recriação da xávega na vagueira em 2008


 

quando os motores eram de carne

quando os motores eram de carne

apesar dos interessantes registos que podem ser conseguidos durante uma recriação, fundamentalmente para quem nunca assistiu à prática mais antiga da utilização das juntas de bois ( na torreira, creio que até ao anos 2000) ou nunca fez registos digitais desta dura, mas belíssima arte, a organização deve ter em conta o processo global e não só os instantes.

os momentos finais desta recriação não traduziram a realidade que a memória preserva: os momentos em que as juntas esperavam o regresso do barco, para o voltarem a puxar, foram utilizados para diversão no mar – passeando crianças no dorso dos bois, por exemplo.

felizmente só assisti a esta distorção da realidade, que até pode ser muito divertida, nesta recriação. quer em espinho, quer na torreira, houve o cuidado de recriar a tradição sem a distorcer.

esperemos que em 2014, haja recriação, como é hábito, em espinho e se continue, o iniciado em 2013, na torreira

 

 

alfredo amaral


alfredo amaral

alfredo amaral

queria ter palavras para ti
meu amigo
mas que palavras podem embrulhar
o que sinto
o que me sinto diante de ti

coisa pouca
depois de te conhecer
de te saber assim
enorme
depois de te ter conhecido
criança aos pés de tua mãe
na areia a olhar o mar
onde agora homem

há amigos
que nos dão vida
o prazer de ter cá estado
os ter conhecido
e nos terem deixado entrar
no seu convívio

obrigado por existires
alfredo

(torreira; companha do marco; 2010)