a memória do alfredo no seu aniversário


rolos de corda do reçoeiro

rolos de corda do reçoeiro

 

18 de julho de 2014

 
o alfredo faz anos. a história contada pelo próprio:

” faz hoje 26 anos, a minha mãe estava a trabalhar no mar e deu um bom lanço de lingueirão.

depois nasci eu. ainda me lembro”

é por se lembrar tão bem de tudo,  que todas as manhãs, quando a companha do marco vai ao mar, recebo por volta das 6h uma mensagem do alfredo:

“tamos no mar”

e aí vou eu.

a função do alfredo na companha, é o alar do reçoeiro, onde faz grupo com o fernando e o ti américo.

são muitos metros de corda, não são alfredo?

abraço

 

(torreira; companha do marco; 2014)

ir ao mar com o marco (5)


 

 

e o reçoeiro vai saindo do barco enquanto nós entramos pelo mar

e o reçoeiro vai saindo do barco enquanto nós entramos pelo mar

vamos agora mar adentro, o reçoeiro corre por bombordo, pelo bordão que o ampara para que não se fira e siga sem nós.

 

vêem-se os rolos de corda do reçoeiro, na metade da ré do barco, por baixo dos quais estão as mangas.

 

note-se que o barco está na perpendicular à praia e na direcção do tractor que ala o reçoeiro.

 

cada vez mais longe da praia, mais perto do silêncio e, quem sabe, de algum cardume de carapau que encha o saco.

 

 

(torreira; companha do marco; 2011)

ir ao mar com o marco (1)


 

 

encostado ao castelo da proa vai um homem com máquina fotográfica

encostado ao castelo da proa vai um homem com máquina fotográfica

 

quando o mar permite e o arrais consente, lá vai o fotógrafo dentro do barco, sentir o silêncio do mar e documentar o fazer do lanço.

neste registo pode-se ver que o barco navega paralelo à costa, em direcção a norte, procurando uma boa entrada.

pela bica da ré, o vitó vai controlando a primeira corda do reçoeiro que, neste caso é mais fina que os restantes rolos – não vai ser necessária para alar o aparelho, destina-se somente a permitir que o barco faça a entrada mais a norte. depois é recolhida e enrolada separadamente.

o mar estava calmo, por isso me deixaram ir, por isso fui. que fotografar pancadas de mar, de terra, é uma coisa, levar com elas em cima …não é conveniente, nem o arrais pode correr esse risco.

 

(torreira; companha do marco; 2011)