o aparelhar do saco


joão "rodinhas" e ti alfredo neto

joão “rodinhas” e ti alfredo neto

a seguir à manga da mão de barca, como já se disse, é aparelhado o saco.

por vezes, quando a rede é colocada sobre a zorra, depois de seca, o saco não fica na posição correcta e é necessário, ao aparelhar inverter a posição – em vez de estar virado à ré, ficou virado à proa.

 

(torreira; companha do marco; 2010)

o aparelhar da mão de barca


SONY DSC

 

em cima da zorra, seca e quase sem areia, a rede, que será disposta do lado da ré do barco

por cima a manga da mão de barca, vê-se em torno da zorra o saco, e por baixo a manga do reçoeiro.

enquanto um dos membros da companha vai levantando as redes, os restantes “abrem” e desemaranham as malhas.

trabalho pesado e com muita arte, como tudo o que se quer bem feito

(torreira; companha do marco; 2010)

aparelhar


dentro do barco as mangas

dentro do barco a manga da mão de barca, no fundo

no aparelhar, a disposição do aparelho no barco é fundamental para que o “largar”, durante o lanço, decorra sem problemas.

a sequência de largar é: cala do reçoeiro; manga do reçoeiro; saco; manda da mão de barca; cala da mão de barca.

neste registo é a “manga da mão de barca” que entra no barco, seguir-se-á o “saco” que será amarrado à bica da ré e irá assentar na “cala da mão de barca”, que já está por debaixo do traste e à meia proa do barco, depois a “manga do reçoeiro” e, finalmente, a “cala do reçoeiro” sobre todo o conjunto.

aqui, um espreitar para o por dentro.

 

(companha do marco; torreira; 2010)

pancada de mar


torreira, 2013

torreira, 2013

 
as fotos mais “espectaculares” da xávega são as que registam o embate do barco com a vaga.

para captar esses momentos é preciso conhecer o tipo de declive da costa, usar lentes adequadas e escolher o ângulo máquina/barco.

no caso da torreira a costa tem uma configuração que os pescadores definem da seguinte forma: praia, lago, cabeço, largo.

os embates podem-se dar ao largar, no lago, ou no cabeço. quando o mar permite, o arrais aproveita o “liso” para largar e depois vai “galeando” no lago, até encontrar outro liso no cabeço e ganhar o largo.

a minha experiência, diz-me que tenho de estar preparado para que o embate com a onda se dê em qualquer dos dois locais, por isso a minha objectiva preferida é uma tele 18/270m que me permite com uma só máquina, cobrir as duas situações.

claro que para registar um embate no cabeço seria ideal ter uma tele superior a 300mm, mas isso implica ter mais uma máquina, o que nem sempre dá jeito: dentro de água, com duas máquinas ao pescoço …..

este registo foi feito com a tele no máximo e num cabeço muito mais afastado que o habitual.

são sugestões, nada mais do que isso. sugestões, com muita água pela cintura ….