em 2012, foi assim
a espinho tv fez um excelente relato do evento
http://www.youtube.com/watch?v=DEAqM4xcBYo
em 2012, foi assim
a espinho tv fez um excelente relato do evento
http://www.youtube.com/watch?v=DEAqM4xcBYo
o vídeo que se segue e se diz ser sobre o furadouro, infelizmente é constituído maioritariamente por fotos minhas da torreira e uma histórica referenciada como registando o famoso arrais de aveiro, gabriel ançã.
assim não se contribui em nada para a divulgação de uma das praias mãe da xávega, antes se confunde tudo.
atenção, pois, à navegação
há homens no mar
homens
nem os mais pobres
dos pobres
nem os mais bravos
dos bravos
homens
na areia da praia
gaivotas debicam restos
sem outra arte
que a de saber esperar
há homens no mar
deixem-nos ser
deixem-nos ganhar
“todo o artista quer ser músico”, nuno camarneiro
no dia 23 de maio de 2013, nuno camarneiro falou, no auditório da “lápis de memórias”, em coimbra, de si e da forma como se foram fazendo os seus livros.
depois de “no meu peito não voam pássaros”, um livro fascinante, “debaixo de algum céu” ganhou em 2012 o prémio leya. para um jovem autor, que mais pedir para ganhar um outro céu?
pela mão de maria do rosário pedreira aprender a voar não é fácil, mas que se chega ao céu, isso chega, assim se queira e possa.
parabéns nuno camarneiro.
aqui ficam os registos possíveis desse encontro:
clip 1
clip 2
clip 3
espero que gostem como eu gostei destes momentos de troca de
se ser radical é ir até à raiz das coisas, louzã henriques será radical por definição.
a análise que fez, durante cerca de duas horas, sobre a obra de abel botelho, numa das suas “conversas vadias”, na “lápis de memórias” em coimbra, a que chamou “cascalho literário”, leva-nos a percorrer todo um caminho de saber que cativa e enriquece quem teve a oportunidade de estar presente.
se cada homem é uma história, como já alguém escreveu, manuel louzã henriques, é um homem com história e que faz história com muitas histórias.
aqui fica o testemunho possível desses momentos
clip 1
clip 2
clip 3
clip 4
clip 5
clip 6
Dificuldade de governar
1
Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.
2
E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.
3
Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.
4
Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?
(Bertold Brecht)
trazer abril no peito
senti-lo sorrir
senti-lo chorar
a raiva e a alegria
no mesmo abraço
basta
um cravo ao peito
um cravo no peito
um cravo apenas
olho os peitos
as lapelas
que aos cravos devem
o estarem
e não os vejo não os vejo
na mão de uma criança
um cravo sorri
sorriso puro
de puro abril
primavera de um tempo outro
sorrio também
tenho uma criança dentro de mim
a sorrir abril