era o tempo dos bois


manel franciscão e a sua junta

sem medo
pela mão do homem
entramos pelas salgadas águas

senhores da força
vergados tensos suados
cascos fundo na areia
impomos ao mar
a nossa vontade

num último esforço
o barco avança
galgará ondas e correntes

lento
no seu partir
levará no bojo as redes
esperança prenhe de tanto esforço

no regresso
de novo nos pedirão tudo o que temos
para dar

entre o ir e vir
a pausa
e à beira mar seremos
veraneantes diferentes