“Cerejas e liberdade” de isabel pereira rosa
postais da ria (555)
em português nos entendemos
língua velha que não raiz
árvore que a cada dia floresce
português falamos sotaques
vários nos separam e unem
na diversidade somos palavras
abraçamo-nos sem faca na
manga quantas cores quantas
origens se fundem em nós
não somos os herdeiros de um ontem
que derrotámos mas construtores do futuro
sem preconceitos e sem vergonhas
descobriram agora que os lusíadas
a lírica foram escritos numa língua esquizofrénica
envergonhada diz luiz se assim foi
curvo-me perante estes libertadores
e em português me ergo desavergonhadamente
(bateira a arribar da faina; torreira; 2015)
quando o que não é quer ser
por mero acaso encontrei hoje esta publicação na net
abram para ver
deixei este comentário :
meu caro
tenha pelo menos o cuidado de verificar a origem das fotos e ficar a saber que nenhuma delas é da nazaré, mas da torreira e da praia de mira.
quanto à autoria das fotos, que são minhas, onde em letra de ver a cita?
se esta é a sua nazaré você nunca foi lá
a galeria “Peixeira” no museu EXEA com audiodescrição
“Meninos com gula” de graça pires
ria radical (4)
o poeta benzia-se
e não acreditava em deus
o poeta rezava
e não acreditava em deus
era segunda-feira
o poeta foi em peregrinação
à feira de espinho
deus estava no casino
ganhava milhões
na roleta de combustível
o poeta não se converteu
e deus não lhe vendeu
serviços de auditoria
deus não acreditava
no poeta
(ria de aveiro; bunheiro; 2013)
“Canção para Luanda” de luandino vieira
nos 90 anos de luandino vieira
outra versão
“A mulher vestida de negro” de maria azenha
“Coro dos caídos” de josé afonso
desculpem mas o áudio está demasiado baixo, usem auscultadores.

