henrique rodrigues “pardilhoeiro”


henrique rodrigues "pardilhoeiro"

henrique rodrigues “pardilhoeiro”

 

o amigo que nos levou, no ano passado e neste ano, na sua bateira, para o meio da ria, para o meio das regatas.

de tão habituado está já aos nossos pedidos que os antecipa e leva a bateira, para as posições que permitem obter os melhores ângulos. as boas fotos também dependem de quem nos leva.

 

abraço henrique

as tuas mãos


 

ahcravo_DSC_0963_mãos marco

será ainda tempo de

as mãos

nos dizerem mais de

ti

da tua arte

dos teus saberes

 

estarás sempre a tempo de

com as tuas mãos

construir o teu caminho

o caminho onde tu serás mais tu

por seres

 

escrevo-te

e é com mãos que o faço

as mesmas mãos

mas sem arte

sem jeito

para esses fazeres que me são estranhos

 

escrevo-te porque

quero que as tuas mãos

sejam somente tuas

aqui

onde as nossas se dão

por isto estou na equipa de jorge bacelar


 

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iremos:

  • Rever o projecto aprovado para o porto de abrigo da Torreira, depois de ouvidos os pescadores e dotá-lo de armazéns de apoio e de estruturas de venda;
  • Fazer a manutenção das infraestruturas de apoio à pesca;
  • Desassorear e balizar o leito da ria ;

por isto estou na equipa de jorge bacelar


 

torreira, marina dos pescadores

torreira, marina dos pescadores

 

iremos:

  • Rever o projecto aprovado para o porto de abrigo da Torreira, depois de ouvidos os pescadores e dotá-lo de armazéns de apoio e de estruturas de venda;
  • Fazer a manutenção das infraestruturas de apoio à pesca;
  • Desassorear e balizar o leito da ria ;

por isto estou na equipa de jorge bacelar


marina dos pescadores da torreira

marina dos pescadores da torreira

iremos:

  • Rever o projecto aprovado para o porto de abrigo da Torreira, depois de ouvidos os pescadores e dotá-lo de armazéns de apoio e de estruturas de venda;
  • Fazer a manutenção das infraestruturas de apoio à pesca;
  • Desassorear e balizar o leito da ria ;

regata dos moliceiros, torreira, s. paio, 2013


na regata deste ano participaram cerca de 15 barcos, entre grandes e pequenos.

os primeiros classificados.

1 º  – Moliceiro S. Salvador – timoneiro, Marco Silva

2 º – Zé Rito – timoneiro, Mestre Zé Rito

3 º – A. Rendeiro – timoneiro, Ti Zé Rebeço

registe-se a presença do barco “Amador”, um barco recuperado e propriedade do construtor Mestre Felisberto

ganhar uma regata de moliceiros depende não só da mestria na condução do barco durante a regata, mas também da escolha da vela com que se corre. os moliceiros têm velas de dois tamanhos, escolher a maior é um risco se se levanta vento forte durante a regata, por isso muitas vezes é utilizada a pequena, por segurança. a utilização da vela maior é um risco assumido em caso de vento forte, mas um passo grande para a vitória caso o vento amaine; penso que a aposta do Arrais Marco Silva na escolha da vela maior, assumindo todos os riscos inerentes foi compensada pela vitória na regata.

como diz o povo ” quem não arrisca, não petisca”

grande prova fizeram também os 2º e 3º classificados, mas as fotos mostram alguns dos momentos mais disputados.

também nesta regata um barco se virou, o manuel silva, e nesses breves momentos a máquina estava virada para o sítio certo.

de  tudo fica aqui um pouco

o vencedor

o s. salvador com o arrais marco silva

o s. salvador com o arrais marco silva, domingos da grila e sérgio silva

o estreante

moliceiro amador

moliceiro amador

algumas personagens

josé formigo, zé rebeço e joaquim ligeiro

josé formigo, zé rebeço e joaquim ligeiro

zé papa lamas e abílio carteirista, que não participaram como forma de protesto

zé papa lamas e abílio carteirista, que não participaram como forma de protesto

zé pedro, o mais jovem e uma carta ao futuro

zé pedro, o mais jovem e uma carta ao futuro

ti zé rebeço, o decano da ria

ti zé rebeço, o decano da ria

momentos da regata

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alfredo miranda no seu melhor

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o moliceiro virou

a bordo: manel valas, joão rodrigues e russo

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o russo na falca e joão rodrigues na ré

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na água manuel valas e joão rodrigues

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joão rodrigues de guarda ao moliceiro

 

regata dos chinchorros, s. paio, 2013


rui cruz, o primeiro fotógrafo, em 30 anos a estar dentro de uma bateira no decorrer da regata

rui cruz, o primeiro fotógrafo em 30 anos, a estar dentro de uma bateira no decorrer da regata

há muitas formas de estar com uma máquina nas “unhas” e fotografar a regata de chinchorros, ou bateiras de bicas, a remos.

– pode-se ficar em terra e fazer registos magníficos da preparação e da chegada

– ou ir para o meio da regata, viver a emoção e sentir a adrenalina, como disse o nelson silva, e, eventualmente fazer alguns registos.

são duas formas de estar: fazer parte da festa ou assistir à festa. não tenho dúvidas, com a nortada que fazia e as condições em que decorre a regata, que os melhores registo, provavelmente com mais impacto, são os feitos na “beirada” capturando o esforço final das equipas – veja-se alguns registos do antónio tedim.

dentro de uma bateira é preciso ter em conta a forma como decorre a regata:

– 8 bateiras partem da margem oeste da ria, lado do mar no dizer dos pescadores, rebocadas habitaulamente

– do outro lado da ria, a nascente, ou do lado da serra, estão 8 estacas espetadas no fundo da ria, junto a cada uma das quais se deve posicionar cada concorrente

– a distância entre bateiras é significativa e torna-se muito difícil conseguir uma vista do conjunto

– fotografar detrás das bateiras, para capturar os rostos, é uma solução que, atendendo à hora a que se realizou a regata, 17 horas, produz muitos contra-luz

– resta-nos fotografar de frente, os mais atrasados, ou de lado. focando sempre a atenção numa bateira.

registe-se ainda que a regata demora cerca de 15 minutos e só vendo é que se sente a velocidade que estes homens são capazes de imprimir a uma bateira. 12 braços, quantos motores?

“onde está a linha do horizonte?”, perguntava o nelson silva. a baixo e acima! era disparar e ver depois. a correr com a “marola” que se fazia sentir, apontar em frente era apanhar molha nas máquinas e isso ninguém queria.

o rui cruz, que conseguiu ir dentro de uma bateira, penso que não fez nenhuma foto, ou muito poucas.

ficam assim os registos possíveis de momentos inesquecíveis.

ganharam os melhores, outros terão deles as fotos, nós “curtimos nas horas” e molhámo-nos pra caraças. foi um dia grande, apreciem e procurem sentir o que está por dentro das imagens.l..

nota: em todas as imagens, durante a edição, foi endireitada a linha do horizonte e feito o recorte possível

a travessia para o local de partida, a reboque

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momentos da regata, em que há sempre mulheres a mostrarem que também são capazes de pegar num remo

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regata de bateiras à vela, s. paio, 2013


muito fica por dizer, mais por mostrar, mas só o estar lá, no meio de tudo é a verdadeira sensação da regata. o mais, repito, são palavras e imagens, e isso é quase nada

porque tudo pode acontecer em dias de nortada, e sexta-feira, dia 6, foi-o, há quem dê tudo por tudo para mostrar o que vale uma bateira bem governada. mas nem sempre correm bem estas demonstrações de risco e beleza.

de entre os muitos que fotografaram a regata, a sorte, parece, coube-me a mim, das duas vezes que um barco virou – nesta regata e na dos moliceiros – estava a olhar para eles de máquina na mão e os registos são preciosos.

o virar da bateira

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a regata

não sei quantas eram as bateiras a concorrer/velejar, na ria, em frente à torreira. sei que eram muitas e havia velejadores de todas as idades. há muita beleza e emoção nesta regata, tanta que os olhos se perdem entre os barcos e tudo parece uma pintura perante a qual o ficar fascinado é a coisa mais natural

daí o não ter os nomes dos participantes, por muitos, nem o do vencedor, por desleixo.

as imagens são o que marca o sentir dos momentos passados no meio da ria, ficam aqui algumas:

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a disputa à segunda bóia e o vencedor a definir-se

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o vencedor absoluto

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alguns momentos de emoção

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regata de moliceiros, s. paio, torreira, 2013, sábado


tio do mestre felisberto, falecido

domingos “caçoilo”, tio do mestre felisberto

às 16 horas do próximo sábado dia 7 de agosto, pelas 16 horas, vai ter lugar a tradicional regata de moliceiros, do s. paio.

não sei quantos estarão presentes, sei que pelo menos o moliceiro “dos netos” do ti abílio “carteirista” não estará presente, como forma de protesto contra o facto de ainda não ter recebido os prémios da regata da ria, conforme post https://ahcravo.wordpress.com/2013/08/31/regatas-de-moliceiros-na-ria-de-aveiro-uma-morte-anunciada/ e ainda por cima ter sido multado.

ao tio do mestre felisberto, domingos “caçoilo”, que entretanto faleceu, seu habitual camarada nestes eventos, aqui deixo o meu abraço e a recordação da sua inesquecível figura.

encontro de gerações, ti zé rebeço e zé pedro

encontro de gerações, ti zé rebeço e zé pedro

a ausência mais presente: ti abílio "carteirista"

a ausência mais presente: ti abílio “carteirista”

no estaleiro velho do mestre zé rito, quando se construía o moliceiro “zé rito”

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