as pérolas-primas do primo ou as ppp’s do “Concelho da Murtosa”


( para melhor entendimento do texto primeiro ver o vídeo da apresentação do livro na torreira e depois ler a “notícia” digitalizada )

cm

in “Concellho da Murtosa” de 31 da agosto de 2018

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as pérolas-primas do primo ou as ppp’s do “Concelho da Murtosa”

quando me disseram estranhei, quando contei estranharam também mas, quando li, entendi.

tinha sido notícia no “Diário de Aveiro” e no “Notícias de Aveiro”, tinha de ser também no jornal da terra e pronto, havia que escrever algo, mesmo não conhecendo o livro, mesmo não tendo estado na sessão de lançamento – o artigo não é assinado, logo é da responsabilidade ou autoria do editor. havia, no entanto, o vídeo e, deduzo, foi a partir daí que a “notícia” foi escrita.

agora vamos a ela.

comecemos pela foto, é a cores e retrata uma cena da recriação da xávega em 2013, na torreira – a foto não é minha, o livro é a preto e branco e o seu conteúdo muito anterior.

“A memória de um povo faz-se pela cara das gentes” – sublinhado meu –, assim se intitula a “notícia”, deve de ter sido escrito depois de uma ida ao festival do bacalhau em ílhavo.

o título do meu livro é em minúsculas – todo o livro é em minúsculas, toda minha escrita é em minúsculas – e mal começa uma notícia quando a primeira letra é um erro, nesta porém a seguir há de tudo – erros de português, erros de impressão, falhas de revisão, citações mal feitas, corte e cola sem critério. apetece dizer que se alguém quiser aprender “como não fazer” pode começar por aqui.

alguns exemplos: “valeu apena”, em vez de “valeu a pena”, “meio bisavô” em vez de “meu bisavô”, “domingos josé cravo (gorim)” passa a “Domingos José Cravo”. se me citam usem, pelo menos, o meu modo de escrever. os textos entre aspas na “notícia”, citações do livro, não sabem o que é o respeito.

quanto aos delírios que vão surgindo, talvez por problemas de audição, organização interna ou o velho “tenho de despachar isto”, desafiam a criatividade de alguns dos melhores humoristas do nosso país. apesar de anexar a “notícia” na íntegra, não quero deixar de reproduzir alguns nacos que mais me fizeram rir e que resultam de colagens feitas pelo autor da “notícia”:

“ … as fotos de 1972, nunca saíram da Murtosa, foram todas feitas aqui, vieram da Murtosa.”

“ … fui somando memórias e fui e consegui a minha maior realização….”

“ … é o que eu deixo à Torreira, foi feito em França, fiz questão que isto ficasse bem, em França…”

enfim…. há mais mas eu gosto muito destes.

há, porém, o início de um parágrafo em que perco a vontade de rir porque, e agora cito o autor da “notícia”, se pode ler “ Um livro a três tempos, só tem piada se as fotos forem vistas com as palavras ao lado…”. poupem-me, há piada no livro? só para alguém que quer gozar comigo ou com aqueles que fotografei ou com os familiares dos retratados falecidos – mais de 40.

penso que o “Concelho da Murtosa” terá um revisor de textos. será que estava de férias? será que não quis rever este? ou será que reviu mesmo e quis deixar assim? qualquer das hipóteses não o deixa ficar bem.

peço a todos que leiam, ou releiam, o artigo que reproduzo. aos que estiveram presentes na sessão de lançamento na torreira que comparem com o que ouviram e aos que compraram o livro, e já foram muitos, que vejam se esta “notícia” tem alguma coisa a ver com o livro que compraram.

3 thoughts on “as pérolas-primas do primo ou as ppp’s do “Concelho da Murtosa”

  1. Meu caro amigo:
    Considero-te um homem do mundo, pela vastidão do mar que faz parte da tua vida pela imensidão e intensidade dos sentimentos das letras que acompanham as fotografias. Não compreendo porque as minuências não são agradecidas
    aquem melhor não sabe escrever.
    Há fadiga aí, António, na espuma, não das marés vivas, mas dos dias, fica apenas o teu trabalho, a tua arte.
    Um abraço da IA

  2. desculpa isabel, mas é escrito pelo director de um jornal que sempre me atacou. é um artigo muito traiçoeiro, que pretende queimar-me junto da comunidade murtoseira em portugal e nos usa. por detrás dele está todo o aparelho laranjinha…. é a vida.

    quanto a cansaço quero-te dizer que estou com um speed do caraças, tenho montes de coisas para fazer e muitas delas são apresentações do livro, publicação de filmes, escrita de artigos … sei lá.

    abraço grande, grande amiga

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