xávega
xávega_o aparelhar
neste registo as calas começam a ser carregadas na proa do barco, enquanto o ti alfredo fareja (falecido), vai dispondo as redes de forma a serem correctamente carregadas.
encostada à borda do barco a actual viúva do arrais zé murta, maria murta
(torreira; companha do murta, 2007)
é urgente
ando por aí
no inventar de caminhos
encontros e desencontros
fabricando sonhos
nas noites diurnas
a acender fogos
no seio das rochas mais frias
para que nasçam rios cheios
de olhos abertos
a plantar árvores
em cima do mar
ver crescerem barcos
onde mais que homens são
os que lá dentro vão
na minha rede só letras
plantadas nos regos abertos pela enxada
desta cabeça imparável
acender lume nas pedras
abrir olhos nos rios
é urgente
(torreira; companha do marco; 2011)
xávega_o aparelhar
xávega_do arribar (5)
xávega_do arribar (4)
xávega_o arribar (3)
xávega, o arribar
ao fundo, uma minúscula agulha no meio do mar, o olá sam paio já se vê, no regresso de fazer o lanço.
em terra a filha do arrais, marlene murta, zé caravela e fernanda bastos, preparam-se para a manobra de arribar, sendo que o engatar do gancho no arganel será da responsabilidade do zé.
(torreira; companha do murta; 2007)









