um rio corre por dentro
deste tempo
ser barco agora
não é desafio vão
é necessidade urgente
(ria de aveiro; torreira; regata bateiras)
ao rés da água
a beleza sorri líquida
os homens são ainda
a continuação de
o regresso ao ter sido
velas erguidas desafiam o vento
e a sabedoria de quem
de todos os cantos do concelho
onde bateiras ainda
a festa renova-se no bolinar
desafiante
a ria sorri de plena
mãe renovada
de filhos sempre moços
para ler com o filme de Jorge Bacelar
a apanha de bivalves na ria de aveiro é, nos últimos tempos, o ganha pão dos pescadores.
a enguia quase não existe, o choco este ano rareou, o linguado pouco é.
restam os bivalves….
análises pagas pelos pescadores num laboratório espanhol de referência, contraditam a interdição imposta pelas análises feitas pela entidade nacional de referência, o IPMA, e dizem que não há qualquer perigo no consumo dos bivalves. os bivalves apanhados na ria de aveiro destinam-se quase em exclusivo ao mercado espanhol.
no meio deste desencontro de resultados quem não sobrevive são os pescadores.
o vídeo da “Ribeirinhas TV”, com entrevistas a pescadores é elucidativo