os moliceiros têm vela (368)

os moliceiros têm vela (368)


uma imagem vale mais que mil palavras ?
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aveiro; ti zé rebeço e abílio carteirista; julho; 2019

 
(porque gosto muito deste registo, não o queria perder, nem que fosse mal interpretado, por isso sobre ele umas palavras breves)
 
uma imagem é só isso, livre de a interpretar fica quem a lê; palavras fossem e o mesmo poderia escrever.
 
neste caso, a leitura mais imediata das expressões será a da existência de uma controvérsia acesa entre os intervenientes. nada mais errado.
 
o que a imagem retrata – porque não encenada – são as posturas mais usuais de cada um dos intervenientes: o indicador da mão direita esticado (típico no ti abílio) e as mãos abertas (tão comum no ti zé rebeço).
 
a conversa foi acesa, sim, mas a três – o homem da máquina, eu, também entrou nela – e o acordo foi constante, falámos de moliceiros e das regatas.
 
a expressão gestual das opiniões ficou registada na imagem, não o seu sentido. por isso estas palavras que, não sendo mil, resgatam, de qualquer interpretação quase óbvia e errónea, o que de facto se passava: tão só conversa de amigos.
 
os moliceiros têm vela (364)

os moliceiros têm vela (364)


… E houve Regata
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quando os moliceiros dançam ((regata da ria; 2019)

Apesar de ser contra a maré, até S. Jacinto, e sem vento de norte, ao fim de cerca de 3 horas o primeiro moliceiro chegou a Aveiro. Contra tudo o que era previsível, sem a espectacularidade a que nos habituaram as regatas marcadas em datas que tiveram em conta, pelo menos as marés, a regata realizou-se.
Participaram na Regata da Ria 11 moliceiros da classe A – moliceiros com mais de 12 metros – e dois da classe B – moliceiros com mais de 6,90m e menos de 12 m.
Com muitos bordos depois da Pousada, até “agarrarem vento”, os moliceiros dançaram mais que correram. O espectáculo não foi o do dar tudo por tudo – quando os barcos mostram o fundo e parece que vão virar – mas o de um bailado.
A classificação final da regata foi a seguinte:
1º Marco Silva
2º José Rito
3º S. Salvador
4º Um Sonho
5º O Conquistador
Não queria deixar de reforçar o já escrito por Diamantino Dias – as condições adversas, à partida, para a realização da regata – e alertar os responsáveis pela sua marcação, para a necessidade de ter em conta as marés, que tão importantes são para o espectáculo, o grandioso espectáculo, da Regata da Ria de Aveiro. Se a data for fixa, ter em atenção a hora da partida que terá de ser variável, se a hora for fixa terá de ser variável a data.
Quem conhece a ria ou nela fez, ou faz, vida, sabe que quem manda são as marés, contrariá-las é esforço vão, a menos que se fique numa secretária.