cândida


cândida
ao longe a esperança começa
a nascer
o barco lançou o saco
inicia o regresso

trará a rede peixe ?

do mar o incerto pão
nem sempre mata a fome
paga o esforço o suor as gargantas secas
de tanto gritar

não somos dos que desistem
enquanto houver sol e o mar permita
o barco partirá
sempre
em busca do peixe
do pão que o mar dá

(torreira; séc XX)