francisco da fonseca (mudo) – tala
pescador da praia da torreira, quando trabalhava na extinta companha do manel dias
(torreira)

manuel vieira água a lua
é de mar que falo
quando digo
o sal queima
e deixa em mim este sabor amargo
de ser salgada também a água
que me corre nas veias
quando à noite na tasca
as espadas são trunfo
e o copo de tinto
o ás sobre a mesa
é ainda o mar que dita a sorte
apanhado a dormir uma pequena sesta depois de almoço.
o quim é camarada na companha do pepolim, que vem do furadouro trabalhar ao sul da torreira.
no dia em que fui ao mar com eles, almocei também. umas lulas pequeninas estufadas, acabadas de sair do mar.
a companha tem tudo o que precisa para ali passar o dia, num carro térmico guarda-se a comida, um toldo e uma mesa para todos, com muito respeito pelo arrais chico giesteira.
(torreira_companha do pepolim)