chegado à praia, o saco é amarrado a uma corda e preso ao gancho do tractor que o levará para o seco. onde irá ser aberto.
(torreira; companha do marco; 2010)
com as marés vivas de s. bartolomeu, muitas vezes criam-se na praia autênticos barrancos.
os tractores têm de ficar no cimo enquanto as redes vêm pelo areal, rente ao mar. os homens, então crescem, esticam-se e cumprem as suas tarefas.
neste registo o agostinho está a amarrar a corda de alar antes do calão para que este não passe pelo alador.
força, agostinho!
(torreira; companha do marco; 2010)
o movimento lento do barco para entrar na água faz-se quando acontece um “liso”, entra o que pode e aguenta as pancadas necessárias até que surja novo “liso” que lhe permita avançar mais, ou a largar definitivamente.
as ordens do arrais são para terra – tractor e regeira – e para os homens do barco, todos têm de “aguentar” e manter o barco firme e perpendicular às ondas.
tudo se tornará mais rápido e fácil com alteração da muleta. a seu tempo veremos como.
até lá: “aguenta!!!!!!!!”
(torreira; companha do marco; 2010)
em 2005, depois de ter regressado do luxemburgo, onde esteve emigrado, iniciou a sua vida como arrais e dono de uma companha de xávega.
ao barco que comprou e recuperou deu o nome da mãe, maria de fátima.
desde então tenho-o acompanhado sempre que estou na torreira e somos bons amigos.
a publicação dos registos da companha é feita sequencialmente, estão a chegar ao fim os registos mais relevantes conseguidos no anos de 2010, quando se aproxima a safra de 2014. tem sido assim deste então.
um abraço marco
(torreira; companha do marco; 2010)
nem sempre é fácil juntar os dois num registo. ao remo ambos se preparam para o momento em que o barco larga da praia e o motor ainda não cala. são instantes em que só os remos impulsionam o barco até o motor ganhar calado e poder começar a trabalhar.
momento de grande perigo, embora o barco ainda tenho o fixe da muleta e da regeira.
as alcunhas – trovão e canhoto – alguém que saiba a história de cada uma, que a conte, eu agradeço.
(torreira, companha do marco; 2010)
o seu nome, joaquim rodrigues, só há muito pouco o soube – coisas do face!
massa porquê? porque quando miúdo se lhe perguntavam de que gostava, respondia sempre: “massa com chouriça”.
as alcunhas têm sempre uma história por trás. a primeira ganha-se quando se nasce, a herdada. com o a idade pode-se ganhar outra, aquela a que se ganhou direito por se ser quem se é. pode demorar tempo, mas algo acontecerá e ela surgirá.
o massa é um espanto. ele canta, faz malabarismos, conta histórias hilariantes, sabe “mandar umas bocas”, é um dos maiores braços de trabalho da torreira. sempre alegre é capaz de dispor bem qualquer um.
no mar, um braço do massa é muito mais que um, é meia companha, quase um tractor, em cima de um palco dá show, na ria a cabrita é um brinquedo nas suas mãos.
a alcunha da minha família, que já não faz parte das existentes no dia a dia actual era/é “gorim”. gosto dela e por isso a ponho a seguir ao meu nome, embora saiba que esta teimosia de querer ser o que o último já foi é só isso: teimosia.
não sei se serei alguma vez recordado como gorim, mas o google terá o registo.
(torreira; companha do marco; 2010)