anos muitos serão noventa
inocência pureza
olham-me para além de
mãos céleres nas résteas
um povo uma história um desejo
o país que sonhei para ti
não é este
muito menos o que te querem
ofertar
insónia fome dor
beijar-te os olhos
pedir desculpa
se não for capaz de resistir
tu mereces tudo o que te
querem retirar
e é tão pouco o que te tens
os modelos não têm povo dentro
têm fórmulas concebidas por gente
que desconheces
criadoras de mundos outros
não aquele
que sonhei para ti
não é este o país
que te queria ofertar
nem é este o país
que tu gostarias de deixar
roubados somos
espoliados de nós
resta-nos ser a réstea
a sufocar o terror

José Cravo
Que poema….. e que foto mais amorosa!!! Os meus olhos encheram-se de lágrimas!!!
Não era nada disto que eu queria deixar…. Também não!!!!
Mas sufocar o terror é uma dor tão grande…….. O terror que eu tinha visto antes voltou!!!
Na primeira fase, no fascismo ainda era uma adolescente sem nada que me prendesse!!!
Hoje pelos filhos dói muito mais ……
Bjss Amigo José.