“SAL=SOL” – o filme da apresentação


no dia 28 de junho de 2026, no ecomuseu do sal (núcleo museológico do sal), nos armazéns de lavos, na figueira da foz, pelas 15h30m portuguesas (incerto tempo), foi feita a apresentação do livro “SAL=SOL” a que se seguiu a inauguração da exposição fotográfica homónima.

participantes no livro

Gilda Saraiva – Ainda há marronteiros na Figueira da Foz

ahcravo gorim – Fotografias

Poesia

ahcravo gorim

Alexandre Diniz

Ana P. Madureira

Andréia Lara Kmita

António Canteiro

António Quintas Mendes

Armando Taborda

Assunção Varela

Bernardo Guerra Machado

Célia Aldegalega

Elisa Scarpa

Fátima Quinteiro

Fátima Vale

Fernando Fitas

Francisco Coelho Neves

Gilda Nunes Barata

Graça Pires

Inez Andrade Paes

Isabel Mendes Ferreira

Isabel Pereira Rosa

João Fernando André

Jorge Teixeira

Jorge Vicente

José L Santos

José Lapa

José Manuel Barroso

Júlia Lello

Lauren Mendinueta

Leonor Ribeiro

Leonora Rosado

Luís Aguiar

Luís Filipe Pereira

Manuel Almeida Freire

Manuel Silva-Terra

Mar Becker

Maria Adelina Amorim

Maria Azenha

Maria Estela Guedes

Maria José Quintela

Maria Toscano

Maurício Vieira

Miguel Barreto Henriques

Miguel de Carvalho

Natália Matos Gomes Guilherme

Natividade Ribeiro

Nuno F. Silva

Paulo Filipe Marques

Pedro Chambel

Pedro Jubilot

Regina Correia

Rui Miguel Fragas

Rui Sobral

Sara Duarte Brandão

Teresa Alvarez

Teresa Machado

Teresa Veludo

Vitor Cardeira

Vladimir Vaz Mourão

Exposição

36 fotos tamanho A4, a preto e branco, da autoria de ahcravo gorim, e em que de retratam 36 marronteiras e marronteiros do salgado da figueira da foz, no desempenho das variadas tarefas que o fazer sal contempla.

O evento

foi uma festa em que TODOS ESTIVEREM PRESENTES

(nota: o registo é da autoria de paulo delgado e foi editado e carregado sem qualquer manipulação. feito com a técnica de máquina fixa, também assim se fixou a festa)

SAL=SOL (a exposição e o livro)


no próximo domingo dia 28 pelas 15h30m no Ecomuseu do sal, nos Armazéns de Lavos, Figueira da Foz, inaugura-se a exposição SAL=SOL e terá lugar a apresentação do livro homónimo, com as fotografias expostas e poesia de 57 poetas convidados.

Coordenadas GPS

40° 6’42.5627”N
8°49’59.7034”W

postais da ria (565)


NÃO
assim em maiúsculos inusuais
como um grito de revolta
pedrada nas janelas dos dias

NÃO
assim em maiúsculos inusuais
como um grito de revolta
pedrada nas janelas dos dias

NÃO
posso calar tudo o que dentro
de mim ferve e se impõe
contra o silêncio a prepotência

NÃO
o ter armas poder dinheiro NÃO
tem força de lei mas sim
marginais loucos engravatados

NÃO
aceito a conversão de dólares
em crianças assassinadas
o lucro cego pago com sangue

NÃO
chamem-me perigoso terrorista
escrevam o meu nome
a vermelho mas ESCREVAM que

NÃO me verguei nunca

NÃO
ao GENOCÍDIO em GAZA
ao governo de netanyahu
NÃO à GUERRA SIM à PAZ

PALESTINA LIVRE

(regata de bateiras à vela; s. paio; torreira; 2017)

“hoje vou falar de um António …” de teresa alvarez


foto de teresa alvarez
Hoje vou falar de um António, não do Santo, que não estou para aí virada .

Nunca me sentei à frente dele a saborear um café.
Não sei como ri ou como chora.
Não sei como caminha
ou se gosta de se sentar nos bancos de jardim.

Sei lhe a voz  e sei que está sempre rodeado de livros. Não é um homem é uma biblioteca.
Tem um ofício peculiar...
entra dentro dos livros e dá a voz e a alma a páginas e páginas e as pessoas ficam a ouvi lo e a vê lo ....e a pensar no amor  absoluto que o  "homem da boina" tem pelas palavras.
E também é poeta
   "sou a pedra no vidro
     o prego no sapato" 

...como cidadã livre e irreverente eu te condecoro,  António José Cravo, com a medalha de mérito pelo serviço público prestado generosamente aos "loucos" que escrevem coisas e aos que têm o vício de lê las.
                     nada menos

                                                            (teresa alvarez)
o próprio
RUY BELO [ São João da Ribeira, 1933 – Queluz, 1978 ]

RUY BELO [ São João da Ribeira, 1933 – Queluz, 1978 ]


poesia sempre: ruy belo

poesiayotrasletras's avatarPOESíA Y OTRAS LETRAS

Sua obra é hoje considerada fundamental no marco dos anos ’60 e ’70, por por seu amplo espectro de sensações e sentimentos transmitidos com um estilo rigoroso e atento ao som dos versos. Passando da obsessão religiosa para os aspectos relacionados com a vida cotidiana e a passagem do tempo, a poesia de Ruy Belo excita por sua melancolia às vezes ingênua e outras, ao invés, mais perta do vazio que emerge do real. Soube explorar as contradições de uma educação sentimental, cuja maior lição é uma lenta aprendizagem do amor, da solidão e da morte.

PARA A DEDICAÇÃO DE UM HOMEM Terrível é o homem em que o senhor desmaiou o olhar furtivo de searas ou reclinou a cabeça ou aquele disposto a virar decisivamente a esquina Não há conspiração de folhas que recolha a sua despedida. Nem ombro para seu ombro quando caminha pela tarde acima A morte…

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