
A confusão da matéria e do espírito em que Ângelo de Lima se afundou, é mais do que uma confusão de palavras. No sentido de que a palavra, como legítima e lógica, não admite interferências no livre desenvolvimento do delírio de que o poder gostaria ver aprisionado. Na medida em que se podem apreciar os versos deste poeta, valida-se a legitimidade de uma concepção da realidade (alternada por luzes e trevas) e de todas as ações que derivam dela, como caminhos que se perdem na floresta da dor da qual o escritor nunca saiu e nunca sequer entrou.
Os poemas apresentados procedem de Orpheu, Revistra Trimestral de Literatura, directores Fernando Pessoa, Mario de Sá-Carneiro, n°2, 1915. O poema Pára-me de repente o Pensamento… foi publicado em várias revistas literárias, com ligeiras alteraões, de 1900 (O Portugal) a 1935 (Sudeste). Na transcrição dos textos…
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Le somiglianze che possono intercorrere tra l’oceano e le profondità della mente sono tante e tali che si amalgamano nelle fluidità sotterranee e celesti che danno forma visibile e invisibile alla stessa realtà. I fossili viventi del mare e le energie arcaiche della psiche si manifestano con l’intento di arricchire gli uni le acque nella fredda oscurità, le altre nel continuo accumulo di esperienze, indipendentemente dal fatto di essere coscienti della loro esistenza. Da ciò si ricava che le correnti della marea amniotica che attraversano l’io più profondo sono simili alle leggi naturali che reggono il flusso ritmico del sole e della luna.