rodrigo
josé luís peixoto_ainda
tóino dos prazeres
manuel bandeira_profundamente
assim se vêem os heróis do mar
o barco de mar óscar miguel – torreira anos 90
é este o momento
do início
(e quantos tempos nele cabem …)
o arrais lê o mar
estuda a matemática das ondas
calcula-lhes o ritmo
as correntes e os seus caminhos
tensos
homens e animais
aguardam a ordem
o grito claro forte
sem dúvidas de espuma nos lábios
VAI ! VAI ! VAI !
e o barco pula salta
galga mais uma onda
avança
e pára de novo
a cena repete-se
tantas vezes quantas o arrais
achar
é dele o mando
até que
num arranco último
o barco
vence a rebentação
e parte
por sobre o mar
é este o momento
do início
em que tudo pode acabar
ahcravo_sons
josé gomes ferreira_circunstanciais IV
a breve, muito breve, sesta
luciano caravela; 2010
é um costume entre os pescadores da xávega, que os que cheguem mais cedo para o primeiro lanço da tarde, cerca das 13h, 13,30h, aproveitem para uma pequena sesta à sombra do barco ou dos atrelados.
na torreira e na praia de mira, praias de grande tradição nesta arte de pesca, é comum encontrarem-se pescadores deitados enquanto o arrais não chega.
( torreira_ companha do murta)



