a praga expande-se mata
ocupa
hera rastejante reptiliforme
canibaliza
democraticamente legaliza
a pena de morte
nada de novo nesta geografia
só a desumanidade
(cabritar – cabrita baixa ou cabrita de pé -; torreira; 2013)

torreira; cirandar; 2011
ainda
estarei onde
os olhos poisarem
serenos de
sou o que regressa
por ser
esta a terra o mar
as gentes
vivo onde estou
sou onde sinto
um sorriso
questiona-me
já por cá
ainda

os “henrique gamelas” pai e filho
(torreira; cabrita baixa; 2012)