5as de leitura, 8º aniversário


Rollup_Geral

8 anos de 5as de leitura e … maria do rosário pedreira leva-nos a conhecer os homens por detrás dos livros – joão de melo e mário cláudio.

ouvir os escritores falarem de si, mais do que da sua obra, das pequenas coisas que os tornaram grandes é uma viagem para que vos convido.

por princípio não faço cortes nos meus registos, fá-los-ão os que acharem que os devem fazer, onde por bem entenderem. porque todos somos diferentes, que cada um decida do que seu quer fazer.

a mim coube-me apenas registar, com o que o equipamento que possuo, mais um momento de enriquecimento daquilo a que chamamos: saber.

biografia dos escritores

joão de melo

biografia e bibliografia

http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/jmelo.htm

mário cláudio

biografia

http://www.dglb.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=11425

bilbiografia

https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=73

 

o vídeo

 

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onésimo teotónio de almeida nas 5as de leitura


onésimo

era uma vez um GRANDE contador de histórias, com uma memória impressionante e uma cultura incomum. aquilo a que chamo “UM SER ILUMINANTE”.

esteve na figueira da foz no dia 25 de maio de 2017 e foi… como podem ver no registo, uma noite inesquecível.

Onésimo Teotónio Almeida nasceu nos Açores (São Miguel), em 1946, e reside desde 1972 nos Estados Unidos, vivendo entre as margens americana e europeia do rio que banha as suas ilhas – o Atlântico. Doutorou-se em Filosofia na Universidade de Brown (Providence, Rhode Island) e aí é catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros, lecionando também no Wayland Collegium for Liberal Learning e no Renaissance and Early Modern Studies Program da mesma universidade.

Divide-se entre a escrita livre (crónica, conto, teatro, prosemas) e o ensaio, que ocupa o lugar central. Entre os seus livros mais recentes contam-se: Livro-me do Desassossego (2006), Aventuras de um Nabogador (2008), Onésimo. Português sem Filtro (2011) e Quando os Bobos Uivam (2013). No ensaio: De Marx a Darwin – A Desconfiança das Ideologias (2009), O Peso do Hífen – Ensaios sobre a Experiência Luso-Americana, Açores, Açorianos, Açorianidade – Um Espaço Cultural (2011), Minima Azorica. O Meu Mundo é Deste Reino (2014), Pessoa, Portugal e o Futuro (2014), Despenteando Parágrafos (2015) e Obsessão da Portugalidade (2017).

É doutor Honoris Causa pela Universidade de Aveiro.

“Todos os Dias Morrem Deuses”


a 21 de abril de 2017, na assembleia figueirense, decorreu o lançamento da última obra de antónio tavares.

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maria do rosário pedreira e cesário borga, abordaram a obra sob perspectivas diversas: as suas, as da sua profissão.

afinal estávamos perante uma obra literária que tinha como personagem principal um jornalista.

antónio tavares

“Se há tanta gente a escrever e tão bem, porque é que me hei-de meter nisto?”

António Tavares nasceu em 1960 em Angola, mudando-se para Portugal em 1975, no processo de descolonização.

Viveu em várias cidades portuguesas. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. É professor do ensino secundário, actividade que suspendeu para exercer actualmente o cargo de vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz. Foi jornalista, fundador e director do jornal regional A Linha do Oeste. Fundou e coordenou a revista Litorais.

Escreveu peças para teatro – “Trilogia da Arte de Matar”, “Gémeos 6” e “O Menino Rei” –, estudos e ensaios – Luís Cajão, o Homem e o Escritor; Manuel Fernandes Thomás e a Liberdade de Imprensa; Arquétipos e Mitos da Psicologia Social Figueirense e Redondo Júnior e o Teatro. Com o segundo romance, O Tempo Adormeceu sob o Sol da Tarde, obteve uma menção honrosa no prémio Alves Redol, atribuída em 2013 pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Ainda não o publicou. “Não queria que este fosse o segundo romance meu a sair”, disse. Com a publicação prevista de O Coro dos Defuntos pela Leya, o autor já vê com bons olhos a sua chegada às livrarias.

António Tavares já tinha sido finalista do Prémio Leya 2013, com o romance As Palavras Que Me Deverão Guiar Um Dia, editado pela Teorema. Foi o primeiro que escreveu, em 2012, já com 52 anos de idade. “Sempre pensei que se há tanta gente a escrever e tão bem, porque é que me hei-de meter nisto? Pensava que não era capaz. Tinha feito jornalismo e peças de teatro, mas nunca me tinha aventurado pelo romance porque achava que não tinha fôlego para o fazer”, disse. Tirou duas semanas de férias, fechou-se e ficou surpreendido com o resultado: “Saiu-me tudo cá para fora, como um jacto, estava tudo muito à flor da pele. E o imenso gozo que me deu!”.

“Um escritor não deve só escrever”

Foi o presidente do júri, Manuel Alegre, que lhe ligou durante a manhã para anunciar a novidade. “Tinha uma esperançazinha vaga [de ganhar], que ao mesmo tempo ia tentado dissipar, mas tinha”, admitiu. Para além de Manuel Alegre, do júri fizeram parte Nuno Júdice, Pepetela, José Castello, e ainda José Carlos Seabra Pereira, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, Reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, Professora da Universidade de São Paulo.

O vencedor leva para casa 100 mil euros, valor máximo de um prémio literário para romances em língua portuguesa. Para o premiado é essencialmente um incentivo a continuar, uma recompensa. “Mas também é um prémio que me dá alguma responsabilidade, vou ter de me dedicar mais tempo”, disse. Não pensa, contudo, em dedicar-se a 100% à escrita. “Não encaro de maneira nenhuma a possibilidade de só escrever. Concordo com o que diz o Mia Couto, que o escritor não deve escrever só, deve ter o resto da sua vida”.

http://observador.pt/2015/10/13/antonio-tavares-vence-premio-leya-2015/

TODOS OS DIAS MORREM DEUSES

Um jornalista reescreve diariamente a história do mundo nos anos 1950/60.

1953. Este é um ano rico em acontecimentos: Eisenhower é eleito Presidente dos EUA, Churchill ganha o Prémio Nobel da Literatura, os Rosenberg são acusados de espionagem e executados, Tito torna-se o timoneiro da Jugoslávia… E, porém, os factos que atraem o protagonista deste romance – um jovem jornalista sem dinheiro que deambula por uma Lisboa de cafés e águas-furtadas – são claramente delicados em tempo de censura, pois prendem-se com as múltiplas conspirações que rodeiam a morte e a sucessão de Estaline na União Soviética. Não só é preciso que escreva com pinças para fintar o regime, como a informação que lhe chega de fora é escassa e contraditória, obrigando-o a dar largas à sua imaginação…

Muitos anos depois, de regresso à aldeia onde nasceu e a que o liga a memória da mãe, sente o rasto da velhice na metáfora de uma fogueira que vai consumindo o que ainda lhe sobra desse passado e relembra as mulheres que o marcaram e os deuses que ajudou a criar na sua prosa diária.

http://www.leyaonline.com/pt/livros/literatura/literatura-classica/todos-os-dias-morrem-deuses/

do lançamento aqui fica o registo possível

(com “Todos os Dias Morrem Deuses”, o romance ” O Tempo Adormeceu sob o Sol da Tarde” é finalmente publicado. pelo que , cronologicamente este é o seu segundo romance, mas em termos de edição será o terceiro.

porque os dois apresentadores do livro não tocaram em dois pontos que muito me atraíram no livro, aqui ficam duas dicas para os leitores:

– a presença de fernando pessoa

– a janela e o que dela se vê, não vê, ou se pode imaginar

antónio ficcionou outro antónio, que ficcionou a realidade. é assim que os deuses morrem e nascem)

joão ricardo pedro nas “5as de leitura”


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o que é um escritor?
escrever o que é?
escrever o quê?
escrever como?
escrever quando?

quantas perguntas …..

ouver um escritor, sentir o peso das palavras ditas e pressentir o labor das escritas, tentar descobrir o autor, é o que acontece nas “5as de leitura”, na biblioteca joaquim de carvalho, na figueira da foz.

joão ricardo pedro é um ESCRITOR a falar de si, da sua arte e do seu labor, neste breve registo.

leiam, leiam muito, mas leiam JOÃO RICARDO PEDRO

ana margarida carvalho na figueira da foz


cartaz

no dia 15 de dezembro de 2016, no âmbito da programação das “5as de leitura”, a escritora ana margarida carvalho, falou e de si e da sua obra.

dois romances: “que importa a fúria do mar” e “não se pode viver nos olhos de um gato”.

desse encontro com a escritora, mediado pela editora maria do rosário pedreira e pelo escritor/autarca antónio tavares, fez-se este despretensioso documento fílmico.

importante é ler os romances aqui abordados, são e serão obras fundamentais na literatura portuguesa deste primeiro quartel do século XXI.

“Ana Margarida de Carvalho nasceu em Lisboa, onde se licenciou em Direito e viria a tornar jornalista, assinando reportagens que lhe valeram sete dos mais prestigiados prémios do jornalismo português, entre os quais o Prémio Gazeta Revelação do Clube de Jornalistas de Lisboa, do Clube de Jornalistas do Porto ou da Casa de Imprensa. Passou pela redacção da SIC e publicou artigos na revista Ler, no Jornal de Letras, na Marie Claire e na Visão, onde ocupa actualmente o cargo de Grande Repórter e faz crítica cinematográfica no roteiro e no site de cinema oficial da revista, o Final Cut. Leccionou workshops de Escrita Criativa, foi jurada em vários concursos oficiais e festivais cinematográficos e é autora de reportagens reunidas em colectâneas, de crónicas, de guiões subsidiados pelo ICA e de uma peça de teatro.”

os moliceiros têm vela (241)


reparos de um retirante

“Breve História do Concelho da Murtosa”, autor “Marco Pereira”

(algumas notas breves, precedidas de um sublinhado)

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em qualquer publicação é tão importante a citação como a omissão.

isto dito, e sem retirar valor, nem importância à obra citada, queria deixar 3 notas breves para os desenvolvimentos temáticos futuros:

moliceiros: ainda há moliceiros na ria. é importante fazer a história das regatas e sua importância na dinamização turística temática e preservação do património, único no mundo. os moliceiros tradicionais e os passeios na ria.

companhas: ainda existem companhas activas na torreira. importante referir as que estão em laboração, as que ao longo do século xx trabalharam e as alterações sofridas nos métodos de trabalho: dos bois aos tractores, dos remos aos motores, por exemplo. parece-me importante que seja referido o seu papel na atracção turística temática.

literatura: não consta o nome do dr. Raul Vaz, entre os escritores listados. penso que, enquanto murtoseiro e pela obra produzida, merece lugar de relevo entre os nomeados.

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(foto de 2014)