quando o mar trabalha – 2ª edição


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obrigado a todos os amigos que, com as suas encomendas e compras directas, fizeram com que em menos de um mês a 1ª edição do livro esgotasse.

está neste momento em fase de preparação uma segunda edição, já que as vendas não resultaram de grande esforço de divulgação para além do facebook e das apresentações na torreira e praia da tocha.

estão previstas mais apresentações em cantanhede e ovar e no dia 4 de novembro na figueira da foz.

se foi bom fazer o livro, uma alegria emocionante senti-lo, a forma como tem sido solicitado, aceite e comentado por quem o comprou é uma satisfação enorme – valeu a pena.

de serpa a guimarães, de israel a madrid, o mar trabalha.

as encomendas com identificação completa deverão ser feitas para o mail ahcravo98@yahoo.com

obrigado a todos, nunca é demais agradecer.

bota jorge pinto guedes

 

 

 

 

“quando o mar trabalha” – lançamento na praia da tocha


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retratado pelo amigo camilo rego

porque as palavras ditas estão no vídeo,  ficam aqui as palavras escritas – enviadas por email –  por uma amiga de lisboa a dizer do livro.

“Bom dia, António…

São quase 3 da manhã, começo agora mas não sei quando concluirei. É tanto o que despertou em mim a tua leitura, tenho dificuldade em começar.

Peguei no livro que recebi, o toque da campaínha, a minha mãe a perguntar do alto dos cento e tal degraus ” o que traz hoje ?”,  através dos anos, trouxe-me a memória da peixeira, não no areal, mas numa rua de Lisboa.

Fazes a homenagem às rugas, aos sonhos desfeitos na espuma do tempo, à esperança no amanhã, ao continuar até…, remendas as redes da vida dura, entre sal, areia, gaivotas, MUITO MAR e algum amor.

O carapau, a sardinha sofrem quando o saco é aberto, para gozo dos veraneantes, que confundem o trabalho, morte, com uma festa.

Assisti no ano passado na Costa da Caparica e tentei mostrar aos meus netos a singularidade do morrer para viver.

Estão ali os que partiram, mas permanecem em ti e os que sobrevivendo se mantêm.

Estão afinal todos, contigo nas letras e no teu olhar.

Mas… Aquelas belas fotografias a que me habituaste no Facebook, ficam apagadas pela qualidade da edição.”

 o vídeo da apresentação

a assistência retratada pelo amigo paulo delgado

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com pedro lindim, presidente da associação de moradores da praia da tocha, retratados por camilo rego

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não posso deixar de referir os momentos que mais me emocionaram durante a apresentação:

  • uma família que já tinha estado na torreira, no lançamento, e voltou à tocha para ouvir de novo o livro contado, amigos assim há poucos
  • os meus vizinhos da figueira da foz que se deslocaram à tocha
  • um amigo que ficou para o fim e me disse: quero o seu livro, está aqui o dinheiro que ganhei hoje a vender raspadinhas na praia. por favor escreva na dedicatória o seu número de telefone para o poder contactar

todos os presentes foram muito participativos e a todos agradeço o terem estado e aguentado a descarga emocional que a leitura do livro sempre produz. bem hajam

obrigado associação de moradores da praia da tocha, junta de freguesia da tocha e câmara municipal de cantanhede

obrigado tânia

para ti PAULO DELGADO já não há palavras, foram todas dentro do abraço.

quando o mar trabalha


talvez

5dia_35_DSC9614_aescolhidos e fixados estão os textos (51)

as fotos:

  • ainda se editam, na busca do melhor (87)
  • os retratos vão precisar de autorização de descendentes ou sobreviventes (maioria dos casos) ou dos próprios (não muitas) – será em em junho e julho que as conseguirei (ou não)

o livro está pois preso por pontas.

espero que venham a gostar de o ver/ter/ler tanto como eu, e os que comigo estiveram, gostámos de o fazer.

esperemos pelo sol e o mar.

talvez chegue a tempo de ir a banhos.

 

rui miguel fragas _ “A ÚLTIMA RODADA”


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Rui Miguel Fragas, pseudónimo de António Rui Féteira, nasceu em 1964, em S. Miguel de Poiares (Coimbra). Licenciou-se em filosofia na Universidade de Coimbra. publicou alguns poemas e contos nas revistas Alma Azul e Aeroplano. tem três livros de poesia publicados: ” O Nome das Árvores” (Poética Edições, 2014), “Não sei se o Vento” (Poética Edições, 2015) e “O Rumor das Máquinas” (UA Editora, Universidade de Aveiro, IV Prémio Literário Aldónio Gomes, 2015). Participou na antologia “As Vozes do Isaque”«, Derivações Poéticas a partir da obra “O Último Poeta” (Poética Edições, 2016). Em 2017 venceu a VII edição do concurso Poesia na Bibilioteca, Condeixa-a-Nova, com o poema “O cão de Pavese”.

*

O mundo está reduzido a cinzas, soluçou uma das mulheres, ao sue lado. Ardeu o mundo inteiro no meio do borralho arde agora a memória de tudo quanto ardeu. Nada disso, ripostou o coveiro. DE acordo com o que vem escrito na bíblia, ardeu, quanto muito, uma terça parte da terra e uma terça parte das árvores e uma terça parte dos homens. Quanto a nós, que é o que interessa, estamos vivos. E para quê, suspirou a mulher num fio quebrado de voz.

(da badana do livro)

da apresentação do livro de contos “A ÚLTIMA RODADA“, feita na biblioteca municipal da figueira da foz e promovida pelo clube de leitores, aqui fica o registo possível.

 

(obrigado amigo Santos Silva pelo registo)