versos que riem


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no dia 24 de de abril de 2017, no auditório da biblioteca municipal da figueira da foz, sala cheia de alunos do ensino básico, joão pedro mésseder e ana biscaia apresentaram o seu novo trabalho conjunto: “versos que riem”.
da escrita e da ilustração à comunicação, tudo resultou muito bem,  como pode ser visto no registo vídeo que fiz desses momentos e que, certamente vai deliciar e juntar gerações: o prazer da leitura não tem idade.
João Pedro Mésseder (nome literário de José António Gomes) nasceu em 1957, no século XX , Porto, foi Professor Coordenador da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, tendo-se doutorado em Literatura Portuguesa do século XX(século vinte) pela Universidade Nova de Lisboa e publicado diversos estudos nos âmbitos da História e da Crítica Literárias (Literatura Portuguesa Contemporânea e Literatura para a Infância e a Juventude), além de várias antologias. Nesta qualidade, fundou e dirige a revista Malasartes – Cadernos de Literatura para a Infância e a Juventude (Porto Editora).
Textos seus têm sido utilizados em espetáculos teatrais de grupos como Andante, Sopa de Letras, RenascerteatromoscaGisela Cañamero / arte pública e TIN.BRA – Teatro Infantil de Braga. Criou o texto principal para o espetáculo Lenheiras de Cuca-Macuca (2008) do Teatro e Mrágora, com encenação de José Caldas. Vários dos seus poemas e outros textos foram musicados, interpretados e gravados pelo Bando dos Gambozinos, sob a direcção musical de Suzana Ralha, tendo Romance do 25 de Abril sido integralmente musicado por Pedro Moura e apresentado, sob a forma de opereta infantil, num espectáculo realizado na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, em 25 de Abril de 2007. Em 2010, por encomenda da Rádio e Televisão de Portugal, escreveu o conto Comédia italiana, a partir do quadro, com o mesmo título, de Columbano. Com base em ambos foi realizado um filme de animação.
A sua obra conta com várias dezenas de títulos editados e que foram motivo de estudos e de recessões críticas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Pedro_M%C3%A9sseder
Ana Biscaia

Ilustradora e designer gráfica. Licenciou-se em Design de Comunicação na Universidade de Aveiro e fez o mestrado em Ilustração na Konstfack University College of Arts, Crafts and Design, em Estocolmo. Trabalha para editoras portuguesas e suecas.

Em 2010, as ilustrações do livro Poesia de Camões para todos receberam um destaque do júri do Prémio Nacional de Ilustração. O seu trabalho para o livro O Carnaval dos animais foi também selecionado pelo júri do prémio TITAN Illustration in Design.

Em 2013, Ana Biscaia ganhou o Prémio Nacional de Ilustração, pelo conjunto de ilustrações publicadas na obra A cadeira que queria ser sofá.

 

pepetela nas 5as de leitura


pepetela

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“Biografia

Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos (Pepetela) nasceu em Benguela, a 29 de Outubro de 1941. Fez os seus estudos primários e secundários em Benguela e Lubango, partindo em 1958, para Lisboa para fazer o curso superior. Frequentou o Instituto Superior Técnico, tendo nessa altura participado em actividades literárias e políticas na Casa dos Estudantes do Império. Por razões políticas em 1962, saiu de Portugal para Paris, França, onde passou seis meses, seguindo para a Argélia, onde se licenciou em Sociologia e trabalhou na representação do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e no centro de Estudos Angolanos, que ajudou a criar.

Em 1969 parte para a região de Cabinda participando directamente na luta armada como guerrilheiro e como responsável pelo sector da educação. Adoptou o nome de guerra de Pepetela, que significa pestana na língua Umbundo, e que mais tarde viria a utilizar como pseudónimo literário. Em 1972 é transferido para a Frente Leste desempenhando as mesmas funções até 1974. Integrou a primeira delegação do MPLA que chegou a Luanda em Novembro de 1974.

Desempenhou os cargos de Directo de Departamento de Educação e Cultura e do Departamento de Orientação Política. Foi membro do Estado Maior da Frente Centro. De 1975 a 1982 foi vice-ministro da Educação, passando posteriormente a leccionar sociologia na Universidade de Luanda.

É membro fundador da União dos Escritores Angolanos. Grande parte da sua obra literária foi publicada após a independência de Angola, sendo alvo de inúmeros estudos em várias universidades e instituições de ensino em Angola e noutros países. As suas obras foram publicadas em Angola, Portugal, Brasil, além de estarem traduzidas em quinze línguas, nomeadamente alemão, inglês, francês, espanhol, italiano, sueco, finlandês, japonês, servo-croata, búlgaro, russo, ucraniano, basco, holandês e grego.

Foi galardoado com os seguintes prémios: Prémio Nacional de Literatura (1980) pelo livro “Mayombe”; Prémio Nacional de Literatura (1985) pelo livro “Yaka” Prémio Especial dos Críticos de São Paulo (1993 – Brasil) pela obra “A Geração da Utopia”; Prémio Camões (1997) pelo conjunto da sua obra; Prémio Prinz Claus (1999) pelo conjunto da sua obra.

Para a professora e crítica literária Inocência Mata, Pepetela “é um escritor que se tem revelado singular nesse trabalho de desconstrução discursiva, sem operar rupturas, e consequente desestabilização desse “local da cultura” nacionalista, pela reinvenção de uma estratégia que consiste em articular a sua ficção com as transformações da História, da sociedade angolana, e com as exigências de um pensamento novo face ao país real (que hoje pouco tem a ver com o país ideal). Muitas referências coincidem quanto a considerar a obra de Pepetela como buscando na História matéria para a ficção… Se, no universo literário angolano, o autor não pode, talvez com rigor, ser considerado pioneiro na tematização da História, … a sua singularidade reside no questionamento do Presente (valores, comportamentos, ideias) a partir das mitificações (às vezes das falsificações) da História” In: Inocência Mata. Silêncios e Falas de Uma Voz Inquieta. Lisboa, Mar Além, 2001, p. 196-197.

http://sociedadedospoetasamigos.blogspot.pt/2014/11/artur-carlos-mauricio-pestana-dos.html

“Obra publicada

1972 – As Aventuras de Ngunga
1978 – Muana Puó
1980 – Mayombe
1985 – O Cão e os Caluandas
1985 – Yaka
1990 – Lueji
1992 – Geração da Utopia
1995 – O Desejo de Kianda
1997 – Parábola do Cágado Velho
1997 – A Gloriosa Família
2000 – A Montanha da Água Lilás
2001 – Jaime Bunda, Agente Secreto
2003 – Jaime Bunda e a Morte do Americano
2005 – Predadores
2007 – O Terrorista de Berkeley, Califórnia
2008 – O Quase Fim do Mundo
2008 – Contos de Morte
2009 – O Planalto e a Estepe
2011 – A Sul. O Sombreiro
2011 – Crónicas com Fundo de Guerra
2013 – O Tímido e as Mulheres
2015 – Crónicas maldispostas
2016 – Se o Passado Não Tivesse Asas

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pepetela

da sua presença nas 5as de leitura, na bilioteca municipal da figueira da foz, aqui fica o registo:

 

 

5as de leitura com isabel rio novo e paulo m. morais


paulo e isabel ou isabel e paulo

paulo e isabel ou isabel e paulo

mais uma 5ª de leitura na biblioteca municipal da figueira da foz, ponto de encontro com autores que ainda não lemos, motivo para os ler ou revisitar os já lidos. viagem outra, por vezes, ao de dentro dos autores.

sempre, mas sempre o prazer de estar com quem escreve as palavras que nos seduzem impressas em livro.

(Isabel Rio Novo nasceu no Porto.

Doutorada em literatura comparada, é docente no ensino superior de Escrita Criativa e outras disciplinas nas áreas da literatura e do cinema.

Autora de várias publicações no âmbito dos estudos intermédia, das literaturas portuguesa e francesa e da teorização literária, já integrou o júri de vários prémios literários e de fotografia.

Gosta de dizer poesia, embora não a escreva.

Como ficcionista, começou a publicar dispersamente desde a adolescência.

Em 2004, escreveu a novela O Diabo Tranquilo, em colaboração com o poeta Daniel Maia-Pinto Rodrigues.

Em 2005, viu o romance A Caridade distinguido com o Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes.

Em 2014, publicou o volume de contos Histórias com Santos.
O romance Rio do Esquecimento, finalista do Prémio LeYa 2015, foi editado pela Dom Quixote.

http://escritores.online/escritor/isabel-rio-novo/
Paulo M. Morais nasceu em fevereiro de 1972.

Cresceu nos arredores de Lisboa entre futebóis de rua, livros de aventuras e matinés de filmes clássicos.

Licenciou-se em Comunicação Social e cumpriu um sonho de juventude ao fazer crítica de cinema. Depois pôs uma mochila às costas e fez uma viagem à volta do mundo. No regresso, especializou-se em textos sobre gastronomia e turismo, foi pai de uma menina e plantou um pessegueiro.

Atualmente trabalha na tradução de romances e livros de não-ficção. Vive apaixonado pelo ofício de descobrir histórias e imaginar personagens.

Em 2013, publicou «Revolução Paraíso» (Porto Editora), romance passado no pós-25 de Abril. Seguiu-se a distopia «O Último Poeta» (Poética Edições), em 2015. Nesse mesmo ano foi finalista do Prémio LeYa com «Seja Feita a Sua Vontade», novela ainda inédita, pois acabaria por ver publicado primeiro o livro «Uma Parte Errada de Mim» (2016, Casa das Letras), que junta memórias autobiográficas e reflexões sobre a vida ao relato do tratamento de um linfoma.

http://escritores.online/escritor/paulo-m-morais/)

o registo

a beleza do sal (14)


 

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enfeitar

sim
salgaram tudo
terra casa afectos
a memória

não
com o ancestral intento
de preservar deixar para
não

sabia
demasiado sal
queima mata esteriliza
sabiam-no e deixaram

então digo
não há beleza no sal
nem nunca haverá
nos assassinos

a desconstrução da beleza
é criminosa

(morraceira; 2016)

a beleza do sal (12)


só há uma partida

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enfeitar

só há uma partida
a definitiva
o mais são abandonos
por raiva desilusão
amar demais para

amanhã vou para o sul
voltarei breve
enquanto regresso
possível for

deixo-vos com o sal
e o corpo de uma mulher
lugar onde terra e mar
se unem para dar
sabor à vida

(morraceira 2016)

pedro mexia no teatro oblíquo


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“A Associação “Viver em Alegria” é uma instituição Particular de Solidariedade Social sem fins lucrativos, fundada em 28 de janeiro de 1999, tendo por objetivos prioritários promover ações de Solidariedade Social, nomeadamente ao desenvolver atividades de proteção à Infância e Juventude, Família, Comunidade e População Ativa, aos Idosos bem como, secundariamente, desenvolver a promoção recreativa e social dos associados.

É exatamente na prossecução deste último objetivo que se desenvolve a atividade do grupo de teatro de amadores, Teatro do Oblíquo . Com esta sua atividade, pretende-se também dar a conhecer a instituição a outros públicos e obter alguma contrapartida monetária para financiar as suas atividades prioritárias.

O núcleo base é de sete atores, um deles também responsável pela dramaturgia e encenação, dois técnicos (luz, som e cenografia), com uma média de idades de 68 anos. Em algumas peças, atores de outros grupos de teatro amador, normalmente mais jovens, participam nas produções pondo em prática o que consideramos ser da maior importância: partilha de experiências, colaboração e interajuda entre atores, técnicos e encenadores.

Num breve resumo das produções efetuadas, saliente-se que a grande maioria são de autores portugueses. Desde os “clássicos” , aceitemos esta terminologia para Jorge de Sena, David Mourão Ferreira, Jaime Salazar Sampaio ,Marcelino Mesquita ,Romeu Correia ,Ramada Curto a autores mais recentes como Mário Zambujal, Clara Ferreira Alves, Jose Luis Peixoto, Pedro Mexia, Joana Bértholo e João Negreiros.

Woody Allen, Ionesco, Harold Pinter, Mena Abrantes, Karl Valentim ou Luigi Pirandello foram também autores estrangeiros que tivemos o privilégio de dramatizar alguns dos seus textos e levar à cena nestes 16 anos de atividade regular.

Com o regresso ao livro de Pedro Mexia, “Nada de Dois”, o Teatro do Oblíquo levou à cena Palavras Pesadas Atiradas Como Se Fossem Leves.

Tal como em Cenas Conjugais, a peça representada em 2012, a presente encenação é feita a partir de textos do citado livro, neste caso “Troia” e “Genebra”. A escolha e o seu encadeamento nada têm a ver com a estrutura do livro, mas dialogam um com o outro, pelas fantasias que despertam, as dúvidas que evocam, as certezas de um momento, formando um todo, assim o esperamos, maior do que a soma das partes.

“Episódios de construção e desconstrução do relacionamento entre um homem e e uma mulher”, escrevia-se no texto de apresentação de 2012.

Pretendeu-se criar uma espécie de ritual, um combate de boxe, para as personagens, os atores e os espectadores. Serão as personagens desta peça alter egos dos atores? De modo nenhum, mas cada um deles tentou apropriar-se das emoções das personagens, reconstruindo as ideias, as palavras do próprio texto. Daí a peça se prestar a ser metáfora de várias situações. Cada espectador escolherá as metáforas preferidas!

Uma última nota sobre o título e a banda sonora. Da obra dos The Smiths (“ A minha banda de culto”, afirma Pedro Mexia numa entrevista a Ana Soromenho, no Expresso), o autor utiliza num dos textos, “Genebra”, dois versos de uma das canções daquela banda (What Difference Does It Make?), versos esses que escolhemos para título da presente peça e, para o ambiente sonoro, uma adaptação de uma outra (Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me).”

(autoria: teatro oblíquo)

neste registo fixa-se a conversa entre o jornalista Jotalves da figueira tv e do diário “as beiras” com pedro mexia, utilizada pela figueira tv na sua emissão e de que sou autor.