memória_03042011

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um dia
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praia de buarcos; 2008

um dia
o meu poema vai levantar voo
das folhas brancas
 
um dia
o meu poema ave vai encontrar-te
na planície da ausência presente
e pousar suavemente
nos teus olhos sequiosos de luz
 
um dia
o meu poema barco
partirá para os mares de bocas
lábios gretados em busca de palavras
 
um dia
o meu poema
deixará de ser
meu
 
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praia de buarcos; 2008

dois poemas do livro “O FARDO DO HOMEM BRANCO”, de madalena de castro campos


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madalena de castro campos é o pseudónimo de um autor não identificado.
 
biografia
 
“Nasceu em lisboa em 1974
 
Fez, sem muito empenho, uma licenciatura em filosofia, depois uma outra em arquitectura paisagista. Trabalha em Edimburgo, Escócia, na área de design de jardins.
 
Publica o blogue Les Cahiers de La Mariée.”
 
(informação retirada da badana do livro ” O FARDO HOMEM BRANCO”)
 
bibliografia
 
O fardo do homem branco
La marié mise à nu
A gun in the garland

memória_01042011


lurdes catelhana (canhoto)
KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERA
 
 
todos os dias, de acordo com as instruções do arrais chico giesteira (chico de ovar), a companha faz as viagens de ida e volta: furadouro-torreira.
 
instalam-se ao sul do molhe sul, onde têm tudo o que é necessário para passar o dia: uma caixa térmica de uma carrinha, que serve de dispensa, um coberto que abriga uma mesa e equipamento de cozinha.
 
um depósito industrial de gasóleo para abastecer tractores e motores.
 
da companha fazem parte duas mulheres, que ajudam na escolha do peixe e cozinham para toda a companha. a organização imposta pelo arrais e voluntariamente aceite por todos, é a melhor que até hoje vi.
 
se há ainda lobos do mar, o chico é certamente um deles.
 
 
(companha do pepolim – do furadouro a trabalhar na praia da torreira; 2006)