retratos da minha terra


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tenho amigos assim
tão virtuais que reais são
colhem as minhas fotos
fazem filmes
e enviam-mos
estou vivo
e com amigos assim
estou no mundo
a minha terra
são muitas terras
obrigado a ti
que não queres ser citado
mas que na sombra
deste outra luz
à luz que roubei por aí

dois poemas do livro “O FARDO DO HOMEM BRANCO”, de madalena de castro campos


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madalena de castro campos é o pseudónimo de um autor não identificado.
 
biografia
 
“Nasceu em lisboa em 1974
 
Fez, sem muito empenho, uma licenciatura em filosofia, depois uma outra em arquitectura paisagista. Trabalha em Edimburgo, Escócia, na área de design de jardins.
 
Publica o blogue Les Cahiers de La Mariée.”
 
(informação retirada da badana do livro ” O FARDO HOMEM BRANCO”)
 
bibliografia
 
O fardo do homem branco
La marié mise à nu
A gun in the garland

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lurdes catelhana (canhoto)
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todos os dias, de acordo com as instruções do arrais chico giesteira (chico de ovar), a companha faz as viagens de ida e volta: furadouro-torreira.
instalam-se ao sul do molhe sul, onde têm tudo o que é necessário para passar o dia: uma caixa térmica de uma carrinha, que serve de dispensa, um coberto que abriga uma mesa e equipamento de cozinha.
um depósito industrial de gasóleo para abastecer tractores e motores.
da companha fazem parte duas mulheres, que ajudam na escolha do peixe e cozinham para toda a companha. a organização imposta pelo arrais e voluntariamente aceite por todos, é a melhor que até hoje vi.
se há ainda lobos do mar, o chico é certamente um deles.
(companha do pepolim – do furadouro a trabalhar na praia da torreira; 2006)

“Epitáfio de Domingo” de cláudia r sampaio


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mais uma produção dos estúdios quase

biografia
 
cláudia r sampaio nasceu em lisboa, onde vive com duas gatas (Polly Jean e Aurora), é artista residente do projecto MANICÓMIO
 
bibliografia
 
Os dias da Corja
A primeira urina da manhã
Ver no escuro
1025 mg
Outro nome para a solidão
Já não me deito em pose de morrer

júlio machado vaz nas 5as de leitura


JÚLIO MACHADO VAZ apresentou novo livro «À Escuta dos Amantes» nas «5as de Leitura» – Biblioteca Pública Municipal Pedro Fernandes Tomás
 
A biblioteca municipal recebeu, dia 12 de dezembro, pelas 21h30, Júlio Machado Vaz e o seu editor, Rui Couceiro, para a última sessão de 2019 do projeto de promoção e incentivo à leitura «5as de Leitura».
 
Júlio Machado Vaz, que cumpriu recentemente setenta anos de idade e quarenta de prática clínica, passados num consultório médico à escuta de histórias de dilemas e desesperos, paixões e reencontros, vem apresentar o seu mais recente livro «À Escuta dos Amantes», obra que chegou às livrarias no passado dia 15 de novembro, e que percorre as memórias e labirintos daquele que é um dos mais prestigiados e acarinhados especialistas portugueses na área dos relacionamentos amorosos.
 
Machado Vaz parte daquilo que aprendeu com os seus pacientes para uma reflexão sobre si mesmo e sobre a medicina que pratica, ensina e sonha.
 
Neste novo livro, o autor não esconde algumas intimidades: do romance sempre adiado, passando pelo olhar do cidadão sobre o quotidiano, até ao diário da digressão poética e musical jamais imaginada.
 
 
do acontecido fica o registo possível