meditação sobre o coelho


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ser quase nada

para quase tudo

e

quase tudo

para quase nada

 

o meu nome

são vários

e um só

 

pensionista

reformado

funcionário público

 

para mim tudo

é

transitório

em trânsito para definitivo

 

queria dizer-te

outras coisas deste país

mas os coelhos comeram as flores

 

um dia virá

e será breve

em que almoçaremos coelho

para ter o prazer de o vomitar

o aparelhar do saco


joão "rodinhas" e ti alfredo neto

joão “rodinhas” e ti alfredo neto

a seguir à manga da mão de barca, como já se disse, é aparelhado o saco.

por vezes, quando a rede é colocada sobre a zorra, depois de seca, o saco não fica na posição correcta e é necessário, ao aparelhar inverter a posição – em vez de estar virado à ré, ficou virado à proa.

 

(torreira; companha do marco; 2010)

o aparelhar da mão de barca


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em cima da zorra, seca e quase sem areia, a rede, que será disposta do lado da ré do barco

por cima a manga da mão de barca, vê-se em torno da zorra o saco, e por baixo a manga do reçoeiro.

enquanto um dos membros da companha vai levantando as redes, os restantes “abrem” e desemaranham as malhas.

trabalho pesado e com muita arte, como tudo o que se quer bem feito

(torreira; companha do marco; 2010)

aparelhar


dentro do barco as mangas

dentro do barco a manga da mão de barca, no fundo

no aparelhar, a disposição do aparelho no barco é fundamental para que o “largar”, durante o lanço, decorra sem problemas.

a sequência de largar é: cala do reçoeiro; manga do reçoeiro; saco; manda da mão de barca; cala da mão de barca.

neste registo é a “manga da mão de barca” que entra no barco, seguir-se-á o “saco” que será amarrado à bica da ré e irá assentar na “cala da mão de barca”, que já está por debaixo do traste e à meia proa do barco, depois a “manga do reçoeiro” e, finalmente, a “cala do reçoeiro” sobre todo o conjunto.

aqui, um espreitar para o por dentro.

 

(companha do marco; torreira; 2010)