que dizer deste tempo
de armas
em que os senhores
da guerra
de sangue as não limpam
e os senhores das palavras
lavam as mãos
em silêncios cúmplices
(em construção)
(xávega; o arribar da manga; torreira; 2013)
hoje não me apetece escrever
e há muita força neste não
obrigações não tenho
assunto não falta mas
hoje não me apetece escrever
já me vi ao espelho e não gostei
notícias do mundo tão tristes
assunto não falta mas
hoje não me apetece escrever
talvez quem sabe uma questão
de confiança de falta dela
ou da chuva não sei mas
definitivamente
hoje não me apetece escrever
(xávega; reparar redes; torreira; 2012)