os moliceiros têm vela (421)


aos amigos

(torreira; regata do s. paio; 2020)

a alegria de estar na ria com os amigos e assistir ao espectáculo das regatas, é um acontecimento que não perco, que não perderei enquanto puder.


o agradecimento ao quim calmaria pela forma como está sempre pronto para mais uma regata e o saber “o que os fotógrafos querem”. boa safra nos mares do norte, quim


ao jim por ter “estado de prontidão” com a sua chata, para o caso de aparecerem amigos à última da hora e que quisessem acompanhar a regata no meio da ria.

ao jorge bacelar, ao silva tavares, à isabel lobo e ao pedro (que vieram de lisboa e do porto, de propósito), pela alegria de estarmos juntos e acontecer fotografia


ao amigo que, do paredão, quando viu chegar a chata, gritou “ah gorim!” – há quantos anos não se ouvia este grito na ria…


haja saúde e para o ano lá estaremos

os moliceiros têm vela (420)


raízes

ti zé rebeço ( torreira; regata s. paio; 2020)
vêm de longe
trazem nos olhos a limpidez
da ria antiga


homens inteiros
fogem das ribaltas
que outros buscam
a qualquer preço


escondem-se para serem
o que sempre foram
são eles serão sempre eles


as minhas raízes

a beleza do sal (99)


“Recriação da safra à moda antiga” – foto 12

(salina do corredor da cobra; armazéns de lavos; agosto; 2020)

com esta publicação termina a série de fotos em que pretendi mostrar a “Recriação da safra à moda antiga”, organizada em agosto de 2020 no ecomuseu do sal, nos armazéns de lavos.


esta série só foi possível graças a três factores – trabalho, amizade e sorte – e a três pessoas – santos silva, margarida perrolas e gilda saraiva.

esparsamente irão aparecendo outras fotos deste evento mas sem o carácter que a série revestiu.

o meu abraço a todos os que com a sua amizade me permitiram fazer estes “bonecos”.

na foto os marnotos (marronteiros) e os montes de sal

“Estou à espera” de lawrence ferlinghetti


o poema “Estou à espera”, faz parte do livro “Oral messages”, e foi traduzido para a colectânea ” Como eu costumava dizer” publicada em portugal em 1972