zé caravela


 

 

 

zé caravela

zé caravela

abraçar o mar
com a força dos olhos

sentir o mar
nos braços
no peso das cordas
nos pés que se enterram na areia
ao peso de tudo

saber o mar
lê-lo com todos os sentidos
e saber que nada se sabe a não ser
que é o mar

o mesmo mar
com quem teimar
é destino diário
e não cântico efémero
sem saber notas
nem ler pautas
só para encantar

conhecer o mar?
pretensão de quem pensa
em tudo poder mandar

que tamanho tem o homem?


 

o arrais marco silva, torreira, 2010

o arrais marco silva, torreira, 2010

o do desafio que aceita?

o do sonho porque luta?
o do amor que o alimenta?

não há mar a mais
nem se precisam de homens do leme
há saberes e rotas
desejos e metas

há o Homem
que só o é porque há outros homens
saibam-no ou não
basta que ele o saiba
e seja mais que ele
seja todos
mesmo aqueles que não se sabem
para o saber a ele

o tamanho do homem?
boa pergunta

regata dos chinchorros, s. paio, 2013


rui cruz, o primeiro fotógrafo, em 30 anos a estar dentro de uma bateira no decorrer da regata

rui cruz, o primeiro fotógrafo em 30 anos, a estar dentro de uma bateira no decorrer da regata

há muitas formas de estar com uma máquina nas “unhas” e fotografar a regata de chinchorros, ou bateiras de bicas, a remos.

– pode-se ficar em terra e fazer registos magníficos da preparação e da chegada

– ou ir para o meio da regata, viver a emoção e sentir a adrenalina, como disse o nelson silva, e, eventualmente fazer alguns registos.

são duas formas de estar: fazer parte da festa ou assistir à festa. não tenho dúvidas, com a nortada que fazia e as condições em que decorre a regata, que os melhores registo, provavelmente com mais impacto, são os feitos na “beirada” capturando o esforço final das equipas – veja-se alguns registos do antónio tedim.

dentro de uma bateira é preciso ter em conta a forma como decorre a regata:

– 8 bateiras partem da margem oeste da ria, lado do mar no dizer dos pescadores, rebocadas habitaulamente

– do outro lado da ria, a nascente, ou do lado da serra, estão 8 estacas espetadas no fundo da ria, junto a cada uma das quais se deve posicionar cada concorrente

– a distância entre bateiras é significativa e torna-se muito difícil conseguir uma vista do conjunto

– fotografar detrás das bateiras, para capturar os rostos, é uma solução que, atendendo à hora a que se realizou a regata, 17 horas, produz muitos contra-luz

– resta-nos fotografar de frente, os mais atrasados, ou de lado. focando sempre a atenção numa bateira.

registe-se ainda que a regata demora cerca de 15 minutos e só vendo é que se sente a velocidade que estes homens são capazes de imprimir a uma bateira. 12 braços, quantos motores?

“onde está a linha do horizonte?”, perguntava o nelson silva. a baixo e acima! era disparar e ver depois. a correr com a “marola” que se fazia sentir, apontar em frente era apanhar molha nas máquinas e isso ninguém queria.

o rui cruz, que conseguiu ir dentro de uma bateira, penso que não fez nenhuma foto, ou muito poucas.

ficam assim os registos possíveis de momentos inesquecíveis.

ganharam os melhores, outros terão deles as fotos, nós “curtimos nas horas” e molhámo-nos pra caraças. foi um dia grande, apreciem e procurem sentir o que está por dentro das imagens.l..

nota: em todas as imagens, durante a edição, foi endireitada a linha do horizonte e feito o recorte possível

a travessia para o local de partida, a reboque

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momentos da regata, em que há sempre mulheres a mostrarem que também são capazes de pegar num remo

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regata de bateiras à vela, s. paio, 2013


muito fica por dizer, mais por mostrar, mas só o estar lá, no meio de tudo é a verdadeira sensação da regata. o mais, repito, são palavras e imagens, e isso é quase nada

porque tudo pode acontecer em dias de nortada, e sexta-feira, dia 6, foi-o, há quem dê tudo por tudo para mostrar o que vale uma bateira bem governada. mas nem sempre correm bem estas demonstrações de risco e beleza.

de entre os muitos que fotografaram a regata, a sorte, parece, coube-me a mim, das duas vezes que um barco virou – nesta regata e na dos moliceiros – estava a olhar para eles de máquina na mão e os registos são preciosos.

o virar da bateira

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a regata

não sei quantas eram as bateiras a concorrer/velejar, na ria, em frente à torreira. sei que eram muitas e havia velejadores de todas as idades. há muita beleza e emoção nesta regata, tanta que os olhos se perdem entre os barcos e tudo parece uma pintura perante a qual o ficar fascinado é a coisa mais natural

daí o não ter os nomes dos participantes, por muitos, nem o do vencedor, por desleixo.

as imagens são o que marca o sentir dos momentos passados no meio da ria, ficam aqui algumas:

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a disputa à segunda bóia e o vencedor a definir-se

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o vencedor absoluto

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alguns momentos de emoção

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regata de moliceiros, s. paio, torreira, 2013, sábado


tio do mestre felisberto, falecido

domingos “caçoilo”, tio do mestre felisberto

às 16 horas do próximo sábado dia 7 de agosto, pelas 16 horas, vai ter lugar a tradicional regata de moliceiros, do s. paio.

não sei quantos estarão presentes, sei que pelo menos o moliceiro “dos netos” do ti abílio “carteirista” não estará presente, como forma de protesto contra o facto de ainda não ter recebido os prémios da regata da ria, conforme post https://ahcravo.wordpress.com/2013/08/31/regatas-de-moliceiros-na-ria-de-aveiro-uma-morte-anunciada/ e ainda por cima ter sido multado.

ao tio do mestre felisberto, domingos “caçoilo”, que entretanto faleceu, seu habitual camarada nestes eventos, aqui deixo o meu abraço e a recordação da sua inesquecível figura.

encontro de gerações, ti zé rebeço e zé pedro

encontro de gerações, ti zé rebeço e zé pedro

a ausência mais presente: ti abílio "carteirista"

a ausência mais presente: ti abílio “carteirista”

no estaleiro velho do mestre zé rito, quando se construía o moliceiro “zé rito”

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o arribar da “mão de barca”


 

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quando o barco de mar arriba traz consigo a cala “mão de barca” que, puxada pelo alador, fecha o cerco cuja outra extremidade é o “reçoeiro” – a cala que ficou em terra.

para chegar ao alador e começar a máquina a trabalhar é preciso força de braço.

força da gente de terra, força, força, muita.

 

companha do marco; torreira; 2010

regata de bateiras à vela, s. paio, 2013, preparação (1)


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na próxima sexta-feira dia 6 de setembro pelas 15h, durante a romaria do s. paio na torreira, vai decorrer a tradicional “regata de bateiras à vela”.

 

os treinos continuam e começa a cheirar ao que vai ser: um bando de aves a sobrevoar a ria

 

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regata de chinchorros, s. paio, 2013, preparação


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na próxima sexta-feira dia 6 de setembro pelas 17h, durante a romaria do s. paio na torreira, vai decorrer a tradicional “regata de chinchorros”  a remos.

os treinos já começaram, ficam aqui algumas imagens.

que ganhe o melhor, lá estarei se nada de imprevisto me acontecer.

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