“No tempo em que, Fernando” de eugénio lisboa
Lembrando hoje o nonagésimo terceiro aniversário de Eugénio Lisboa
Para o Eugénio Lisboa que disse
o primeiro verso do poema
Por onde
a esperança
Eu quero uma estátua virada ao mar
uma estátua que se encha de sal
quando o vento caminhe
E que tome o tom verde das águas
e das algas que se lhe enrodilhem
junto às mãos e à face
Porque a única forma de ter uma estátua
é saber de antemão que ninguém
saberá quem ali se desfaz
Glória de Sant’Anna in Desde que o Mundo e 32 Poemas de Intervalo. Editorial Coop Divulgação Cooperativa, 1972 (p.91)
“O retrato da mãe” de graça pires
“Eu que nunca fui quem sou …” de manuel cintra
ti zé rebeço
(um homem que parte, a memória que fica)
tinha a ria no coração o céu por dentro dos olhos há um moliceiro à sua espera algures
