CIAX
apresentação do “Livro das guerras” de rosa maria ribeiro
no dia 5 de outubro nas instalações do Centro de Interpretação de Arte Xávega (CIAX) na praia da tocha decorreu a apresentação do “Livro das guerras” com poema de rosa maria ribeiro e ilustrações de pedro rocha nogueira.
na mesma sala estava e estará presente a exposição das ilustrações
(o vídeo foi realizado por Paulo Delgado e a edição por ahcravo gorim)
apresentação de “FAINA” no CIAX na praia da tocha
apresentação de “Faina” na praia da tocha
sábado às 17 horas no CIAX, na praia da tocha, irei apresentar “FAINA” , um livro cheio de mar e … tão bem escrito
venham e vamos conversar sobre literatura e arte-xávega
escreve Marta Pais Oliveira
Faina tem despertado leituras extremadas e isso agrada-me. O destaque da @gradivapublicacoes – que arrisca em novas vozes e formas de narrar e a quem agradeço muito essa crença – traz leituras positivas do livro e a nomeação como finalista do Prémio Literário Fundação Eça de Queirós.
Poderia fazer outro destaque com críticas de quem visceralmente não gostou do livro. Tenho reparado que é um texto que pode atrair ou repelir com intensidade.
Escrever é um labor de momentâneas fúrias e deleites e, na maior parte do tempo, continuada paciência. Encaro a leitura como um labor que constrói a outra metade do livro, encaro o leitor como um criador. Trata-se de um laço entre duas forças contra a incomunicabilidade.
Quando perguntam: escreves para quem? Em tempos trabalhei em publicidade com públicos-alvo. Nos livros – e por isso respiro – é o oposto. Escrevo para quem me quiser ler. Não escrevo para dificultar a vida do leitor, a construção frásica que me é natural é a que uso e não abdico do trabalho da linguagem. O que tento é criar textos com múltiplas camadas, como quem tira a roupa para chegar à pele para tirar a pele para rasgar a carne para chegar ao osso e aí entender que algo continua a escapar. Quero o que é fugidio e tremelicante. Ao leitor peço atenção e imaginação.
Escrevo como penso, e penso com contradições e hesitações. Talvez escreva para hesitar melhor. Sei que fujo da indiferença, faço exercícios arriscados nos textos e quero tentar dar forma a livros ambiciosos. Atraem-me lugares de estranheza e o contraste entre a maior precisão e a perda de nitidez, como quando abrimos os olhos debaixo de água, se o suportarmos. Procuro espaços para me desorientar melhor, fazer perguntas, peneirar as palavras para captar-lhes o que não é da ordem do verbal, um ritmo primeiro.
A praia que inspirou este livro é uma praia de excessos: de paixão, amor e de medo, revolta. Essa intensidade moldou o romance.
Tem sido uma travessia com muito afeto, é poderoso o amor pelos livros e a transformação que abrem. Este sábado há conversa sobre Faina na Praia da Tocha, Centro de Interpretação da Arte Xávega, 17h, com o leitor António José Cravo. apareçam para abraços-mergulhos!
“sentou-se à mesa do café”: lançamento na praia da tocha
(nota; o livro pode ser pedido para o email: ahcravo98@yahoo.com


