(torreira; companha do marco; 2010)
começam cedo
o sal corre-lhes nas veias
como se leite bebido
em berço de areia
à beira mar embalados
correm miúdos trôpegos
pelo areal
escutam no mar a voz
que os chama
são
árvores plantadas à beira mar
pelas mãos dos que seus pais
conheço-os vejo-os crescer
enquanto sou
quem sabe
um dia
falarão de mim
quisera vê-los
arrais
(torreira; companha do marco; 2010)
o alar da manga do reçoeiro
homens 3 então
que agora um já partiu
para terra sua
para terra de todos
junto ao tractor nicole
era ainda
o alfredo
ajeita a manga que o vitor
coloca na zorra
limpa de areia
pronta a aparelhar
era o tempo em que o nicole
sorria
(torreira; companha do marco; 2010)