ser mar
por vezes duvido
se no porto certo
se de prego a carta
mal aberta foi
navego nas águas
dos meus olhos
sou barco
em mim ancorado
recuso
não ser o que sou
repito
amo a terra
abraço o sol
para ser mar
torreira; marina dos pescadores)
traquinas
trago nos olhos
um sorriso de criança
uma fisga na mão
um papagaio de papel
uma bola de sabão
um carrinho de madeira
umas caricas oferecidas
um jogo por acabar
dentro de mim
nasce uma pergunta
traquina
nunca mais cresces?
(ria de aveiro; regata da ria; 2010)
de bico amarelo
belas palavras
finos discursos
atentos abraços
o silêncio
quando necessários
os braços
ai senhores que tanto
prometeis
para nos enganardes
belas palavras
finos discursos
atentos abraços
de bico amarelo
na armadilha
os embaraços
pássaros muitos
(murtosa; regata do bico; 2010)