regata de moliceiros, bico, 4 de agosto de 2013


em primeiro plano: zé rito, ao fundo o a. rendeiro

em primeiro plano: zé rito, ao fundo o a. rendeiro

 

(nota: os barcos são identificados pelo nome – proprietário – localidade)

 

participantes:

 

sermar – mestre felisberto – pardilhó

pequenito – ti manel “vareiro” – ovar

tonecas – amiria – murtosa

sara e cristina – ti virgílio – quintas

avô joão – joão amarante – vagueira (barco em fibra)

a. rendeiro – ti zé rebeço – murtosa

dos netos – ti abílio “carteirista” – murtosa

marnoto – domingos marnoto – costa nova

zé rito – mestre zé rito – torreira

manuel vieira – manuel “valas” – torreira

manuel silva – manuel “valas” – torreira

inobador – portugal telecom – ilhavo

câmara municipal da murtosa

 

classificação (5 primeiros)

 

1º – zé rito – mestre zé rito – torreira

2º – a. rendeiro – ti zé “rebeço” – murtosa

3 º- dos netos – ti abílio “carteirista” – murtosa

4º – manuel silva – manuel “valas” – torreira (timoneiro: zé pedro, neto do mestre zé rito)

5º – pequenito – ti manel “vareiro” – ovar

 

partida

partida

 

partida

partida

 

zé rito e a. rendeiro

zé rito e a. rendeiro

 

a. rendeiro

a. rendeiro

 

zé rito, pormenor

zé rito, pormenor

 

manuel silva

manuel silva

 

zé pedro

zé pedro ( o mais jovem)

 

zé rebeço

zé rebeço (o decano)

 

mestre zé rito (o vencedor)

mestre zé rito (o vencedor)

 

 

da esquerda para a direita: zé rebeço, zé rito e manuel valas

da esquerda para a direita: zé rebeço, zé rito e manuel valas

 

 

 

 

meditação à beira ria (1)


 

não

não quero saber nada do que sei

esquecer tudo o que aprendi

ser eu apenas

eu e

estar aqui

 

ignorar se o tempo é eterno

se choverá ou fará sol ainda

para além de

 

que tudo se reduza ao momento

mesmo que não se perpetue

mas seja o instante

e o que for

quando tiver de ser

seja

 

não há barcos a navegar na ria

também eu tenho marés

 

 

murtosa: as obras nos cais do Bico ou um bico de obra


assentar a calçada (2012)

assentar a calçada (2012)

 

 

as obras de remodelação dos cais do Bico, mostram à evidência, ou aos olhos de quem por lá passa em dia de maré cheia, que há algo que não está bem. então a água entra no cais como se a ria se prolongasse por ele dentro? é essa a ideia de um cais: ficar debaixo de água?

 

as imagens estão aí, tiradas por mero acaso em 2012 e 2013, no verão, em dias de marés vivas, mas sem chuva, imagine-se uma situação de maré viva e com chuva…..

 

repare-se na foto em que é claro que a cota dos cais remodelados está abaixo da do cais da marina. porquê? o que terá levado a que se tivesse feito desse modo? quem fez o projecto conhecia o Bico? quem o aprovou, fiscalizou a obra e a recebeu, conhecia o Bico? para estas perguntas, que normalmente não teriam cabimento, a resposta teria de ser sim. porque esse é o princípio que rege toda a obra: o saber do onde, como,para quê e para quem. só que no caso do Bico, face o resultado elas surgem naturalmente.

 

talvez encontre uma resposta para o abaixamento da cota: ficar ao mesmo nível do lado oeste (do mar) do Bico.

 

mas quem conhece o Bico sabe que os cais centrais ficavam sempre debaixo de água quando ocorriam marés vivas. então a obra teria sido uma boa altura para os elevar e impedir que isso voltasse a acontecer. mas não, agora a ria já não passa por cima da lama, passa por cima da pedra e de alguns milhões de euros malbaratados.

 

assisti ao assentamento da parte final da calçada e, a foto atesta-o, o piso ainda estava cheio de sal da última maré cheia. quem pode dar garantias sobre esta calçada?

 

depois inventaram uns muretes de cimento para impedir que a água entrasse, mas esqueceram-se que a água também pode vir de baixo…. mais uns euritos. a menos que se estivesse a pensar em fazer piscinas para que algumas crianças pudessem gatinhar pela primeira vez nas águas da ria.

 

isto para não falar nos molhes, onde é suposto as embarcações atracarem, e que em vez de serem na vertical – como foi feito mais tarde na ribeira de Pardelhas e está a ser feito na Cambeia, permitindo uma atracação fácil, com pequenas escadas chumbadas no encosto – se optou por uma inclinação tal que foi necessário reconstruir ou reinventar os cais palafitas de antes das obras.

 

quantos milhões de euros custou a obra? quanto tiveram de gastar os utilizadores na construção dos acessos ao seus barcos? quanto tempo vão durar os cais centrais, a calçada? como é possível tanto erro e tanto dinheiro mal gasto? quanto custou tudo isto ao contribuinte? que imagem fica do Bico?

 

certamente que o Bico e a Murtosa mereciam melhor.

 

vão até ao Bico, vejam e, pelas marés de S. Bartolomeu, em agosto, pasmem.

 

por vezes, ver é inconveniente e pensar pode ser perigoso para certas poltronas.

 

mais fotos

 

à direita o cais da marina, à esquerda o cais remodelado

à direita o cais da marina, à esquerda o cais remodelado

 

maré viva 2012, o cais central

maré viva 2012, o cais central

 

maré viva 2012, pormenor da água dentro cais

maré viva 2012, pormenor da água dentro cais

 

maré viva 2012, a ria por cima do molhe

maré viva 2012, a ria por cima do molhe

 

2012, os encostos palafitas

2012, os encostos palafitas

 

 

maré viva 2013

maré viva 2013

 

maré viva 2013

maré viva 2013

 

maré viva 2013

maré viva 2013

 

maré viva 2013

maré viva 2013, o interior alagado

 

 

maré viva 2013

maré viva 2013

 

 

 

hoje vi o tempo


 

 

hoje vi o tempo

sentado à mesa do café

anos sobre anos somados

e eu ali

quem sabe um dia

um outro tempo

por outros visto

 

parei de ler

impossível continuar

levantei-me

comigo o livro

as palavras sobre o papel

o prazer

 

caminhei pela beira ria

onde o tempo

de outro modo se lia

registei-o

 

quem sabe

num tempo outro

alguém

 

torreira, festa do pescador 2013


desde que foi retomada a tradição da romaria da srª do bom sucesso, em janeiro/fevereiro, que os pescadores da torreira, realizam em julho uma festa para angariação de fundos da romaria do ano seguinte.

este ano, pela primeira vez, foram os pescadores que arcaram com todo o trabalho e não tiveram mãos a medir, nem medo, que deles e com eles tudo se pode esperar.

as fotos que constam deste álbum são uma pequena amostra, como é meu costume, entrego todos os anos ao pároco da torreira, um cd ou dvd, com todas as fotos e é a ele que devem ser pedidas.

abraço e parabéns a todos os que contribuíram para mais este convívio onde o porco no espeto, as sardinhas e o carapau fizeram bom trabalho na angariação de fundos.

o caldo verde, diz quem o comeu, estava uma delícia.

tudo se esgotou.

 

DSC_5513 dp 2 DSC_5505_dp 1 DSC_5533_dp 5 DSC_5521_dp 4 DSC_5519 dp 3 DSC_5513 dp 2 DSC_5505_dp 1 DSC_5564_dp 7 DSC_5551_ dp 6 DSC_5548 DSC_5547_dp 6 DSC_5545 DSC_5586 DSC_5577 DSC_5573 DSC_5571_dp 8 DSC_5566 DSC_5613 DSC_5609 DSC_5604 DSC_5603_dp 8 DSC_5586_ dp 8 DSC_5690 DSC_5674 DSC_5673_dp 9 DSC_5645 DSC_5621 DSC_5722_dp 11 DSC_5719 DSC_5718 DSC_5717 DSC_5713_dp 10 DSC_5774_dp 13 DSC_5769_ dp 12 DSC_5736_dp 12 DSC_5726 DSC_5723