(torreira; 2009)
muito fica por dizer, mais por mostrar, mas só o estar lá, no meio de tudo é a verdadeira sensação da regata. o mais, repito, são palavras e imagens, e isso é quase nada
porque tudo pode acontecer em dias de nortada, e sexta-feira, dia 6, foi-o, há quem dê tudo por tudo para mostrar o que vale uma bateira bem governada. mas nem sempre correm bem estas demonstrações de risco e beleza.
de entre os muitos que fotografaram a regata, a sorte, parece, coube-me a mim, das duas vezes que um barco virou – nesta regata e na dos moliceiros – estava a olhar para eles de máquina na mão e os registos são preciosos.
o virar da bateira
a regata
não sei quantas eram as bateiras a concorrer/velejar, na ria, em frente à torreira. sei que eram muitas e havia velejadores de todas as idades. há muita beleza e emoção nesta regata, tanta que os olhos se perdem entre os barcos e tudo parece uma pintura perante a qual o ficar fascinado é a coisa mais natural
daí o não ter os nomes dos participantes, por muitos, nem o do vencedor, por desleixo.
as imagens são o que marca o sentir dos momentos passados no meio da ria, ficam aqui algumas:
a disputa à segunda bóia e o vencedor a definir-se
o vencedor absoluto
alguns momentos de emoção
às 16 horas do próximo sábado dia 7 de agosto, pelas 16 horas, vai ter lugar a tradicional regata de moliceiros, do s. paio.
não sei quantos estarão presentes, sei que pelo menos o moliceiro “dos netos” do ti abílio “carteirista” não estará presente, como forma de protesto contra o facto de ainda não ter recebido os prémios da regata da ria, conforme post https://ahcravo.wordpress.com/2013/08/31/regatas-de-moliceiros-na-ria-de-aveiro-uma-morte-anunciada/ e ainda por cima ter sido multado.
ao tio do mestre felisberto, domingos “caçoilo”, que entretanto faleceu, seu habitual camarada nestes eventos, aqui deixo o meu abraço e a recordação da sua inesquecível figura.
no estaleiro velho do mestre zé rito, quando se construía o moliceiro “zé rito”
quando o barco de mar arriba traz consigo a cala “mão de barca” que, puxada pelo alador, fecha o cerco cuja outra extremidade é o “reçoeiro” – a cala que ficou em terra.
para chegar ao alador e começar a máquina a trabalhar é preciso força de braço.
força da gente de terra, força, força, muita.
companha do marco; torreira; 2010