os moliceiros têm vela (319)


vão chamar “barqueiros” …….

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a regata da ria 2018, dá para escrever uma história.

quanto à divulgação – primeiro momento – foi a pior de sempre e provavelmente a mais cara. só no dia 22 começou a ser divulgada e na véspera não havia um cartaz sequer na torreira. mas temos uma parceria com uma empresa de liverpool experiente em eventos deste género. paguemos!

os moliceiros uniram-se, falaram e conseguiram aumentar os valores dos prémios, deixando o intermediário próximo do que merece. ainda é muito!

à regata faltou vento e ir contra a maré e sem vento ….. houve quem se cansasse e vai de “botar” motor. quando já eram uns quantos, a organização achou por bem dar por terminada a regata e foram todos a motor até aveiro. mas foi preciso que os moliceiros mostrassem, usando o motor, que assim não chegavam a aveiro, para que a organização se decidisse. custou, mas deu por ela!

hoje em aveiro, por decisão do júri, foi considerado que não haveria classificação de regata e o valor do prémio global seria distribuído pelos que ainda não se tinham posto a motor até ao momento de a regata ser dada por terminada.

para terminar, e porque quase tudo o que começa mal, mal acaba, aos moliceiros – homens- chamou a organização “barqueiros”!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

foi então que se perdeu um trovão e a possibilidade de uma faísca iluminar certas cabeças.

vão chamar “barqueiros ” ………

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(ria de aveiro; 30 junho 2018)

os moliceiros têm vela (313)


fazer o futuro

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o “Doroteia Verónica” ainda velejava

presa nas malhas
do corpo
esta coisa pensar

recolher-me na
incerteza dos dias

reviver os que foram
no que é
no que me deixaram
para que deixe

viver hoje
é preservar o ontem
fazer o futuro

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o “Doroteia Verónica” ainda velejava

(regata da ria; 2010)

dia 30 de junho há regata

os moliceiros têm vela (312)


memória de um dia

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falarão dos barcos
dirão moliceiros

ninguém falará de ti
sequer saberão o teu nome

pouco te importa
hoje tens tempo de antena
roubado que seja
mas tens e sorris e falas
não sabes de amanhã
ignoras o ontem

os moliceiros digo
são aves frágeis sem asas

e tu sabes
porque lhes cortaste
as últimas

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(regata da ria ; 2010)