migalhas lixo

pombos tempo

pelo chão espalhados

memórias e

 

penso-me

não sei se ainda

porquê assim?

onde eu?

pesa-me ser

 

 

uma mão

uma ternura

um abraço

uma refeição quente

com amor dentro

 

os pombos

arrulham em bando

e eu

eu espero coisa nenhuma

apenas

isto de ser companheira

de mim