos para mim.

retiro assim o que disse na publicação referida. é muito mais importante, para os pescadores, poderem brincar o s. paio com alguns trocos a mais na algibeira, do que terem muito mais gente a assistir à corrida de chinchorros.

a vida de quem vive da ria não está fácil.

(corrida de chinchorros; s. paio; 2017)

os moliceiros têm vela (276)


regata do s. paio 2017

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a última regata do ano, na ria de aveiro foi a mais participada de todas, com 11 moliceiros da classe A e 2 da classe B.

classe A

Zé Rito
A. Rendeiro
Marco Silva
Dos Netos
Inobador
Bulhas
Um Sonho
C. M. Murtosa
S. Salvador
O Amador
Manuel Vieira

classe B

Ecomoliceiro
Sermar

posição à chegada

1º Marco Silva
2º A. Rendeiro
3º Zé Rito

4º Bulhas
5º Um Sonho

 

foi uma bela regata e mais bela ficou a ria onde decorreu. mais um ano que os moliceiros tradicionais levaram de vencida.

mais um ano em que os donos dos barcos deram tudo para que eles continuassem. de compensação pelo seu esforço financeiro só os prémios das regatas…..E NÃO CHEGAM.

PARA QUANDO O RECONHECIMENTO DO MOLICEIRO COMO PATRIMÓNIO MURTOSEIRO, NACIONAL E MUNDIAL, MERECEDOR DOS DEVIDOS APOIOS E INCENTIVOS?

mas…..

foi um ano de festa, mais um moliceiro da classe A na regata e mais outro em construção no chegado.

foi um s. paio de azar para o zé rito que viu a verga, ou invergue, partir perto da meta e assim perdeu o primeiro lugar.

foi pena não ver o meu amigo, figura típica e castiça da ria, ti zé formigo na tripulação do moliceiro da C. M. da Murtosa.

foi bom a AFAVM, no seu primeiro ano de vida ainda por completar, ter feito a divulgação da regata pelos seus associados e criado condições para que pudessem acompanhar a regata a bordo de barcos de pescadores da torreira.

todos, pelo empenho, pela dedicação e pela iniciativa são merecedores do nosso respeito e admiração.

até para o ano amigos, na regata ria espero voltar a ver-vos

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(torreira; regata do s. paio; 2017)