manuel vieira água a lua


manuel vieira água a lua

                                                      manuel vieira água a lua

 

é de mar que falo

quando digo

 

o sal queima

 

e deixa em mim este sabor amargo

de ser salgada também a água

que me corre nas veias

 

 

quando à noite na tasca

as espadas são trunfo

e o copo de tinto

o ás sobre a mesa

é ainda o mar que dita a sorte

 

quim balão


                                                                       quim balão

 

apanhado a dormir uma pequena sesta depois de almoço.

o quim é camarada na companha do pepolim, que vem do furadouro trabalhar ao sul da torreira.

no dia em que fui ao mar com eles, almocei também. umas lulas pequeninas estufadas, acabadas de sair do mar.

a companha tem tudo o que precisa para ali passar o dia, num carro térmico guarda-se a comida, um toldo e uma mesa para todos, com muito respeito pelo arrais chico giesteira.

(torreira_companha do pepolim)