crónicas da xávega, torreira (11)


 

 

a escolha e eu ... ando por aí

a escolha e eu … ando por aí

 

meditação à beira mar

 

olho agora tudo com o desprendimento
de quem nada mais tem a perder
que a si mesmo
e é tão pouco

se da vida esperei muito
dos homens nunca esperei tanto
mas é tão pouco o que deles vejo hoje
que ser mais um
é pedir de menos a mim próprio

não trago a verdade no bolso
nem a história é coisa que dono tenha
olho sinto e não entendo

continuo a gritar
dentro de um pesadelo

quem me roubou o sonho?
(torreira; companha do marco; jun, 2014)