cirandar amêijoa na torreira


 

joão magina e cipriano brandão a cirandar

joão magina e cipriano brandão a cirandar

 

cirandar

este documentário encerra a série dedicada à apanha de amêijoa na ria de aveiro, nomeadamente no canal de ovar em frente à vila da torreira.

para a apanha, e recordando, são utilizadas duas artes- cabrita alta e cabrita baixa – e a vulgar apanha à mão ou com uma pequena ferramenta (garfo).

a primeira selecção dos bivalves – em tamanho e género – decorre das próprias cabritas, que são diferentes consoante se pretende apanhar berbigão se amêijoa (as utilizadas na apanha da ameijoa têm dentes maiores).

depois de apanhadas as amêijoas são depositadas no fundo da bateira. terminada a maré, é necessário lavar e fazer uma segunda escolha tendo em conta o tamanho pretendido pelo comprador. esta operação é feita utilizando uma ciranda (ver no vídeo as variantes), que não é mais que uma “peneira”, de forma rectangular, cujo fundo é formado por varetas de ferro ou aço inox (as mais modernas) que joeira as amêijoas. há-as de madeira e de metal, para serem operadas por duas pessoas e, mais recentemente, as que são feitas a partir de caixas de plástico de embalar fruta, a que é aplicado no fundo uma grelha de aço inox, e que podem ser manobradas por uma só pessoa.

convém dizer que não são baratas, são feitas por encomenda e que as distâncias entre as varetas dependem do tamanho mínimo das ameijoas pedido pelo comprador.

depois de cirandar os bivalves apanhados, é ainda necessário fazer uma escolha manual, por causa dos diferentes tipos de amêijoa que foram apanhados. os preços de venda e as encomendas reportam sempre a uma determinada variedade.

o processo termina com a deposição das amêijoas em sacos de 10 kg, fornecidos pelo comprador, que são entregues nas zonas acordadas, nos dias e às horas ditadas pelo comprador, que é quem define tudo, a começar pelo preço.

 

o vídeo