pedra a pedra
(torreira; 2015)
pedra a pedra o silêncio vai crescendo as mãos ambas o constroem pedra a pedra as vozes estão mais longe as palavras escalam os muros pedra a pedra pedra a pedra
poesia y otras letras

Dentro do panorama atual, esta escritora pode ser considerada a herdeira de um romantismo que nunca deixou de influenciar as letras portuguesas. O espaço interior da casa encerra em seus versos o pouco que resta de um amor junto aos objetos, roupas e aromas que o recordam. Este espaço representa a introspecção da voz feminina perante a fragilidade dos momentos vividos. O amor e a morte são também elementos indivisíveis em sua poesia, porque formam um todo na solitária circularidade da nostalgia, onde só se pode escrever da angústia da perda.
Sentaram-se na areia e descalçaram os sapatos. Puseram-se a contar pelos dedos os barcos que faltariam para chegar o verão. Nenhum deles falava. Tinham passado juntos algumas noites, num quarto sem vista. E, embora julgassem o contrário, não conheciam um do outro muito mais do que isso. Estavam ali sentados para ver se acontecia alguma coisa. No…
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