recriação da xávega na torreira, nota breve


zé pato

zé pato

conforme divulguei, neste blog, decorreu hoje, dia 22 de setembro,  uma recriação de ” Arte Xávega com bois”, na praia da torreira.

sobre o evento falarei a seu tempo quando tiver seleccionado e editado as fotografias de que mais goste. dêmos tempo ao tempo.

no entanto, ainda hoje ao fim da tarde, já se levantava o boato de que os participantes na recriação teriam recebido 50 euros cada um.

pessoalmente acho que se é verdade não é drama nenhum –  não há almoços grátis, escreveu alguém – acho até muito bem.

mas se é verdade, o que eu gostava de saber é quem pagou.

na altura em que foi levada a cabo, durante a campanha eleitoral autárquica, é evidente que mesmo sendo promovido pelo actual executivo, deve ser pago pelos dinheiros de que dispõe para a campanha o partido que exerce o poder na câmara da murtosa – o psd.

noutra altura, como em todo o lado, durante a época balnear, deveria ser a autarquia.

espero que, caso tenha havido pagamento aos participantes, tenha havido a sensatez de pagar com os fundos destinados à campanha do partido e não com os fundos da autarquia.

espero …..

mas seria bom que todos soubéssemos se houve pagamento e quem pagou

espero que para o ano haja mais e lá nos encontremos

tempos cinzentos


mãe e filho: ana e alfredo amaral

mãe e filho: ana e alfredo amaral

 

tempos cinzentos estes
em que se espera que o pão
o de cada dia
chegue à mesa depois de um dia
de trabalho duro
ou sem trabalho
ou de mar ingrato

isto te ensinei meu filho
o caminho de areia
o caminho por onde o teu sorriso
o teu esforço para além do teu corpo
que do meu

tempos cinzentos estes
em que cada vez menos somos
quando mais nos disseram
que seríamos
saberão que somos
mais que números?

tempos cinzentos estes
por mais que nos prometam pomares
e sumo basto de laranja
ao pequeno almoço

 

(companha do marco; torreira; 2010)

recriação da xávega na torreira


cartaz do município da murtosa

cartaz do município da murtosa

 

“PRAIA DA TORREIRA VAI RECRIAR A XÁVEGA COM BOIS MARINHÕES

No próximo dia 22 de Setembro, por volta das 10.00h a Praia da Torreira vai acolher uma recriação da xávega com bois marinhões…”

 

assim se pode ler na página do município da murtosa, em notícia publicada no passado dia 11 de setembro, confirmando o informado na folha jornalística do concelho, do passado dia 31 de agosto.

muitos têm sido os pescadores e amantes da arte que me têm perguntado como é que se pode marcar um evento deste género, com tanta antecedência, ainda por cima nesta altura do ano. nem eu, nem nenhum dos questionadores teve resposta. apenas uma: não sabemos.

desde há alguns meses que se falava nesta intenção e sempre se pensou que fosse feita durante a época balnear, como em espinho, por exemplo, e no mês em que o mar é mais favorável – junho.

este ano até tivemos um agosto de mar excepcional. mas nada aconteceu.

por isso, a maioria pensou que não passava de boato e esqueceu o assunto, até que a notícia adquiriu a forma de cartaz, informação local e no espaço virtual do município.

fico feliz pela recriação que vai ser realizada, mas estou a fazer muita força para que o mar tenha sido ouvido e seja possível ao barco – todos pensamos que seja o olá s. paio – fazer-se ao mar, a recriação decorra em boas condições e que os assistentes locais, e os que cá venham de propósito, não dêem o tempo por perdido. já agora, não se sabe ainda o local exacto para a recriação, mas é na praia.

estará o mar “bom”?  eu, e muitos arrais da costa, consultamos o site

http://www.windguru.cz/pt/index.php?sc=48947

e lemos duas informações: “período da vaga” e “ondulação”. como referência, a maioria dos arrais não se faz ao mar com períodos de vaga superiores a 7, vendo em seguida a “ondulação”. a informação é bastante fiável, mas não substitui o ir ao mar pelo romper do dia e confirmar. é assim.

espero, repito, que tudo corra de acordo com o desejado pela entidade promotora.

 

eu lá estarei, de máquina ao peito, a correr pela praia.

 

fica aqui o convite aos interessados.

 

regata dos moliceiros, torreira, s. paio, 2013


na regata deste ano participaram cerca de 15 barcos, entre grandes e pequenos.

os primeiros classificados.

1 º  – Moliceiro S. Salvador – timoneiro, Marco Silva

2 º – Zé Rito – timoneiro, Mestre Zé Rito

3 º – A. Rendeiro – timoneiro, Ti Zé Rebeço

registe-se a presença do barco “Amador”, um barco recuperado e propriedade do construtor Mestre Felisberto

ganhar uma regata de moliceiros depende não só da mestria na condução do barco durante a regata, mas também da escolha da vela com que se corre. os moliceiros têm velas de dois tamanhos, escolher a maior é um risco se se levanta vento forte durante a regata, por isso muitas vezes é utilizada a pequena, por segurança. a utilização da vela maior é um risco assumido em caso de vento forte, mas um passo grande para a vitória caso o vento amaine; penso que a aposta do Arrais Marco Silva na escolha da vela maior, assumindo todos os riscos inerentes foi compensada pela vitória na regata.

como diz o povo ” quem não arrisca, não petisca”

grande prova fizeram também os 2º e 3º classificados, mas as fotos mostram alguns dos momentos mais disputados.

também nesta regata um barco se virou, o manuel silva, e nesses breves momentos a máquina estava virada para o sítio certo.

de  tudo fica aqui um pouco

o vencedor

o s. salvador com o arrais marco silva

o s. salvador com o arrais marco silva, domingos da grila e sérgio silva

o estreante

moliceiro amador

moliceiro amador

algumas personagens

josé formigo, zé rebeço e joaquim ligeiro

josé formigo, zé rebeço e joaquim ligeiro

zé papa lamas e abílio carteirista, que não participaram como forma de protesto

zé papa lamas e abílio carteirista, que não participaram como forma de protesto

zé pedro, o mais jovem e uma carta ao futuro

zé pedro, o mais jovem e uma carta ao futuro

ti zé rebeço, o decano da ria

ti zé rebeço, o decano da ria

momentos da regata

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alfredo miranda no seu melhor

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o moliceiro virou

a bordo: manel valas, joão rodrigues e russo

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o russo na falca e joão rodrigues na ré

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na água manuel valas e joão rodrigues

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joão rodrigues de guarda ao moliceiro

 

zé caravela


 

 

 

zé caravela

zé caravela

abraçar o mar
com a força dos olhos

sentir o mar
nos braços
no peso das cordas
nos pés que se enterram na areia
ao peso de tudo

saber o mar
lê-lo com todos os sentidos
e saber que nada se sabe a não ser
que é o mar

o mesmo mar
com quem teimar
é destino diário
e não cântico efémero
sem saber notas
nem ler pautas
só para encantar

conhecer o mar?
pretensão de quem pensa
em tudo poder mandar